<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417</id><updated>2011-08-24T05:29:19.535-07:00</updated><title type='text'>Las Aventuras del Chuco</title><subtitle type='html'>Chuco, el aventurero.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>98</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-5641937990104308332</id><published>2010-11-26T05:28:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T05:30:05.443-08:00</updated><title type='text'>BARULHO ESTRANHO NO CARRO (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Poderia apenas ligar para ela. Assim saberia se estava em casa ou não, correndo menos riscos. Mas se desligasse quando ela atendesse a primeira pessoa de quem suspeitaria seria dele, tinha certeza. Nas últimas vezes em que ligara tentando marcar um encontro, segundo ele sem segundas intenções, apenas para saber como estava e botar o assunto em dia, ela tinha sido muito dura e pouco amigável na resposta e pedido que não voltasse a ligar. Não entendia de onde vinha tanto rancor. Afinal, não tinham acabado brigados, tinha sido um fim até amigável comparado a outros que já tivera. Prometeram continuar amigos, elogiaram-se mutuamente, tudo na tentativa de amenizar aquele momento que parecia inevitável. Agora, pensando sobre o assunto, se perguntou por que de fato haviam se separado. O que foi que na época pareceu tão intransponível? O que haviam perdido que parecia tão irrecuperável? Não conseguia lembrar-se de nenhum fato ou motivo específico que os tivesse levado a decidir que acabar seria a melhor solução. Engraçado lembrar agora de como foram determinados quanto ao fim do relacionamento e a permanecerem amigos e comparar com a situação em que se encontrava, parado à sua porta, sem lembrar o que os separou e com receio de sequer ligar para ela. Que mudanças poderiam ter ocorrido nesse tempo que mudassem tanto o panorama entre eles?&lt;br /&gt;Vou ligar, falou olhando para o espelho retrovisor.&lt;br /&gt;Pegou o celular, hesitou, guardou-o novamente no bolso. Olhou mais uma vez para o retrovisor. Seus olhos estavam vermelhos e vazios. Não podia continuar assim. Não podia continuar esperando embaixo daquela árvore que alguma coisa acontecesse que o transportasse de volta para o tempo em que se considerava senão feliz, pelo menos não tão oco. Ia para lá para tentar sentir alguma coisa, medo que fosse. Só não agüentava mais ficar em casa, olhando pela janela sem sentir absolutamente nada, masturbando-se sem sentir tesão, bebendo até dormir e acordando com um único desejo: não ser ele mesmo.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, atirou-se na cama e dormiu até às duas horas da tarde do dia seguinte. Voltou à casa de Cláudia, voltou para debaixo da árvore. Esperou.&lt;br /&gt;Quando despertou, já escurecia. Um carro de aproximava do portão da casa. Reconheceu o carro de Cláudia. Ela não estava só e vinha no banco do passageiro. Um homem dirigia seu carro. Não o reconheceu.&lt;br /&gt;Ela parecia estar rindo sonoramente. Conhecia aquela risada. Podia quase ouvi-la. Mas a verdade é que aquele riso, assim como aqueles cabelos, aquela boca, aquele cheiro e aquela sombra da árvore já não o pertenciam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-5641937990104308332?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/5641937990104308332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=5641937990104308332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5641937990104308332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5641937990104308332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2010/11/barulho-estranho-no-carro-ii.html' title='BARULHO ESTRANHO NO CARRO (II)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-8192532602708170034</id><published>2010-11-22T17:12:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T06:13:38.424-08:00</updated><title type='text'>BARULHO ESTRANHO NO CARRO (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Um barulho estranho em seu carro o despertou da dormência em que se encontrava. Não poderia dizer ao certo quanto tempo passara ali, estacionado debaixo da árvore que tanto conhecia. A mesma sombra que agora servia de conforto para seu torpor já servira muitas outras vezes como penumbra para seus momentos mais calorosos com Cláudia, que sempre ficava assustada e pulava para o banco detrás a qualquer sinal de outra presença na estreita rua de calçamento onde morava. Riu ao lembrar-se da cena e aumentou a potência do ar condicionado do carro naquela tarde quente e abafada.&lt;br /&gt;Olhou para o muro verde da casa e imaginou o que ela estaria fazendo naquele momento. Estaria sequer em casa? Teria saído com outro? Não, entrar nesse caminho poderia levá-lo a um lugar onde não queria estar. Já era ridículo o suficiente ficar estacionado em frente à sua casa, dentro do carro ligado, feito um serial killer a espera de sua vítima. Não, não poderia ser mais patético. Só se tocasse a campainha. Mas, por outro lado, como não havia outros carros na rua, se o fizesse e se escondesse atrás das árvores mais a frente da rua, poderia ter a certeza, no caso de ela abrir a porta, de que estava de fato em casa, e não em algum dos motéis que costumavam ir juntos com outro cara, o que o deixaria mais tranqüilo e livre para ir embora dali.&lt;br /&gt;Não, não vá por aí, pensou. Você já se humilhou o suficiente.&lt;br /&gt;Mas teria ele realmente se humilhado? Não teria demonstrado, pelo contrário, extrema força de vontade e perseverança ao insistir tanto no relacionamento, em lutar com todas as suas armas por ela, para estar com ela, mesmo que isso incluísse lágrimas e palavras de desespero? Não, não se humilhara. Mostrara apenas o quanto estava disposto a continuar com Cláudia e a lutar por isso. Quem achasse que isso era humilhação obviamente nunca tinha amado de verdade. Isso é que é amor, pensou. É apostar todas as suas fichas em alguém que não é você, se anulando por completo e colocando toda sua existência nas mãos de outras pessoas, é não ter medo ou vergonha de chorar e de expor totalmente, pois sabe que só assim será de todo verdadeiro. Amar é ser sincero ao extremo quanto a sua própria vulnerabilidade. É, concluiu orgulhoso, isso é amor.&lt;br /&gt;Mesmo assim desistiu da idéia de tocar a campainha da casa. Sabia que ela não queria vê-lo naquele momento, tinha deixado isso bem claro no último encontro que tiveram, e com certeza não gostaria de saber que tinha estado parado do lado de fora de sua casa, à espera de não se sabe o que. Ela nunca entenderia que ele não esperava nada. Apenas queria estar ali, sentindo as lembranças dos tempos em que a sombra era a penumbra do amor deles, quando embaçavam os vidros do carro com seu amor que nunca haveria de se esgotar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-8192532602708170034?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/8192532602708170034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=8192532602708170034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8192532602708170034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8192532602708170034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2010/11/barulho-estranho-no-carro-i.html' title='BARULHO ESTRANHO NO CARRO (I)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-8468029547210515925</id><published>2010-11-21T18:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T18:50:21.068-08:00</updated><title type='text'>O CONTO MAIS CURTO QUE JÁ ESCREVI PARA ALGUÉM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Você nunca mais escreveu uma poesia pra mim.&lt;br /&gt;Acordei meio atônito, sem entender direito o que ela dizia. Esperei, mas ela não falou mais nada e, aparentemente, voltou a dormir. Tentei fazer o mesmo, mas não consegui.&lt;br /&gt;Era verdade. Eu, que de vez em quando chegava com uma poesia para surpreendê-la, não o fazia há pelo menos uns dois anos. Não sei o porquê disso. Sei que aquilo ficou me remoendo a noite inteira. No dia seguinte, ao acordar, resolvi que escreveria para ela a poesia mais longa que eu já escrevera para alguém.&lt;br /&gt;No seu aniversário, entreguei seu presente e falei:&lt;br /&gt;Pra compensar a ausência.&lt;br /&gt;Quando terminou de ler as treze páginas frente e verso, ela, com os olhos úmidos, me abraçou forte.&lt;br /&gt;Por que tu me ama? – ela perguntou.&lt;br /&gt;Porque você é dessas pessoas que não faz ideia do quanto é linda. Como se isso não importasse. Acho isso tão bonito...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-8468029547210515925?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/8468029547210515925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=8468029547210515925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8468029547210515925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8468029547210515925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2010/11/o-conto-mais-curto-que-ja-escrevi-para.html' title='O CONTO MAIS CURTO QUE JÁ ESCREVI PARA ALGUÉM'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-5458100459020816053</id><published>2008-10-10T13:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T13:36:22.738-07:00</updated><title type='text'>CARREGADOR DE LIXO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não conseguia dormir. Olhou para a mulher deitada ao seu lado. Parecia tão tranqüila, tão distante. Flagrou-se com inveja dela, do seu sono. Pensou em cutucá-la, mas desistiu. Era incapaz de fazer qualquer coisa, por mais simples que fosse, que pudesse prejudicá-la. Sentia uma necessidade constante de cuidar dela. Nunca deixara de amá-la. Via seus amigos perdendo a paixão pelas esposas, indo atrás de outras mais jovens, mas nunca sentira isso. Ainda olhava para ela com a mesma ternura, ainda sentia vontade protegê-la de tudo. Ajeitou seu lençol que deixava parte de seu corpo descoberto, beijou-a suavemente. Ela se remexeu um pouco, mas não acordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria dormir, sabia que tinha que acordar cedo e detestava trabalhar depois uma noite mal dormida. Já passava das três quando desistiu. Pegou a carteira de cigarro na mesa de cabeceira ao lado da cama e foi sentar na sua cadeira favorita na varanda. Passou pelo quarto dos filhos que também dormiam. Sentiu como o tempo passava rápido. As duas crianças que brincavam pela casa já eram homens, surpreendentemente mais altos que ele, um formado e o outro quase. Pensou em acordá-los também, mas logo voltou atrás. Resignou-se em ficar acordado sozinho em casa. Passou pela sala escura e foi até a varanda guiado apenas pela luz natural da lua cheia que invadia parte do ambiente. Sentou-se confortável em sua cadeira favorita. Esticou as pernas e acendeu um cigarro. Apreciou o primeiro trago, soltando a fumaça lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em quanto tempo fazia que não parava para pensar, que não parava para ter um tempo apenas para si mesmo. A angústia da insônia foi-se transformando em prazer e começou a apreciar o momento. Lembrou-se da adolescência, dos excessos, das utopias. Sempre tivera idéias progressistas, sempre a ânsia de conhecimento. Pensou em sua extensa biblioteca, nos autores de sua adolescência, no sonho de ser escritor. Houve uma época, logo que saiu da faculdade, em que dedicou-se quase que exclusivamente à literatura. Mantinha só um emprego de um turno pra arcar com algumas despesas. Escrevia contos, poemas, lia de tudo, freqüentava oficinas. Chegou a publicar algumas coisas no jornal local. Recebera inclusive um prêmio por um de seus contos. Mas a vida acabou tomando outro rumo. O romance começado e nunca acabado que fora substituído por um cursinho pra concurso público, onde conheceu a futura mulher, e se transformara, por fim, naquilo que hoje podia chamar de sua vida. Agora aqui estava, na varanda do primeiro andar de um grande edifício, sentado em sua cadeira favorita, olhando pro nada, lembrando de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio do vazio das ruas o levara em uma divagação que só teve fim quando viu, ainda muito distante, uma figura que se aproximava. Estava, ainda, a umas três quadras de sua rua e vinha num ritmo lento e sofrido. Era um carregador de lixo, trazendo em seu carrinho o material acumulado durante o dia. Vinha sozinho, perto das quatro da manhã, arrastando seu carrinho lotado. Quando chegou mais perto, foi possível ver seu rosto. Não parecia cansado, mas havia uma certa obstinação em sua expressão, como se estivesse alheio a tudo ao seu redor, apenas seguindo rumo ao seu destino, que, provavelmente, ainda devia estar longe de ser alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendeu outro cigarro e não sabia porque não conseguia tirar o carregador de lixo da sua cabeça. Aquela cena o tirara de seus mais íntimos pensamentos e o trouxera de volta à realidade de uma maneira tão brutal que não conseguia mais pensar em nada. Deixara de olhar para dentro de si mesmo para olhar de dentro para fora. Agora estava mais uma vez em transe, mas o alvo era diferente, não se tratava mais de compreender como chegara ali, mas sim onde estava. Lembrou, então, de uma notícia que vira há alguns dias, talvez a razão daquele homem e seu carrinho terem lhe chamado tanto a atenção. Era a história de um carregador de lixo que apanhava o lixo com a ajuda do filho e que havia morrido no meio da noite, durante a volta para casa. O filho, que não tinha mais de quinze anos, levara o corpo do pai dentro do carrinho, até em casa, e de lá até o hospital mais próximo, que ficava em outro município. Imaginou um filho carregando o pai num carrinho de lixo durante uma noite inteira e sentiu vontade de escrever sobre aquilo. Mais do que vontade, sentiu necessidade de aproveitar aquele momento tão seu em que se sentia mais uma vez aquele jovem tão cheio de planos e ideais e escrever o que via, o que sentia, contar sua história através dos outros, através de ações banais do seu redor, antes que voltasse para sua cama, para sua vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-5458100459020816053?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/5458100459020816053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=5458100459020816053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5458100459020816053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5458100459020816053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2008/10/carregador-de-lixo.html' title='CARREGADOR DE LIXO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-5111737812089159134</id><published>2008-07-11T21:58:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T22:11:27.390-07:00</updated><title type='text'>DO OUTRO LADO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Se alguém me perguntasse, eu diria com toda a certeza que a havia perdido para sempre. Nunca pensei que voltaria a sentir o cheiro do seu corpo, a maciez de sua pele. As lembranças eram nosso único vínculo e eu não via possibilidade de atravessar a distância que nos separava. Os motivos não são importantes. Não existe verdade absoluta sobre o que aconteceu, apenas dois lados alterados de uma história desconhecida. Não posso dizer que deixei de amá-la depois do que vivemos juntos. Ela havia sido tão importante pra mim que o fato de não estarmos mais juntos não era suficiente para afirmar que o amor não mais existia.&lt;br /&gt;Ela, no entanto, voltou pra mim. Começa num lugar ao mesmo tempo conhecido e novo, que mistura intimidade e estranheza. A peculiaridade de onde estamos e as sensações que a situação me causa não passam desapercebidas, mas ela é mais importante que todo o resto. Está diferente. Cada vez que a olho é como se fosse uma nova pessoa, apesar de sempre saber que é ela, que só pode ser ela, pois nenhuma outra me faz sentir daquela maneira. Me sinto uma criança que tenta desesperadamente agradar, que necessita de atenção e reconhecimento.&lt;br /&gt;As pessoas que nos cercam parecem estranhas. Encontro gente que não via a muito tempo, mas isso não me causa nenhuma surpresa, o que aumenta o aspecto do surreal do nosso encontro. Minha atenção é focada nela, mas a confusão e estranheza do lugar continuam a me perturbar. Tento entender o que está acontecendo e percebo que meu esforço é em vão. Jamais entenderei aquilo tudo, tampouco esquecerei. Oscilo entre os extremos da certeza de estar vivenciando um momento marcante da minha vida e a dúvida de que momento é realmente esse.&lt;br /&gt;Desde o começo eu sabia que não ia durar. Ela também sabia. Ambos temos consciência de que não nos resta muito tempo e que é preciso aproveitar e tirar partido da situação. Talvez fosse até melhor que acabasse logo, antes de uma nova decadência, antes que lembrássemos porque deixamos a paixão se transformar em desgosto.&lt;br /&gt;Não estamos mais no mesmo lugar. Ela continua a mudar a cada momento. Nem sempre muda pra melhor, mas gosto dessa sensação de surpresa. Apesar de estarmos em outro ambiente, o clima e a atmosfera são os mesmos. A estranheza, a sensação de desconforto aliada a uma liberdade imensa. Estamos sós. Ela não impede minha aproximação. Pede que continue, tira minha roupa. Faz tudo como eu gosto, parece que consegue ler meus pensamentos. A familiaridade dos gostos e dos cheiros do seu corpo me remetem a um tempo em que acreditava que seria feliz para sempre ao seu lado e nem consigo imaginar o que pode ter nos separado. Nesse momento não quero perdê-la novamente. A aceitação e resignação da efemeridade do nosso encontro se transformam em desespero. Agarro-a com mais força, como se isso pudesse impedir que ela saísse da minha vida outra vez.&lt;br /&gt;As cenas do nosso encontro mudam de maneira repentina. Estamos deitados, parece ter mais gente por perto, mas não tenho certeza. Começo a sentir um embrulho no estômago e percebo que está acabando. Ela parece calma, alheia ao turbilhão de emoções que acabam comigo internamente. O céu começa a clarear e parece que está prestes a amanhecer. Tudo ainda está muito confuso e percebo que não sei tanto assim sobre a pessoa que está ao meu lado. Nem sei mais se ela realmente existe ou se é apenas a idealização de um desejo. As lembranças a seu respeito se confundem e isso talvez explique porque seu rosto nunca é o mesmo.&lt;br /&gt;Ela pede para eu não esquecê-la. Não há muito romantismo no momento, mas tudo parece muito sincero e por isso se torna tão real. Sinto uma certa falta desse sentimento e tento senti-lo com toda intensidade. É bom sentir algo verdadeiro e dói saber que está acabando. Não quero deixá-la. Não quero abrir os olhos. Sei que a qualquer momento vai acabar. Sei que não posso dormir para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-5111737812089159134?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/5111737812089159134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=5111737812089159134' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5111737812089159134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5111737812089159134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2008/07/do-outro-lado.html' title='DO OUTRO LADO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-9004466627181256354</id><published>2007-12-12T06:48:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T06:49:52.245-08:00</updated><title type='text'>POUSADA DEL MAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Pousada Del Mar. É isso que leio no cardápio sobre o frigobar enquanto a espero junto à porta. Meu celular carrega ao lado do cardápio. Penso em quantas vezes não liguei pra ela daquele celular. Há pouco me ligaram da recepção dizendo que uma tal de Alice me procurava. Mandei que subisse.&lt;br /&gt;Assim que desliguei o telefone, corri para o banheiro e abri a torneira para encher a banheira. Sei o quanto a Alice gosta de passar horas imersa na banheira, cantando e esfregando as pernas. Várias recordações me vêm à cabeça, penso em sua pele molhada, ensaboada, seus gestos tímidos e vagarosos, mas, ao mesmo tempo, eróticos e intensos. Seu jeito peculiar de secar os cabelos, seu olhar através do espelho que me flagra fitando seu corpo nu e ainda molhado. O sorriso que se segue. A pergunta ingênua que nunca soube se fazia de propósito ‘Que que tu olhando?’. Penso que sei muito sobre a Alice, talvez até demais. Penso se preparar seu banho não tenha sido uma má idéia, se ela não ficará ofendida. Sempre tive essa capacidade de ofender a Alice como muita facilidade, mesmo sem querer. Na verdade, não faço idéia do que esperar dessa visita. Não esperava que ela me encontrasse aqui. Logo aqui. Fecho a torneira, mas volto a abri-la antes de sair do banheiro. Ligo o rádio no painel em cima da cama. Não sei por que faço isso, detesto rádio, principalmente de quarto de hotel. Toca uma música francesa. Faz sentido.&lt;br /&gt;Enquanto espero, decido se me arrependo ou não de tê-la mandado subir. Na verdade, nem sei como ela me achou, mas essa me parece uma preocupação secundária. Vejo os pratos, os preços, as bebidas, a carta de vinhos. Pousada Del Mar. Como ela me encontrou aqui? De repente, essa pergunta já não me parece tão sem importância. Escuto vozes no corredor. É a Alice falando no celular. Escuto seus passos, reconheço seu jeito de andar. Não consigo decifrar com quem ou o que ela está falando. O som de sua voz e de seu andar vão se intensificando. Meu coração acelera, minhas mãos suam. Aqueles sons ficam insuportavelmente altos. São como gritos dentro da minha cabeça. Toca a campainha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-9004466627181256354?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/9004466627181256354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=9004466627181256354' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/9004466627181256354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/9004466627181256354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/12/pousada-del-mar.html' title='POUSADA DEL MAR'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-8098664228486518036</id><published>2007-12-04T14:52:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T15:04:24.907-08:00</updated><title type='text'>INÉRCIA - Anônimo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Acordei como nos demais domingos, com preguiça de levantar, um pouco de ressaca, peso na consciência por não estar fazendo coisas que eu nem sei ao certo quais são e por coisas que na verdade nem fiz na noite anterior. Penso nos trabalhos pra fazer, em terminar de ler um livro, ou apenas começar um novo.&lt;br /&gt;Como sempre, o dia é quente, sol é forte. A idéia de pegar uma praia logo é vencida pela inércia da preguiça, pelos planos de realizar algo, fazer alguma coisa útil, não achar que o dia foi perdido. Ilusão que aos poucos vai dando lugar à realidade. Cabeça cansada. Me pergunto de que é o cansaço. Rotina da semana? Correria? Essa semana foi tão tranqüila.&lt;br /&gt;As pessoas me olham de maneira estranha. Estão me julgando? Estão me entendendo? Estão ao menos tentando? Acredito que não, sou apenas mais um entre todos, mais uma cabeça cheia de problemas, de dúvidas. Por quê os outros parecem tão decididos, tão resolvidos, tão sem problemas ou angústias?&lt;br /&gt;Cada minuto parado eu sinto como se estivesse perdendo uma eternidade no futuro. Que futuro?&lt;br /&gt;A inércia toma conta. Muitos planos feitos, quase nenhum realizado. Sempre ela no controle, levando, continuando, seguindo em frente, sempre, sem olhar pra trás, sem poder parar. Aprendi que para toda ação corresponde uma reação, descobri também que para toda falta de ação corresponde uma reação igual ou pior que a anterior.&lt;br /&gt;Após todos esses devaneios, me dou conta de que acabou o dia e preciso dormir para não acordar cansado na segunda-feira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-8098664228486518036?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/8098664228486518036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=8098664228486518036' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8098664228486518036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8098664228486518036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/12/inrcia-annimo.html' title='INÉRCIA - Anônimo'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-5085085267203351732</id><published>2007-11-08T14:25:00.001-08:00</published><updated>2007-11-08T14:25:49.954-08:00</updated><title type='text'>NÃO É?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;E, assim, acabou o dia&lt;br /&gt;Esse, que prometia tantos feitos e aprendizados&lt;br /&gt;Passou e você nem percebeu&lt;br /&gt;Mais uma vez, enganado pelas horas&lt;br /&gt;As mesmas que às vezes insistem em demorar a passar&lt;br /&gt;Agora te pegaram de surpresa e passaram voando&lt;br /&gt;Mas se dizem que tudo que é bom dura pouco&lt;br /&gt;Então talvez esse dia perdido, esse dia a menos&lt;br /&gt;Esse tempo que passou correndo sem pedir licença&lt;br /&gt;Talvez isso tudo seja um bom sinal&lt;br /&gt;Talvez tenha sido um dia a mais&lt;br /&gt;Afinal, se passou rápido, é porque estava bom&lt;br /&gt;Não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom perceber que o tempo passou&lt;br /&gt;E querer mais, sempre mais&lt;br /&gt;Viver um segundo a mais, respirar uma vez mais&lt;br /&gt;Vontade de viver, sentir, chorar, amar, perder&lt;br /&gt;Sem isso, nem vale a pena&lt;br /&gt;Correr atrás do tempo perdido, do amor perdido&lt;br /&gt;Aprender que a gente passa, bem rápido&lt;br /&gt;E saber tirar proveito, sem desistir&lt;br /&gt;Pois é justamente não se acomodar que faz toda a diferença&lt;br /&gt;Senão a vida passa, bem devagar, te olhando com desdém&lt;br /&gt;E você assiste, passivo, sozinho, arrependido antes mesmo de tentar&lt;br /&gt;E assim nem tem graça&lt;br /&gt;Não é? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-5085085267203351732?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/5085085267203351732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=5085085267203351732' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5085085267203351732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5085085267203351732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/11/no.html' title='NÃO É?'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-7650595052937247975</id><published>2007-11-06T16:31:00.000-08:00</published><updated>2007-11-06T16:33:03.274-08:00</updated><title type='text'>SEM RIMAR</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc33cc;"&gt;Não, eu não escolhi te amar&lt;br /&gt;Cair de joelhos por você, falar aquelas breguices&lt;br /&gt;Nada disso foi opção minha, mas faria tudo outra vez.&lt;br /&gt;Nada foi fácil no início&lt;br /&gt;Você tinha outro alguém, dentre outros poréms&lt;br /&gt;E eu, já conquistado e apaixonado, era teu, todo teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, não escolho escrever essas palavras&lt;br /&gt;Elas me saem fácil, meio que sem querer&lt;br /&gt;Uma expressão natural de sentimentos em ebulição.&lt;br /&gt;Sempre em ebulição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolho, isso sim, lutar por você&lt;br /&gt;Te conquistar a cada dia, te amar e te merecer&lt;br /&gt;Insistir no aparente erro de te amar, isso fui eu que escolhi.&lt;br /&gt;E não é que era pra ser mesmo&lt;br /&gt;Nós dois, quase desconhecidos, aprendemos a nos amar&lt;br /&gt;E hoje somos um só, e eu nem sei mais como é não ser contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, escolho não rimar, apenas escrevo&lt;br /&gt;Pra você, palavras que você já sabe, mas sempre é bom escutar&lt;br /&gt;Que alguém, mesmo sem rimar, te ama, te quer, te tudo.&lt;br /&gt;Pra sempre. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-7650595052937247975?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/7650595052937247975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=7650595052937247975' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7650595052937247975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7650595052937247975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/11/sem-rimar.html' title='SEM RIMAR'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-3517409290631897709</id><published>2007-10-25T17:25:00.001-07:00</published><updated>2007-10-25T17:25:58.587-07:00</updated><title type='text'>QUERIA DIZER ISSO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Hoje eu fiquei triste com você. Queria dizer isso. Você me tratou mal e, por alguns segundos, eu quase me convenci de que minha amigas estavam certas e você não me merece. Eu me entreguei a você pela primeira vez, nossa primeira vez, minha primeira vez. Nunca vou esquecer aquela noite, você me pegou nos braços, me possuiu. Eu deixei você fazer o que quisesse comigo. Continuo deixando. Mas é como se para você fosse apenas mais uma vez.&lt;br /&gt;Eu queria que você tentasse me entender, fosse mais sensível, mais atencioso. Mas sei que se você fosse assim, eu não te amaria tanto. Eu odeio te amar pelo jeito frio e descompromissado como você me ama. Eu ouço você dizer que me ama, mas, logo depois, me ignora como só você sabe fazer. E cada vez que você me ignora, eu morro um pouco. E amo você por isso, por me matar de pouquinho em pouquinho, até o dia em que eu não vou sobrar nada, e você vai seguir em frente, sem lágrimas ou saudade. Só a lembrança. Nem boa, nem ruim. Apenas a lembrança do meu amor, da minha entrega.&lt;br /&gt;Me satisfaz não te ter por completo, meu amor. Esse fascínio por você, sem reciprocidade. Ser infeliz nessa fascinação é tudo que eu preciso. Me alimenta. Estou sendo totalmente sincera com você, você entende isso? Eu faço planos pra nós dois, mesmo sabendo que vou sofrer, que vou ser ignorada, que não estarei no teu futuro, apesar de que você sempre estará no meu.&lt;br /&gt;Tenho certeza de que não fui a primeira, nem que sou única. Sei que existem outras, mais faceiras, mais ousadas, mais sensuais. Não o satisfaço por completo, posso sentir que falta algo para você. Não sei como compensar isso. Depois do sexo, você se vira, vai beber alguma coisa. Mal me olha. Por que você não me abraça? Me beija. É tão pouco o que eu peço. Só um pouco mais de amor. Mas me dói querer isso, pois sei que não o amaria mais. Me sinto perdida, dicotômica entre sofrer e amar. Não sei nem quero resolver esse problema, quero continuar, fluir, seguir assim, do jeitinho que está. É mais fácil, mais garantido. Pelo menos ainda tenho você. Não completamente, mas tenho você.&lt;br /&gt;Queria que você parasse de olhar para as outras. Me sinto feia, gorda, nojenta quando você faz isso. Estou pedindo demais? Diga se estiver falando demais. Queria saber se você realmente me ama, se seu jeito é assim mesmo ou é só comigo, se continua comigo por covardia, por medo de me fazer sofrer. Mas, infelizmente, sofro calada. Faz parte do meu amor sofrer em silêncio, afundando em lágrimas no escuro, esperando de você um mínimo, uma verdade, um sinal de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a ama. Não sabe bem expressar isso. Sente que a faz sofrer, pensa em deixá-la por ser incapaz de responder às suas expectativas. Queria ser melhor pra ela, talvez ela fosse mais feliz e chorasse menos se ele fosse mais atencioso, mais sensível. Talvez ela o ame demais. Não sabe se isso é bom ou ruim. Será que ela entende isso? Queria que ela falasse o que sente, se sofre, queria uma verdade, um sinal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-3517409290631897709?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/3517409290631897709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=3517409290631897709' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3517409290631897709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3517409290631897709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/10/queria-dizer-isso.html' title='QUERIA DIZER ISSO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-3434688808527431434</id><published>2007-10-17T12:28:00.000-07:00</published><updated>2007-10-17T13:09:31.630-07:00</updated><title type='text'>O NOIVADO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Ele reservou o restaurante e chamou todos os amigos deles. Pediu para que chegássemos mais cedo para que ela não suspeitasse. Havia um clima de tensão no ar enquanto esperávamos, todos evitavam elevar a voz. As conversas eram discretas, mas descontraídas. Ninguém queria estragar o grande dia dela. Cada um queria cumprir seu papel com perfeição naquele momento.&lt;br /&gt;Minha melhor amiga ia ser pedida em casamento. Estava feliz por ela, ou, pelo menos, queria estar. O cara tratava ela bem, fazia todas as suas vontades, entendia todas as suas neuroses. Todos estavam felizes com o noivado. Todos apoiavam. Bem, quase todos.&lt;br /&gt;Uma amiga dela dos tempos de infância veio visitá-la esses dias. Na verdade, veio para o noivado, mas isso também fazia parte da surpresa. Fazia quatro dias que ela tinha chegado para o noivado e, desde a primeira vez que a minha amiga levou ela pra sair com a gente, eu não saí de cima dela. Ela me perguntou por que eu insistia tanto em ficar com ela. O que eu tinha visto de tão especial nela que merecesse tamanho esforço. Não sei, respondi. Mas eu sabia. Mesmo que não quisesse admitir, eu sabia.&lt;br /&gt;Ela, enfim, chegou. A tensão se intensificou ao extremo. Fez-se um silêncio absurdo no restaurante. Até os garçons pareciam emocionados. Era uma cena bonita de se ver. Tudo estava no seu devido lugar. Uma harmonia incrível de detalhes que formavam o todo.&lt;br /&gt;Ela fez cara de surpresa, mas eu tinha certeza que ela já sabia de tudo. Ela é difícil de se enganar. Estava mais linda do que nunca, como se tivesse passado a vida inteira se preparando para aquele momento. E, de certa forma, tinha. Certa vez ela me disse como queria que fosse seu noivado. Era exatamente como estava acontecendo agora. Até suas flores favoritas estavam sobre as mesas. Sua atuação foi perfeita. Quase acreditei que ela realmente não sabia da surpresa.&lt;br /&gt;O pretendente ficou de joelhos, seguiu à risca todo o roteiro romântico que tinha bolado com a ajuda dos amigos dela, eu inclusive. Fez a proposta e ela aceitou com lágrimas nos olhos. Apesar de planejados, seus olhares e gestos tinham, claramente, algo de muito verdadeiro.&lt;br /&gt;Todos cumprimentaram os noivos. Alguns chorando, outros mais contidos. Os amigos, as palavras de apoio, as congratulações, os desejos de felicidades. Era, de fato, o noivado perfeito. E, em meio a todas aquelas pessoas, vendo todos aqueles casais, uns que pareciam estar juntos desde sempre, outros em crise, outros se reestruturando depois de uma crise, vi um casal que se formava, minha melhor amiga e seu noivo, e percebi que deveria ter sido eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado num episódio do seriado &lt;em&gt;Scrubs&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-3434688808527431434?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/3434688808527431434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=3434688808527431434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3434688808527431434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3434688808527431434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/10/o-noivado.html' title='O NOIVADO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-8090564609718037335</id><published>2007-10-13T12:29:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T12:30:11.795-07:00</updated><title type='text'>RUMO A SODOMA (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Falei pra ela que ia pegar uma bebida. Estava tarde e nossa saída quase me fez ficar de cara. Virei uma dose de cachaça e peguei uma cerveja. A velha combinação. Lembro de um texto que li do Vinicius sobre Ouro Preto, onde ele dizia que foi lá que aprendeu a beber cachaça com cerveja, que uma ia levando a outra e, no fim, dava tudo certo. Bebo alguns goles da cerveja e, antes de voltar, peço outra dose, não sei se para lidar melhor com a situação, ou para evitá-la.&lt;br /&gt;Ela conversa com as amigas. Sinto que falam de mim. Ela me olha como que me esperando, exigindo de mim que continue do seu lado, que seja seu companheiro, que eu dê meu braço para ela se segurar, que eu a encha de carinho, que eu a beije tenra e apaixonadamente. Exatamente o que não posso oferecer pra ela. Sinto um enjôo, resultado de uma pressão e de uma cobrança, como se tivesse que pagar um preço pelo sexo obtido. Esse pensamento me faz vê-la como uma puta, o que agrava meu sentimento de culpa.&lt;br /&gt;Caminho em sua direção. Ela sorri, e eu sorrio amargamente de volta. As amigas se dispersam, e ela fica só, a minha espera. É uma cena ridícula. Preciso dizer pra ela que foi apenas sexo, um desfecho perfeitamente normal de uma atração mútua entre duas pessoas. Preciso, mas sei que não o farei. Ela parece ser uma boa pessoa, talvez eu até aprenda a gostar dela. Mas logo percebo que esse pensamento não passa de uma ultima tentativa desesperada de evitar o inevitável.&lt;br /&gt;Continuo sorrindo falsamente. Ao me aproximar, abaixo a cabeça e desvio um pouco meu caminho, passando direto por ela. Sinto uma vontade imensa, quase uma necessidade doentia de olhar pra trás e vê-la parada atrás de mim, me encarando sem entender, lágrimas nos olhos, me desejando tudo de pior. Mas não olho. Apenas sigo de cabeça baixa. Sinto uma pontada no estômago e tomo mais um gole da cerveja. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-8090564609718037335?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/8090564609718037335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=8090564609718037335' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8090564609718037335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8090564609718037335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/10/rumo-sodoma-ii.html' title='RUMO A SODOMA (II)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-5983530245482155850</id><published>2007-10-08T18:59:00.000-07:00</published><updated>2007-10-08T19:00:00.443-07:00</updated><title type='text'>RUMO A SODOMA (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não me orgulho disso, mas depois de embaçar completamente os vidros do carro dela com um sexo violento e sem amor, a última coisa que queria era continuar ao seu lado. Me doía tratá-la assim, com um certo desprezo e indiferença. Era triste sentir sua tentativa de se agarrar ao meu braço esquivo. Queria continuar bebendo, conhecer outras, e não ficar agarrado com ela o resto da noite. Queria poder dizer tudo isso para ela, ser totalmente sincero e acabar com toda essa hipocrisia que me obrigava a continuar dando a ela um mínimo de atenção.&lt;br /&gt;Estávamos no aniversário de uma amiga em comum, que já havia nos apresentado há algum tempo. Ela estava com um grande grupo amigas na festa, o que gerou um grande desconforto para mim ao voltarmos da nossa voltinha. Senti que todas me julgavam, como que esperando que eu fosse agir como um filho da puta. O que mais me perturbava era saber que eu iria corresponder às suas expectativas, que elas iriam, depois, se reunir para comentar a minha má conduta, enquanto consolavam a amiga que foi usada, insistindo no clichê de que nenhum homem presta.&lt;br /&gt;Em nenhum momento, no entanto, eu criei qualquer tipo de ilusão para ela. Não alimentei sentimento nenhum que pudesse me fazer passar por um daqueles mentirosos que jorra elogios para chegar ao sexo. Diria até que fui um tanto direto na chegada inicial, sem grandes rodeios, e que o resto meio que rolou naturalmente. O isolamento, os beijos, as mãos, o carro. Nada mais. Simples assim.&lt;br /&gt;Esse sentimento de culpa não devia existir. E ele vem me atormentando cada vez mais. Talvez seja o meu momento. Mas esse pensamento já não me basta. Não mais. Continuo me sentimento um merda desprovido de sentimentos. É como se fosse incapaz de me apegar a qualquer pessoa ou coisa. A bebida e as noites em claro já começam a pesar, e sei que o momento que tento evitar se aproxima. Sei que vou acordar qualquer dia desses e me ver de fora. Não vai ser nada agradável, já estive lá. Meu estômago e minha garganta estão fodidos. E sei, por experiência própria, que isso não é um bom sinal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-5983530245482155850?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/5983530245482155850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=5983530245482155850' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5983530245482155850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/5983530245482155850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/10/rumo-sodoma-i.html' title='RUMO A SODOMA (I)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-222179767321396756</id><published>2007-10-01T13:32:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T13:33:29.052-07:00</updated><title type='text'>OUTRO DIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não agüentava mais. Estava mal havia um bom tempo, e tinha atingido meu limite. Era muito forte o poder que ela exercia sobre mim, e estar mal com ela me deixava num estado catastrófico. Queria evitar esses sentimentos, ignorá-la, xingá-la, mas sabia que, no momento em que ela quisesse que tudo ficasse bem, ela conseguiria. Aquilo me roia por dentro, mas eu sabia que, no meu íntimo, era o que mantinha vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de casa ainda sem rumo, mas com a certeza de que precisava andar sem pensar. Precisava ser impulsivo e deixar acontecer. Queria ficar sozinho, e, na verdade, mesmo caminhando no meio daquele monte de gente que passava apressado esbarrando em mim, os carros e ônibus buzinando nas ruas, nunca me senti tão só. Era como se estivesse caminhando no mais inóspito deserto, apenas eu e meus malditos pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria encontrar ninguém muito próximo. Nessas horas eram sempre as mesmas pessoas, os mesmos conselhos, os mesmos consolos. Dessa vez não seria suficiente. Meu problema era maior que isso. No caminho acabei cruzando com um conhecido que, por acaso, comprava a Playboy do mês numa banca em frente seu prédio. Estudamos juntos nos últimos anos do colégio. Era fim de tarde, começamos a conversar, e, não sei como, acabamos saindo juntos para um bar que ficava perto do nosso antigo colégio e que freqüentávamos durante o pré-universitário. No caminho, passamos, ainda, na casa de um amigo dele que também morava por perto. Ele tinha umas cervejas na geladeira, o que começou a melhorar um pouco meu ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos as cervejas dele em poucos minutos. Ele era um cara meio estranho, mal encarado, que morava só e tentava entrar na faculdade de Medicina fazia uns três anos. Tinha livros de cursinho por toda a sala. Aquilo me chamou a atenção não sei bem porquê, mas me senti um certo desconforto em estar ali em meio àqueles livros. Acho que me lembravam da época em que a conheci, e tudo que eu queria era evitar qualquer ligação com aquele mundo, o meu mundo, no qual ela (e não eu) era a protagonista. Pensei, então, que ir para o bar que íamos nos tempos de colégio talvez não fosse uma boa idéia, e sugeri que fossemos para outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos, então, para um bar perto dali, que o amigo do meu amigo disse que ia sempre. Ficava a umas três quadras, num beco escuro e escondido. Era uma edificação meio antiga, com uma grande área livre que, um dia, deve ter sido o jardim da casa e que, agora, abrigava uma sinuca e umas mesas de plástico com o símbolo da Antártica. Era um ambiente bem derrubado e sombrio, exatamente o que eu queria naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a beber ainda era dia. Falamos de tudo que se pode falar num bar daqueles numa quarta-feira, às cinco e meia da tarde. Mulher, futebol, farras. Jogamos umas partidas de sinuca, acabamos apostando com uns bêbados da mesa ao lado (desses que parecem morar no bar e estar sempre embriagados). Foi quando percebi que estava ficando bêbado. Bebi com mais intensidade. Queria esquecer tudo. Queria a ressaca do dia seguinte. Algo como transferência de dor, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saímos de lá, muitas cervejas e derrotas na sinuca depois, mal conseguíamos andar. O amigo estranho do meu conhecido era quem estava em melhor estado. Nós dois estávamos num estado lamentável. Fiz boa parte do percurso de volta só, pois meu apartamento era o mais longe do bar. Foi a melhor parte da noite, apesar de eu ter parado duas vezes para vomitar em muros que não me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no meu prédio meio que caindo, precisei da ajuda do porteiro, com quem ainda troquei umas idéias sobre a vida, o amor e tudo o mais. A partir daí (incluindo a conversa filosófica com o Seu Lauro, o porteiro do meu prédio), não lembro mais de nada. Acordei no meio da noite no sofá da sala, sem camisa, muito suado e com uma puta dor de cabeça. Era tudo que eu queria. Estava, enfim, feliz. Até o outro dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-222179767321396756?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/222179767321396756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=222179767321396756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/222179767321396756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/222179767321396756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/10/outro-dia.html' title='OUTRO DIA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-7021722512497537388</id><published>2007-09-04T17:56:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T18:04:43.137-07:00</updated><title type='text'>UM TEMPO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não tive muito tempo para almoçar naquele dia. Acabei comendo no restaurante de uma pousada por onde estava. Pedi costela de porco. Sempre tive fraco por carne. Nem de perto pensei em mudar isso. Talvez um dia, quando for mais velho e meu coração me obrigar.&lt;br /&gt;Enquanto esperava meu prato, chegou um casal de jovens vestidos em uniformes escolares. Era óbvio que estavam apaixonados. Aquela paixão infantil e descomprometida, mas, ao mesmo tempo, eterna e devoradora. Não largavam um do outro. Talvez estivessem matando aula, não sei. Lembrei de um texto que li há algum tempo sobre um cara que trabalhava em um hotel e a chegada de um jovem casal o faz lembrar de um antigo amor. Não lembro de quem era o texto e me surpreendo com o tempo que faz desde o último livro que li.&lt;br /&gt;Subitamente, me vi consumido por uma tremenda inveja do jovem casal. Eles, no entanto, não me lembravam de um antigo amor, mas de um tempo que há muito deixou de existir. Eu, então, era outro. Nada resta, talvez alguma coisa. Mas muito pouco. Esqueci os nomes, os rostos, os fatos, mas não o tempo. Daquele tempo sempre lembrarei. As emoções que senti, as meninas que amei. Bons tempos. Colégio. Festinhas de quinze anos.&lt;br /&gt;Hoje sou formado. Trabalho todos os dias das oito às seis, tenho obrigações, contas a pagar. Há muito abandonei o menino que jogava bola e tocava baixo numa banda de rock. O casal continua com os amassos. Minha inveja aumenta. Me sinto sufocado e triste. Percebo que me tornei aquele cara que sempre disse que nunca me tornaria. Cresci e, hoje, sou adulto. Caralho, esse pensamento me dói.&lt;br /&gt;Lembro de um nome. Carla. Lembro vagamente de seu rosto, seus cabelos, seu cheiro. Apesar das imagens serem muito nubladas, sinto saudades dela. Penso em encontrá-la, largar tudo e começar uma nova vida, voltar a ser quem eu era.&lt;br /&gt;Chega meu almoço, mas já não tenho fome. Dou duas garfadas, sem deixar de encarar os jovens. Me sinto incomodado, pago a conta e saio apressado. Ao pisar na calçada, ainda atordoado, esbarro numa moça e derrubo sua bolsa. Peço desculpas enquanto juntos suas coisas. Desejo que seja a Carla, adio ao máximo o momento de encará-la. Minha expectativa cresce e percebo que, depois de muito tempo, me sinto vivo. Saí, enfim, do torpor em que me encontrava.&lt;br /&gt;Olho, enfim, para ela, que retribui com um sorriso. Nos encaramos em silêncio por alguns segundos. Não sei dizer ao certo o que passava pela minha cabeça naquele momento. Quebrei o silêncio.&lt;br /&gt;Desculpa, é que eu estou apressado. Nem te vi passando.&lt;br /&gt;Se preocupa não, tá tudo bem.&lt;br /&gt;Não era a Carla. A desconhecida segue seu caminho. Vejo ela desaparecer da minha vista e tenho a certeza de que nunca mais a verei, nem ela nem a Carla. Volto pro escritório e continuo minha vida. Passo por uma livraria, paro um pouco, mas não entro. Na verdade, não mudo absolutamente nada em minha rotina. Mas continuo com a lembrança de um tempo que talvez seja tarde demais para esquecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-7021722512497537388?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/7021722512497537388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=7021722512497537388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7021722512497537388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7021722512497537388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/09/um-tempo.html' title='UM TEMPO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-3605736344609501028</id><published>2007-09-01T11:56:00.000-07:00</published><updated>2007-09-01T12:12:54.860-07:00</updated><title type='text'>AS PÁGINAS, E NÃO AS PALAVRAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Estaria mentindo se dissesse que a levei a sério. Ou, muito menos, que me esforcei pela nossa curta e rasa relação. Mas, é claro, foi isso que disse a ela.&lt;br /&gt;Queria ser mais entendido de psicologia pra poder explicar minha displicência com a Alice. Ela via coisas em mim que eu nem sabia de onde vinham. Certa vez disse que eu era diferente de tudo que ela já havia conhecido. Engraçado ela ter usado a palavra tudo, e não todos. Aquilo me chamou a atenção, como se eu me destacasse, ao menos aos seus olhos, não somente dentre as pessoas que havia conhecido, mas também das coisas, dos lugares, e até mesmo das sensações. Pode parecer um egocentrismo exacerbado, mas é fato que ser valorizado por alguém para o qual não se reserva o mínimo esforço, a mínima atenção, é algo que te faz sentir bem em algum sentido. Não por maldade, ou canalhice, mas, no fundo, seu ego agradece. Afinal, você expõe o seu pior lado, a sua mais visceral e crua índole e, mesmo assim, existe alguém que te valoriza por isso.&lt;br /&gt;Não é que ela fosse feia, ou desagradável. Pelo contrário, era linda, tinha um corpo escultural, e era extremamente simpática. Até meus amigos davam em cima dela. Daí a minha indignação para comigo mesmo. Por que nunca fui capaz de amá-la? Ou simplesmente de ter para com ela alguma afeição? Porque essa é a verdade, por pior que possa parecer. Nunca tive nem vontade de melhorar com ela. A Alice me cobrava muito isso, mas eu nunca respondia suas perguntas, pois não havia o que falar. Não sentia nada, a não ser um imenso e incontrolável tesão. Isso era inevitável, e talvez tenha sido o que nos manteve juntos algum tempo. Quando a gente saia e ela bebia um pouco a mais da conta, sempre chorava, dava escândalo, me chamava de insensível. Acho que era o único momento em que ela realmente enxergava a realidade da nossa relação. Às vezes me pergunto se ela gostava de fato de mim ou se me odiava e era isso que a atraía.&lt;br /&gt;Desde o inicio foi assim, ela iludida por um sentimento inexistente e eu consciente da total falta de reciprocidade de nossas afeições. E quando uma relação já começa assim, é muito fácil se acomodar. A coisa só se intensifica. E um dia acaba. Simplesmente acaba. Quando penso na nossa história, lembro das páginas, mas não das palavras. Essa é a verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-3605736344609501028?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/3605736344609501028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=3605736344609501028' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3605736344609501028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3605736344609501028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/09/as-pginas-e-no-as-palavras.html' title='AS PÁGINAS, E NÃO AS PALAVRAS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-8757908158973073642</id><published>2007-06-17T11:49:00.000-07:00</published><updated>2007-06-17T12:03:49.825-07:00</updated><title type='text'>Depois de muito tempo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Depois de muito tempo, volto a publicar alguma coisa. E nem fui eu que escrevi. Foi uma recomendação da minha Acessora para Assuntos Literários, Laranja Lima. Muito bom esse textinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;'Por vezes é como andar no nevoeiro.&lt;br /&gt;Coração apertado na cegueira do futuro passo.&lt;br /&gt;Coração apertado. Pavor de o quebrar na esquina que se segue.&lt;br /&gt;Depois vem uma mão. Um espírito que nos alcança e nos puxa para essa esquina e nos ajuda a sair do nevoeiro que não era mais que sombras.&lt;br /&gt;Sombras de passado que invadem sem convite uma busca pelo futuro.&lt;br /&gt;Passos…passos com essa mão que nos afasta do passado, ainda que tenhamos medo, de com ela, dizer futuro.&lt;br /&gt;O nevoeiro sai depois de nós, por nós, nada sai claro, pelos olhos saem sombras, pela voz, temores. Nevoeiro. Nevoeiro que não é mais que a prisão ao medo passado e a aflição de confessar o futuro.' &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-8757908158973073642?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/8757908158973073642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=8757908158973073642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8757908158973073642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8757908158973073642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/06/depois-de-muito-tempo.html' title='Depois de muito tempo'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-3253591543133842549</id><published>2007-04-27T11:55:00.000-07:00</published><updated>2007-04-27T11:56:13.312-07:00</updated><title type='text'>TE PERDÔO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Quando cheguei o céu já não estava totalmente escuro. Se encontrava naquele limbo entre a noite e o amanhecer, quando todas as nostalgias possíveis passam pela cabeça de quem o encara. As nostalgias vinham me atormentando bastante nos últimos tempos. Talvez fosse sinal de que eu não era mais tão jovem como pensava e queria. Ou talvez minha vida antes fosse, realmente, mais divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marilena dormia no sofá, enrolada com o cobertor que ela tinha desde menina. Era uma cena bonita de se ver, e eu sabia que duraria pouco. Assim que acordasse, me atacaria com gritos e gestos, me cobrando explicações de onde eu estivera e uma atenção que eu simplesmente não era capaz de oferecer pra ela. Nunca quis magoar a Marilena. Desde que a gente começou a namorar, oficialização que eu evitei ao máximo, expliquei que eu era assim. Não conseguia me apegar, não era carinhoso e, muito menos, atencioso. Talvez ela fosse mais feliz com outro, mesmo que me doesse dizer isso. Durante toda a minha vida acho que fui assim, meio alheio ao que é meu. Não sei explicar essa postura, e acho que não há desculpas pra mim, uma vez que reconheço meu problema e não o resolvo. A questão é, e acho que é isso que ela nem ninguém consegue entender, que eu não quero melhorar. Não me importo de ser assim, não me importo que isso incomode os outros e, muito menos, me incomodo com as cobranças e reclamações de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é que você tava, ela grita às minhas costas enquanto bebo um copo d’água que me desce maravilhoso na garganta seca pelo álcool. Eu não respondo, digo que de manhã a gente conversa, mas já é de manhã, ela responde. Confesso que, das pessoas que enchem meu saco com freqüência, ela tem os melhores argumentos. Se não fossem todos os anos de treinamento que tive com meus pais enquanto morei com eles, ela seria até capaz de me convencer a mudar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava cansado, bêbado e só queria dormir. Sabia que não dormiria bem, que me atrasaria pro trabalho no outro dia, e que acordaria com uma puta dor de cabeça. Mas ela não desistia, dizia que não dava mais pra ela. Vou sair daqui, vou voltar pro apartamento da Raquel. Antes de morar comigo ela rachava um apartamento lá no Centro com essa amiga dela. Uma morena maravilhosa. Já tentei várias vezes pegar essa Raquel, mas nunca consegui. E o engraçado é que ela nunca comentou nada com a Marilena. Não sei se por pena ou se ela gostava que eu desse em cima dela. Gosto de pensar que ela ainda vai ceder.&lt;br /&gt;Tu não vai falar nada, perguntou enfurecida. Mas o que que eu podia falar? Que gostava dela mas que nunca pensei em passar o resto da vida com ela? Que muitas manhãs eu acordava desejando que ela fosse embora? Eu a conhecia o suficiente pra saber que ela não queria ouvir essas coisas. Só ia piorar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu tava com outra, né? Me diz! Era, sim. Tava com outra, bebendo, me divertindo. E quer saber por que eu tava com outra? Porque ela se importa comigo menos do que eu mesmo, e é disso que eu preciso. De gente que não se importe comigo, que não espere nada de mim, porque é exatamente isso que eu tenho pra oferecer: nada. Então, se você quer saber o que eu tenho pra te dizer, aqui vai. Eu te perdôo por encher tanto o meu saco, por exigir coisas de mim que eu desprezo, por me querer bem, por se importar comigo. Eu te perdôo por não gostar de ti como tu espera, por te trair. Agora, vá embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, claro, não falei nada disso. Ela continuava esperando uma resposta. Mas eu já dormia e sonhava em tudo que eu queria ter dito pra Marilena naquela manhã que se formava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-3253591543133842549?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/3253591543133842549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=3253591543133842549' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3253591543133842549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3253591543133842549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/04/te-perdo.html' title='TE PERDÔO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-3888723997869182464</id><published>2007-04-15T16:07:00.000-07:00</published><updated>2007-04-15T16:08:48.998-07:00</updated><title type='text'>VAI-E-VÉM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Foi você, meu amor primeiro&lt;br /&gt;Que arrebatou com tanta força&lt;br /&gt;Me fez acreditar que era verdadeiro&lt;br /&gt;A versão romântica do rapaz e da moça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já você, meu amor sincero&lt;br /&gt;Chegou devagar, até sorrateiro&lt;br /&gt;Pra me ensinar o que eu quero&lt;br /&gt;E também o que há de mais verdadeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te dou adeus, velho amor&lt;br /&gt;Que de tão intenso e turbulento&lt;br /&gt;Foi assim doloroso e sedutor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te dou um beijo, amor que nasce&lt;br /&gt;Suave brisa, refrescante vento&lt;br /&gt;Me entrego e rezo que nunca passe. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-3888723997869182464?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/3888723997869182464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=3888723997869182464' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3888723997869182464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/3888723997869182464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/04/vai-e-vm.html' title='VAI-E-VÉM'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-8072099388005369305</id><published>2007-03-31T10:07:00.000-07:00</published><updated>2007-03-31T10:09:23.840-07:00</updated><title type='text'>NOITE EM CLARO (V)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;No sábado mesmo saímos juntos pra um bar perto da casa dela. Todos da noite passada foram, com exceção do Fela, que estava dando outra festa na casa dele pra uns amigos dele aí do trabalho. Ele trabalha num escritório de advocacia e os amigos dele de lá são todos muito chatos. Nunca fui para essas festas que eles fazem, mas soube que eles sempre levam várias amigas meio doidas que sempre acabam tirando a roupa e dançando e se beijando e se tocando em cima da mesa da sala do Fela. Acho que é por isso que ele atura eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos no bar tinha um cara de uns quarenta e poucos anos, muito magro que lembrava muito o Mick Jagger tocando MPB no violão. Ele tocava muito bem, mas sua voz era horrível. Foi a primeira coisa que a Jéssica me disse na noite. “Esse cara canta muito mal, né?”. Ela estava novamente estranha e distante comigo, mas de um jeito diferente. Acho que estava envergonhada da noite anterior. Talvez tivéssemos nos aberto demais e chegado muito rápido naquele ponto em que a intimidade ultrapassa os limites. Quando se chega a esse ponto antes do tempo, ficamos expostos, vulneráveis. Era assim que eu me sentia, e acho que ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando ela rompeu o silêncio toda a intimidade que tínhamos obtido na noite anterior e que agora se escondia atrás de uma proteção de orgulho e timidez voltou a aparecer. Continuamos falando da voz do cara que parecia o Mick Jagger, depois falamos de suas roupas, de como ele realmente parecia o Mick Jagger. No fim da noite ficamos só nós dois no bar, vendo ele atender a pedidos do público. Fui deixá-la em casa. Ela morava num prédio de três andares meio antigo, cuja pintura já começava a descascar. Perguntou se eu não queria subir pra beber uma água, ou comer alguma coisa, mas teria que ser em silêncio para não acordar seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu pai é ciumento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Às vezes, quando amigos meus que ele não conhece entram na casa dele tarde da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava do senso de humor dela. Ela tinha um jeito meio sério de falar essas coisas, mas sem deixar de sorrir. Entramos no prédio, mas não subimos. Ficamos no sofá do hall e lá mesmo, na segunda noite que passávamos juntos, aos olhos do porteiro curioso que passava de vez em quando por perto, pedi pra Jéssica namorar comigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-8072099388005369305?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/8072099388005369305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=8072099388005369305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8072099388005369305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/8072099388005369305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/03/noite-em-claro-v.html' title='NOITE EM CLARO (V)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-7598830970594313128</id><published>2007-03-13T13:26:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T13:27:09.190-07:00</updated><title type='text'>UM CÍLIO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;- Tem um cílio no teu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai ganhar de novo, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que começou. Era uma brincadeira deles, essa do cílio. Tirou com toda a delicadeza que os homens só possuem quando estão apaixonados, e disputaram no dedão pelo cílio. Ela ganhou, enfim, e ele queria mesmo que ela ganhasse. Havia ganhado as últimas vezes e já vinha planejando o que fazer quando ela saísse vitoriosa na disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pôs o cílio na palma da mão esquerda e bateu até que ele caísse, o que indicaria o dia que algo de bom aconteceria com ela. Terça-feira. Riram e tudo voltou ao normal. Mas não pra ele. Queria surpreendê-la, queria merecê-la. Era engraçado esse pensamento, esse sentimento que tinha de sentir que tinha que satisfazê-la. Talvez pelo fato de que lutara tanto para conquistá-la, não queria que fosse apenas mais uma conquista. Dessa vez não era, e isso o orgulhava, mas também o assustava. Era bem mais fácil lidar com as outras, pois sentia que não tinha nada a perder. Mas, se a perdesse, sabia que perderia, também, sua fé na existência daquilo tudo que ela o fazia sentir e que ele mesmo, há um certo tempo, jurava não existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, comprou flores e copiou num cartão um poema sobre o amor que se inicia de um livro de poesias que já mencionara antes pra ela. Mas não era suficiente, queria surpreendê-la e fazê-la sentir o que sentia a cada dia com ela, a cada presente que ela o dava, a cada beijo que trazia uma sensação nova, diferente, inesperada. Sentia que nunca conseguia atingi-la, ela sempre estava um passo a frente. Ela sempre conseguia falar exatamente o que ele queria ouvir. Seus presentes eram sempre melhores do que os dele. Detestava admitir que, se não fossem os bloqueios gerados pelas dores já sofridas, ou seja, pelos anticorpos do amor, lágrimas já teriam descido várias vezes. Seja num cartão que ela fez com a foto deles ou até mesmo num simples abraço, naquele momento de entrega total em que os dois não são mais duas pessoas abraçadas no mundo, mas são seu próprio mundo, são seu próprio milagre, existem um no outro e não isoladamente, e, naquele momento, a vida vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira, ela acordou cedo com uma mensagem dele no seu celular. ‘Vá até a porta.’ Ela foi, ainda sem entender, com a cara inchada, cabelos desarrumados e o encontrou na porta de seu apartamento. Tinha flores brancas nas mãos, um cartão com a poesia sobre o amor que se inicia e uma história que escrevera sobre o quanto ele a amava e queria, acima de tudo, fazê-la feliz. Queria que ela sentisse a emoção de cada dia ao seu lado e que nunca quisesse deixar pra amanhã, pois cada dia a mais era um a menos pro encontro acontecer. Ela sorriu, ainda sem entender o motivo daquilo tudo. Mas logo percebeu que tudo começou com um cílio no seu rosto.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-7598830970594313128?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/7598830970594313128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=7598830970594313128' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7598830970594313128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7598830970594313128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/03/um-clio.html' title='UM CÍLIO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-910376428325352499</id><published>2007-03-12T09:09:00.000-07:00</published><updated>2007-03-12T09:10:33.024-07:00</updated><title type='text'>ELA É EM MIM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não é pelo bem que ela me faz&lt;br /&gt;Nem pelo ombro que nunca me deixa&lt;br /&gt;Tampouco fica pra trás&lt;br /&gt;Sua porta que nunca se fecha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse seu sorriso sem igual&lt;br /&gt;Que demole qualquer barreira&lt;br /&gt;Que derruba qualquer general&lt;br /&gt;E ultrapassa qualquer fronteira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso é a razão&lt;br /&gt;Que sem trocar o sim pelo não&lt;br /&gt;Me entrego sem nenhum problema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É porque ela é em mim&lt;br /&gt;O que faz com que assim&lt;br /&gt;Eu escreva esse poema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-910376428325352499?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/910376428325352499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=910376428325352499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/910376428325352499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/910376428325352499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/03/ela-em-mim.html' title='ELA É EM MIM'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-7139297544670563711</id><published>2007-02-12T09:00:00.001-08:00</published><updated>2007-02-07T11:10:28.858-08:00</updated><title type='text'>CINEMA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Entrou no cinema. Contou onze pessoas dentro daquela sala imensa. O vazio da grande maioria das cadeiras tornava possível ouvir cada sussurro e cada movimento da escassa platéia. Pensou como era engraçado a relatividade das coisas. Aquelas onze pessoas dentro do seu quarto num domingo à noite assistindo um filme qualquer na sua televisão de 29 polegadas, em meio a tantos papéis e roupas espalhadas pelo chão, seriam uma multidão. Naquela sala de cinema, porém, passavam quase despercebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia dois casais, um grupo de três amigas, dois moleques que não pareciam ter mais de doze anos e mais duas pessoas sozinhas, assim como ele. Não tinha o costume de ir só pro cinema, mas queria muito ver o filme e não estava a fim de encontrar ninguém naquele dia. Não agüentava mais as mesmas pessoas, as mesmas conversas. Queria o escuro do cinema, a solidão de sua cadeira em meio a pessoas completamente estranhas. Precisava de um momento assim, pra ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se atrás, na penúltima fileira. Como ainda tinha alguns minutos antes que começassem os trailers, se entreteve observando os outros expectadores. Um dos casais se agarrava intensamente, enquanto o outro trocava carícias mais contidas e risadinhas que demonstravam maior intimidade. Enquanto fitava o grupo de três amigas que falava sobre algo relacionado a roupas, foi pego de surpresa por uma nova integrante na rasa platéia. Ela sentou duas cadeiras ao seu lado. Encarou-a, mas ela não parecia notar sua presença. Não entendia como uma garota tão linda podia estar num cinema sozinha. Não era do tipo que anda sem namorado por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do filme, ainda a encarava. Ela ainda sem dar nem sinal de retorno a sua tentativa frustrada de troca de olhares. Acenderam novamente as luzes, voltou a vê-la, seu perfil enquanto ajeitava os cabelos. Achava que se pode dizer muito de uma mulher pelo jeito como ela mexe nos cabelos. Ela mexia exatamente como ele prevera, sutil, delicada, indiferente, como quem não nota a presença de mais ninguém ao seu redor, porém segura e confiante. Não tirava os olhos dela. Depois de longo período que não tem idéia quanto durou ela, com os cabelos presos, devolveu-lhe o olhar por um único e breve momento. Não demorou mais que três segundos para ela voltar seu rosto pro outro lado, levantar-se e sair do cinema. Se ela me olhasse mais uma vez, uma única vez, se ao menos nota-se minha presença, pensou. Nada aconteceu. E, assim como chegou, saiu sozinho do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, ela se perguntava o que ele fazia sozinho no cinema. Estava nervosa, com medo de ter parecido muito oferecida tendo sentado a duas cadeiras dele, tendo tantas outras livres na sala quase vazia. Já o tinha notado na fila para comprar o ingresso, seu jeito apreensivo, meio sem graça de estar sozinho numa fila de cinema. Por isso não resistiu de sentar perto dele. Não queria parecer oferecida. Apenas sentia que ele precisava de companhia, de alguém novo, desconhecido. Uma estranha. Na saída, ainda lançou um último olhar, na esperança de que ele fosse ao seu encontro, a notasse, e ela deixasse de ser uma estranha para ele. Nada aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-7139297544670563711?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/7139297544670563711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=7139297544670563711' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7139297544670563711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/7139297544670563711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/02/cinema.html' title='CINEMA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-2518677467546062003</id><published>2007-02-05T15:29:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T15:35:18.155-08:00</updated><title type='text'>NOITE EM CLARO (IV)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Sentamos numa mesa perto delas. Pedimos cerveja. Meus amigos logo quiseram ir sentar com elas, mas eu falei pra gente esperar um pouco. Eles não me ouviram e assim que chegou a cerveja eles se levantaram e foram em direção à mesa delas. Elas riram novamente, fiquei nervoso, não lembro muito bem dos momentos seguintes. Lembro apenas daquele olhar devastador que eu sabia que havia me conquistado desde muito antes que ela pudesse imaginar. Sentamos, houve toda aquela apresentação, umas risadas pra quebrar o gelo. A Jéssica era a mais tímida das três. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tentei puxar algum assunto com ela, mas ela não parecia querer conversa. Não sei se por timidez ou se queria fazer joguinho, mas a Jéssica me esnobou a noite inteira. Quando o bar já estava pra fechar, o Fela, um dos meus amigos e o único que já morava só, sugeriu que a gente fosse pra casa dele, continuar a conversa e a bebedeira. Não pensei que elas fossem aceitar. À essa altura, mais pela intensidade dos goles na tentativa de esquecer as cortadas daquela menina de dezenove anos do que pelo tempo que passamos bebendo, eu já estava completamente embriagado. Elas conversaram um pouco entre si. Nós vamos, responderam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na casa do Fela, a gente continuou bebendo. Eu menos do que eles, já não agüentava mais e começava a sentir que terminaria mal a noite. Era uma casa bem grande, com um jardim imenso com uma piscina em frente à sala envidraçada. Fui pra beira da piscina tentar melhorar da embriaguez enquanto os outros ficaram na sala, bebendo e vendo o DVD do U2. Sentei na borda, coloquei os pés dentro da água. Estava gelada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Cuidado pra não cair.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me virei e dei de cara com o mesmo rosto que me ignorara a noite inteira no bar. O sorriso e o olhar, no entanto, haviam mudado. Sentou ao meu lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Se cair, te levo junto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela riu. Finalmente consegui que ela risse de alguma coisa que eu dissesse. Os olhos nunca perdiam o encanto ambíguo e irresistível. Encostou a cabeça no meu ombro. Disse que não gostava de U2. Nem eu, respondi. Ficamos um tempo calados. Pensei em perguntar porque havia me ignorado antes, mas achei melhor deixar pra lá. Coloquei meu braço ao redor de sua cintura fina. Ela tirou a cabeça do meu ombro e me olhou ainda com mais intensidade do que antes. Me senti íntimo dela, senti que não queria estar em nenhum outro lugar e que ali começava algo que significaria muito pra nós dois. A inocência e a o desejo se misturavam em sua expressão, transmitindo a certeza e a confiança de quem tinha o controle da situação. Beijei-a, um beijo suave que logo tornou-se mais intenso. Seus lábios carnudos tinham um gosto que nunca esquecerei e eram muito bons de beijar. O beijo não foi dos melhores, mas isso não pareceu importar. Não fomos muito longe essa noite. Nem tentei. Sabia que haveria tempo. Vimos os primeiros sinais da manhã de sábado abraçados na borda da piscina, com nossos pés balançando na água. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-2518677467546062003?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/2518677467546062003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=2518677467546062003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/2518677467546062003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/2518677467546062003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/02/noite-em-claro-iv.html' title='NOITE EM CLARO (IV)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116941034630633623</id><published>2007-01-21T12:06:00.000-08:00</published><updated>2007-01-21T12:12:26.323-08:00</updated><title type='text'>POSEIDON</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Era no tal de Poseidon que as histórias mais alucinantes aconteciam. Sem motivo aparente, sempre que a gente ia pra lá, voltava com uma história fantástica pra contar. O local não tinha nada de demais. Era um beco entre duas barracas de praia que descia um pouco num caminho de terra e dava numas pedras na beira do mar. O visual era maravilhoso, mas não justificava as insanidades que lá aconteciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro a primeira vez que encontramos o Felipe Werey. Diziam que ele era um grande contador de histórias. Éramos cinco naquele dia. Me convenceram a ir perguntar pra ele se ele realmente era o tal do Felipe Werey, o contador de histórias. Fiquei angustiado, suava frio. Acho que nunca estive tão nervoso em toda a minha vida. Me aproximei e o encarei por uns dois minutos. Ele olhou pra mim e continuou conversando com umas meninas que estavam lá com ele. Não consegui falar nada. Também conhecia as meninas que estavam com ele, e isso me deixou ainda vez mais nervoso. Senti uma vergonha profunda e saí correndo de lá. Meus quatro amigos me seguiram em desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez o Marcel chegou contando que as ondas estavam batendo tão fortes contra as pedras que passavam dos coqueiros. E que ele conseguia comandar o ritmo, como o Mickey naquele filme Fantasia. No começo achei que era mentira, mas não duvido de nada que aconteça no Poseidon. Nessa mesma noite, ele chegou todo molhado das ondas e quando foi tomar uma ducha, tinha duas motos embaixo do chuveiro. Foi quando decidiu que era melhor ir dormir e deixar pra tentar entender no outro dia. Acho que foi nesse dia que passamos a chamar aquele lugar de Poseidon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marcel sempre tinha as melhores histórias do Poseidon. Uma vez, ele inventou que tinha conhecido por lá um patinho dourado. Tinha até uma musiquinha com coreografia. Muito estranho. Não lembro direito, mas ele tinha um fiel escudeiro, o Pintinho Prateado, e um grande inimigo que não tenho idéia do que era. Nesse dia, percebi que o Poseidon ainda nos levaria a loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor dia foi quando a lua se transformou no gato da Alice no País das Maravilhas. Tinha cerca de dez pessoas sentadas nas pedras, conversando, tocando violão. Tudo muito normal pra uma noite no Poseidon. Foi quando a Mariana olhou pro céu e falou com a voz trêmula ‘Gente, olha a lua’. Todos olharam ao mesmo tempo. Não tenho idéia quanto tempo se passou até que voltássemos nossos olhares pro mundo real. Só sei que, quando baixei a cabeça e olhei pro mar que se extendia rumo ao infinito, soube que algo havia mudado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116941034630633623?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116941034630633623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116941034630633623' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116941034630633623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116941034630633623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/poseidon.html' title='POSEIDON'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116932239375617420</id><published>2007-01-20T11:45:00.000-08:00</published><updated>2007-01-20T11:46:33.766-08:00</updated><title type='text'>O VAZIO DA TUA AUSÊNCIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;'A falta que tu me faz&lt;br /&gt;A necessidade da tua paz&lt;br /&gt;Ouvir tua voz, teu tom&lt;br /&gt;Teus lábios se movendo sem som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escurece e nada de ti&lt;br /&gt;Desaparece o meu eu em si&lt;br /&gt;Sem tua presença, tua vida&lt;br /&gt;O vazio de uma ausência querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, espero até quando?&lt;br /&gt;Num coração no qual não mando&lt;br /&gt;Peço, humilde, um descanso&lt;br /&gt;Sem resposta, enfim me lanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde ainda não sei&lt;br /&gt;Longe de onde não cheguei&lt;br /&gt;Talvez lá encontre a paz&lt;br /&gt;Que só ao teu lado sei que jaz.'&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116932239375617420?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116932239375617420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116932239375617420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116932239375617420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116932239375617420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/o-vazio-da-tua-ausncia.html' title='O VAZIO DA TUA AUSÊNCIA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116921743033340937</id><published>2007-01-19T06:26:00.000-08:00</published><updated>2007-01-19T06:37:10.346-08:00</updated><title type='text'>Mais um do Filthy</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;em&gt;‘Ela pára. Franze os olhos. Abre aquele sorriso que demole cidades fantasmas. Corre que nem menina pela plataforma, e se lança em meus braços.’&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu sugeri aqui uma seqüência de textos chamados &lt;em&gt;Chuva&lt;/em&gt;, título que, depois, eu mesmo me apossaria para nomear uma história minha, não por plágio, mas por uma mera junção de fatores que convergiram pra que esse nome fosse, necessariamente, usado. Enfim, sugiro outro texto, este chamado &lt;em&gt;Onesome&lt;/em&gt;, desse mesmo blog, do Filthy McNasty, que costumo acessar sempre na expectativa de encontrar um texto desses. Dá vontade de estar numa cidade fria e sair no final da tarde pra tomar um café com alguém que tenha um sorriso de demolir cidades fantasmas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116921743033340937?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filthymac.wunderblogs.com/archives/022629.html' title='Mais um do Filthy'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116921743033340937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116921743033340937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116921743033340937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116921743033340937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/mais-um-do-filthy.html' title='Mais um do Filthy'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116898294725962420</id><published>2007-01-16T13:27:00.000-08:00</published><updated>2007-01-16T13:29:07.276-08:00</updated><title type='text'>O CONTO DA ILHA DOURADA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;A Dona Bia mora na Ilha Dourada há dezessete anos. Todos os dias ela acorda e luta pra conseguir dois reais, um para comprar ovos e outro para comprar arroz. A Dona Bia tem a pele queimada e enrugada, dura como casca de cobra, resultado de tanta luta debaixo do sol escaldante que cobre a Ilha Dourada. Antes de morar lá, a Dona Bia era agricultora no interior do Estado. Migrou em busca de uma vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cria uma menina de sete anos que perdeu a mãe há um ano e nunca conheceu o pai. A menina de sete anos quase nunca fala e está sempre agarrada à Dona Bia. Parece ter medo de soltar e perder outra mãe. O Christiano, anjo protetor da Ilha Dourada, prometeu para a Dona Bia que ia conseguir legalizar a adoção da menina de sete anos que quase nunca fala para elas irem morar no interior, que é o que a Dona Bia mais quer. Diz que sente muita falta de feijão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rosa tem muita saudade do Piauí. Vive pedindo pro Christiano pra ele levá-la de volta pra lá. Mora na Ilha Dourada há oito anos e diz que a pior época é no fim do ano. Chora sempre, mas dá um jeito de ligar pra ouvir, nem que por poucos minutos, a voz de sua família que mora toda lá. Depois volta pra Ilha Dourada e, ainda em prantos, adormece nas primeiras horas de um novo ano. Sonha com a família e com a esperança de que esse ano consiga voltar pro Piauí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Christiano tem a cara redonda e suas feições passam confiança e simpatia, ressaltadas pelos olhos claros e vivos e pelo bigode castanho claro que cobre por completo seu lábio superior. Todo mundo conhece ele lá na Ilha Dourada. Vivem pedindo ajuda para ele, mas nem sempre ele pode ajudar. O pior é quando chove muito e o rio Maranguapinho transborda e se junta com a lagoa. As casas ficam todas cheias d’água e ninguém consegue sorrir na Ilha Dourada. Ainda tem a casa da Terezinha, que está prestes a cair e, segundo a população da Ilha Dourada, não passa da próxima chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mateus mora num bairro nobre da cidade, no décimo segundo andar de um edifício revestido de cerâmica branca. Cursa psicologia numa universidade bem conceituada. Sonha em, um dia, se tornar escritor. O Mateus conheceu a Ilha Dourada, a Dona Bia, a menina de sete anos que nunca fala, a Rosa, O Christiano e a Terezinha e sua casa prestes a cair, e resolveu escrever sobre eles. Ficou tocado com suas histórias. Terminou seu conto, desligou seu computador e foi dormir. Acordou tarde no outro dia, quase na hora do almoço, e pensou em várias coisas. Nada, porém, relacionado àquela terra distante que visitara no dia anterior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116898294725962420?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116898294725962420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116898294725962420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116898294725962420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116898294725962420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/o-conto-da-ilha-dourada.html' title='O CONTO DA ILHA DOURADA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116855850979481759</id><published>2007-01-11T15:34:00.000-08:00</published><updated>2007-01-11T15:35:09.810-08:00</updated><title type='text'>NOVE DIAS NA PRAÇA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Havia nove dias que ia andar pela praça. Não que fosse um costume, ou uma tentativa de melhorar a saúde por recomendação médica. Simplesmente ia andar na praça, refletir, observar as pessoas, a paisagem. Sentia uma necessidade, um impulso que o obrigava a percorrer aquele caminho que já sabia quase de cor, mas que, todo dia, mostrava algo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via gente de todos os tipos. Casal de namorados em beijos frenéticos, velhos fazendo cooper com as mesmas roupas brancas e o mesmo suor amargo de uma vida que se aproxima do final, amigos gritando palavrões, sentados no apoio dos bancos e com os pés onde deveriam estar sentados. Percebia que aquilo o incomodava bastante, apesar de já ter sido um desses moleques que se recusam a sentar no lugar certo e acham que estão burlando todo o sistema que criticam sem conhecer. Lembrava do seu tempo de criança, a timidez e a introspecção que até hoje se apresentavam logo de cara como suas características mais evidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que tivesse sido uma criança estranha, excluída e sem amigos. Conservava alguns amigos desde esses tempos remotos que, agora, na praça, voltavam como um ataque de nostalgia e saudade. Esses sentimentos o davam uma vida que não sabia explicar. Era como se a felicidade ignorante e inocente que um dia sentiu o tirasse da realidade corrida e monótona que agora era sua vida. Aulas, trabalho, bicos que jurava parar de aceitar toda semana. Sentia-se só, exaurido por uma rotina que o escolhia. Esse pensamento o assustava. Queria ter um certo poder sobre sua vida, suas atividades, e sentia que, a cada dia, perdia mais o controle. Talvez, naquelas andanças pela praça, ao voltar aos tempos em que ainda tinha poder de decisão sobre seus sonhos e expectativas, fosse o único momento em que respirava em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era o nono dia que ia caminhar pela praça. Não esperava nada, não buscava nada, apenas andava. Enquanto olhava um menininho de uns cinco anos brincar com seu cachorro, sentado num banco perto de uma lanchonete, ela sentou-se numa mesinha ao lado. Trocaram olhares, sorrisos. Ele perguntou se ela não queria sentar com ele, mesmo que tivesse certeza que ela não aceitaria. Passaram duas horas conversando, rindo à toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa idéia romantizada de um amor que surge do nada e abaixa seu QI, te deixando bobo e apaixonado, nunca foi algo que ele deslumbrasse. No nono dia em que andava pela praça, no entanto, parou de prestar atenção em tudo. Na paisagem, nas pessoas. Se concentrou nela, e sentia o retorno. Não temia mais suas obrigações, nem buscava na nostalgia de um passado feliz a fuga para a perda de controle de sua própria vida. Vivia o momento, acreditava em coisas que nem sabia existir, e entendeu porque andou nove dias pela praça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116855850979481759?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116855850979481759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116855850979481759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116855850979481759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116855850979481759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/nove-dias-na-praa.html' title='NOVE DIAS NA PRAÇA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116837909076939085</id><published>2007-01-09T13:43:00.000-08:00</published><updated>2007-01-09T13:44:50.786-08:00</updated><title type='text'>09.01.07</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Hoje eu terminei uma história que estava escrevendo. Acho que fui inspirado por uma cena que, de tão estupidamente simples, me marcou profundamente. Chovia e um casal de garotinhos comia chocolate. Não pareciam se importar de estarem molhados. Pareciam viver um sonho. Riam à toa. Coisas simples que não saem das nossas cabeças. Foi um dia daqueles. No bom sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chocolate – &lt;em&gt;Snow Patrol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'This could be the very minute&lt;br /&gt;I'm aware I'm alive&lt;br /&gt;All these places feel like home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With a name I'd never chosen&lt;br /&gt;I can make my first steps&lt;br /&gt;As a child of 25&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the straw, final straw in the&lt;br /&gt;Roof of my mouth as I lie to you&lt;br /&gt;Just because I'm sorry doesn't mean&lt;br /&gt;I didn't enjoy it at the time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're the only thing that I love&lt;br /&gt;It scares me more every day&lt;br /&gt;On my knees I think clearer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goodness knows I saw it coming&lt;br /&gt;Or at least I'll claim I did&lt;br /&gt;But in truth I'm lost for words&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What have I done it's too late for that&lt;br /&gt;What have I become truth is nothing yet&lt;br /&gt;A simple mistake starts the hardest time&lt;br /&gt;I promise I'll do anything you ask...this time' &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116837909076939085?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116837909076939085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116837909076939085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116837909076939085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116837909076939085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/090107.html' title='09.01.07'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116809518566801315</id><published>2007-01-06T06:52:00.000-08:00</published><updated>2007-01-06T06:53:05.670-08:00</updated><title type='text'>MOÇA COM LENÇO NA CABEÇA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Mesmo sabendo ter sido mera coincidência encontrá-la apenas duas vezes e, em ambas, ela estar usando um lenço na cabeça, aquilo o marcou profundamente. Não entendia bem porque ficara tão obcecado com isso. Sempre achou atraente mulheres com esse acessório, mas não conseguia parar de pensar nela com o lenço na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, não conseguia dormir, e, quando dormia, mesmo que por pouquíssimo tempo, sempre tinha o mesmo sonho com a moça com o lenço na cabeça. Variava de tamanho, tipo, cor, às vezes era uma bandana colorida, mas ela sempre surgia usando, e ficava cada vez mais linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros não aprovavam. Via as amigas dizendo pra ela tirar ou, pelo menos, amarrar na cintura, que ficaria menos brega. Mas ela não obedecia, fingia que nem ouvia e continuava com o lenço na cabeça. Ele não achava brega nem feio. Achava fantástico. Não mudaria nada. Vislumbrava a cena dia e noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu, enfim, uma foto dela. Com lenço na cabeça, claro. Não fazia mais nada, a não ser encarar a foto, sentir seu cheiro, se imaginar com ela. Tentava fazer outras coisas, mas era inútil. Só tinha ela em mente e logo perdia a concentração no que quer que estivesse a fazer. Tentou todas as formas de se ocupar, mas acabava sempre sentado, encarando sua foto, imerso em longos pensamentos sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, para sua surpresa, a encontrou sem o lenço na cabeça. Tinha longos cabelos castanhos escuros e ondulados, que combinavam perfeitamente com sua pele suave e morena e seus pequenos olhos escuros e sinceros. Caminhava discretamente, cabelos ao vento, distraída de tudo ao seu redor. Ficava diferente sem o lenço na cabeça, mas continuava tão maravilhosa quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, então, que finalmente entendeu sua obsessão. De repente tudo ficou muito claro para ele. Não era o lenço que o fascinava. Era ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116809518566801315?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116809518566801315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116809518566801315' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116809518566801315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116809518566801315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/moa-com-leno-na-cabea.html' title='MOÇA COM LENÇO NA CABEÇA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116809513076232199</id><published>2007-01-06T06:51:00.000-08:00</published><updated>2007-01-06T06:52:10.776-08:00</updated><title type='text'>TE PEÇO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não negue minha mão&lt;br /&gt;Meu abraço, meu beijo&lt;br /&gt;Dos frutos que ainda virão&lt;br /&gt;Meu amor, paixão e desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te peço para que me sinta&lt;br /&gt;Me entenda, me seja&lt;br /&gt;Não quero que nunca minta&lt;br /&gt;A mim, que só a ti deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sei lá, começo de ano, quis escrever um poeminha curto. Não tenho maiores explicações para esse devaneio. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116809513076232199?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116809513076232199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116809513076232199' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116809513076232199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116809513076232199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/te-peo.html' title='TE PEÇO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116801115384995085</id><published>2007-01-05T07:31:00.000-08:00</published><updated>2007-01-05T07:33:55.420-08:00</updated><title type='text'>CHUVA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Lembrou da vez em que, com o coração partido, jurou nunca mais se apaixonar. Chovia. Ela o deixara e nada mais importava. Não compreendia como podia ficar tão estúpido quando se apaixonava. No mesmo dia, quando a chuva passou, saiu com os amigos e declarou o início de uma nova era. Estava decidido a não mais se deixar enganar pelas travessuras do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou uns dois anos assim, sem se apegar a ninguém, ficando com várias mulheres. Pegava vários telefones, alguns não lembrava nem de quem era, mas nunca ligava. Era um novo homem. Mas, apesar das mudanças, sempre que chovia era tomado por uma tristeza profunda e parava o que quer que estivesse fazendo e encarava aqueles pingos por horas. Era como uma música melancólica que o deprimia e levava a tempos remotos de sofrimento. Toda a armadura de orgulho e resignação que usava vinha abaixo. Se sentia nu, ensopado e com frio debaixo da chuva incessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi justamente num dia, ou melhor, numa noite de chuva, desarmado contra aquele que declarara seu pior inimigo, que voltou a se apaixonar. Tudo que havia prometido para si mesmo nunca mais fazer ou sentir voltou naquele instante. Estavam na praia, era lua cheia. Ela brilhava dentre todas, se destacando mesmo sendo bastante óbvio que não se esforçava para isso. Talvez fosse isso que o atraía tanto nela, o fato de que ela não buscava sua atenção, mas sua atenção é que a buscava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava especialmente linda naquela noite, e não parecia perceber isso. Estava toda molhada, com um sorriso que essa combinação de praia, lua cheia e chuva é capaz de proporcionar. Ainda tentou lutar contra essa paixão que o consumia, mas sabia que era tarde. Mergulhou no mar e lá, nadando pelos reflexos de uma lua imensa, deixou sua armadura. Saiu desprotegido, vulnerável, o mesmo que há dois anos chorava com o coração partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se entregou a ela e soube que havia tomado a decisão certa. Não se arrependia. Não mais sua armadura, mas não precisava mais dela. Ela não o machucaria. Era bom estar com ela, sentia-se seguro, protegido. Pensava muito no futuro, e na possibilidade de ter seu coração partido mais uma vez. Mas não se importava. Quando chovia, se não estavam juntos, ligava para ela, onde quer que estivesse, e curtiam juntos a melodia produzida pelos pingos. Aquilo tinha um significado importante para eles. Não sofria mais ao ver a chuva. Apenas sorria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116801115384995085?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116801115384995085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116801115384995085' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116801115384995085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116801115384995085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2007/01/chuva.html' title='CHUVA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116699559887299281</id><published>2006-12-24T13:19:00.000-08:00</published><updated>2006-12-24T13:26:38.886-08:00</updated><title type='text'>Boas Festas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Natal chegando. Ano acabando. Hesitei antes de escrever algo aqui nesse sentido, podia parecer muito piegas e clichê. Talvez fora do contexto do blog. Mas como foi nesse ano que comecei a trilhar esse caminho literário com maior afinco, acho que seria errado terminá-lo sem deixar uma mensagem para os leitores (certo, essa última frase talvez fosse desnecessária).&lt;br /&gt;Tem quem diga que o espírito natalino morreu, que ninguém mais sabe o que o Natal realmente significa. Tudo bem, concordo que o significado cristão da data é pouco lembrado, e que muitos viram maníacos-compulsivos-materialistas-consumistas nessa época, mas não acho que o Natal foi, de todo, deturpado. Para começar, Jesus nem nasceu em Dezembro. Penso que ter uma data comemorativa para se reunir com pessoas que você gosta, ou até mesmo que odeia, mas que no Natal você faz uma forcinha, é algo de maravilhoso e admirável. Confesso que gosto de ver familiares que passo o ano só ouvindo minha mãe comentando com minha tia no telefone que teve outro filho ou que perdeu o emprego.&lt;br /&gt;É divertidíssimo ver aquele monte de crianças que eu não faço idéia quem sejam e que, juro por tudo que há de mais sagrado (entrando no clima de resgate espiritual do Natal), não existiam ano passado. Comprar uma lembracinha para alguém especial, receber um cartão, um abraço, ajudar alguém que precisa, tudo está valendo. E as comidas? Só competem com as de aniversário de criança e aniversário de avó. O grande lance é sair de casa em casa, comendo vários perus diferentes, doces, e tudo que você tem direito, pois, afinal, é Natal! E é muito bom saber que, logo, logo, vai ter o reveillon. São seis dias de recesso onde o clima de ano novo, vida nova toma conta da atmosfera e infesta todo mundo.&lt;br /&gt;Tem quem goste de pensar nisso, tem que ache depressivo. Eu sempre choro na hora da virada. Mais um ano que sobrevivo. Mais um ano para cumprir. Boas festas para todos. Que venha 2007. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116699559887299281?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116699559887299281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116699559887299281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116699559887299281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116699559887299281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/12/boas-festas.html' title='Boas Festas!'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116657574981598181</id><published>2006-12-19T16:47:00.000-08:00</published><updated>2006-12-21T12:06:42.393-08:00</updated><title type='text'>Afundaram o Jack Sparrow</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Eu gostei do &lt;em&gt;Piratas do Caribe 2: o Baú da Morte&lt;/em&gt;. Mas é incontestável que o primeiro filme foi muito melhor. Fiquei refletindo sobre o que havia de errado nesse segundo episódio e dois pontos me parecem explicar boa parte dessa decaída.&lt;br /&gt;Primeiramente, esse filme, segundo de uma trilogia (pelo menos por enquanto), trata-se de uma transição. Não se encerra em si e deixa muitas questões abertas. Tendo sido gravado juntamente com o terceiro episódio, ele apenas prepara o espectador para o desenrolar do enredo, que deve acontecer no próximo filme, deixando aquele gostinho (nesse caso, bem forte) de quero mais. Fato semelhante aconteceu em filmes como Senhor dos Anéis e Matrix, onde o segundo filme é repleto de ação e vazio de respostas. Não me entenda errado, não sou daqueles que só se satisfaz com filmes bem claros e explicativos. Acho, inclusive, que filmes que deixam perguntas no ar podem ser bem interessantes, mas não nesses casos, uma vez que a proposta dos filmes não é essa. Enfim, fechando esse primeiro ponto, que, de fato, não foi o que mais me incomodou, esse aspecto de história sem fim, para um espectador mais desavisado, pode ser mesmo bem decepcionante.&lt;br /&gt;Mas o grande erro do filme, ao meu ver, foi destacar o personagem do (Capitão) Jack Sparrow. Johnny Depp, como sempre (sou suspeito para falar dele, afinal, ele é o cara), faz uma performance excepcional, mas é notável que seu maior esforço de encaixar um personagem que deve roubar a cena numa cena que já lhe pertence. Alguns personagens nasceram para brilhar, e quando isso acontece naturalmente, o resultado pode ser surpreendente. Não é a toa que o ator, no primeiro filme, foi indicado a vários prêmios por uma produção da Disney onde interpreta um personagem que, pelo toque afeminado e embriagado, quase foi vetado pelos produtores, feito que, convenhamos, não é dos mais facéis.&lt;br /&gt;O sucesso do Capitão Jack Sparrow e do primeiro Piratas do Caribe estão intimamente ligados. E os produtores e roteiristas perceberam isso. Por isso, resolveram dar um papel mais primário ao pirata, matando o grande charme e mérito de seu personagem. É tanto que o destaque maior desse filme vai para o ator Bill Nighy, que interpreta o pirata-fantasma e vilão da história Davy Jones. Apesar dos efeitos que praticamente o tornam irreconhecível, quem lembrar de outros trabalhos do ator, como o roqueiro velho e excêntrico do excelente &lt;em&gt;Simplesmente Amor&lt;/em&gt; (todos cantando ‘I feel it in my fingers, I feel it in my toes...’), podem reconhecer seus trejeitos que dão a graça do personagem. Apesar de seu sucesso nem se comparar ao de Johnny Depp no primeiro filme, ele tomou o posto de coadjuvante carismático nesse filme. E, assim, juntamente com o Capitão Jack Sparrow, afundou o resto do filme &lt;em&gt;Piratas do Caribe 2&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Essa coisa de coadjuvantes roubando a cena é algo bem comum. Talvez a imagem de herói bonzinho já não seja tão atraente. Ou não. O fato é que em filmes como &lt;em&gt;A Lenda do Tesouro&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Perdido&lt;/em&gt;, onde o engraçadíssimo Riley, interpretado pelo desconhecido Justin Bartha, deixa Nicolas Cage com cara de bobo, ou no primeiro &lt;em&gt;Batman&lt;/em&gt;, de Tim Burton, onde Jack Nicholson como Coringa dispensa comentários, ou até mesmo em &lt;em&gt;Sideways&lt;/em&gt;, quando Thomas Hayden Church rouba a maioria das cenas (apesar, verdade seja dita, da boa atuação Paul Giamatti), o verdadeiro protagonista tem um papel secundário na história. E isso acontece naturalmente. Quando se força algo nesse sentido, como no filme solo dos ótimos personagens Jay e Silent Bob, que sempre permeiam os filmes de Kevin Smith e companhia, o resultado é, quase sempre, decepcionante. Essa palavra pode ser um pouco forte para a atuação de Johnny Depp, mas espero que, para o bem do próximo filme e de nós, espectadores, seu personagem volte ao papel de conajuvante, para que, como bom pirata que é, o Capitão Jack Sparrow possa, novamente, roubar a cena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116657574981598181?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116657574981598181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116657574981598181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116657574981598181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116657574981598181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/12/afundaram-o-jack-sparrow.html' title='Afundaram o Jack Sparrow'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116580868562269699</id><published>2006-12-10T19:38:00.000-08:00</published><updated>2006-12-10T19:44:45.636-08:00</updated><title type='text'>TUDO E NADA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Uma das perguntas mais freqüentes que tenho escutado desde que resolvi compartilhar com o resto do mundo meus devaneios literários são acerca da veracidade das histórias que ponho neste blog que, no momento, toma seu tempo. Essa não era bem a intenção inicial, a maneira como queria atingir quem as lesse, mas, para esclarecer a questão, tentarei expressar um pouco da minha visão nesse sentido e, quem sabe, direcionar a leitura para um caminho que considero mais importante e engrandecedor.&lt;br /&gt;Tenho plena consciência que é inevitável especular sobre o que se lê, principalmente quando se conhece o escritor. Sei e sempre soube que, no momento em que colocasse meus textos aqui, abertos ao público (sim, a presunção de iniciante a escritor já me dominou), geraria comentários das pessoas que me são próximas. Por outro lado, também espero que aqueles que me conhecem saibam da paixão e prazer que sinto ao escrever e tentem fazer uma leitura sincera, verdadeira e crítica das histórias. Procuro na simplicidade dos textos, narrando fatos e emoções do cotidiano, expressar algo de verdadeiro e direto, que possa vir a tocar alguém, no bom ou no mau sentido. Gostando ou detestando, adoro ouvir críticas e interpretações as mais variadas, que me acrescentam e me ajudam a crescer, pois é quando sinto que alcancei e conquistei o leitor (mais uma vez, traços da presunção artística).&lt;br /&gt;Qualquer um que crie e tenha esse lado imaginativo sabe que se trata de um força maior que surge não se sabe de onde e precisa, de alguma maneira, sair, seja em forma de palavras, melodias ou pinceladas. Muitas vezes já chega em ebulição, fervilhando, e explode quer queira quer não. E é uma sensação que dispensa qualquer tentativa inútil de descrição. É algo extremamente forte, e pessoal. Se é bom ou ruim, aí é outra história que nem me atrevo a começar, pois foge, e muito, dos objetivos iniciais desse texto.&lt;br /&gt;“Mas e as histórias?”, você se pergunta. “São reais? Aconteceram mesmo? Quem é aquela melhor amiga que você teve um caso?”. Minha resposta é que essas histórias são sim totalmente autobiográficas, assim como, também, são apenas ficção. São contos, crônicas, fábulas, enfim, textos que me surgem, me escolhem e eu coloco no papel, ou melhor, na tela do computador (convenhamos que é bem mais poético e charmoso falar ‘colocar no papel’, provando apenas mais uma das belezas que a tecnologia nos tira, assim como as cartas escritas com pena molhada palavra por palavra no nanquim e selada com cera quente no formato do brasão da família). Algumas, admito, são mais diretas, mas são casos isolados onde a intenção foi, desde o início, retratar um fato real. Os fatos, os nomes, tudo, aconteceu e não aconteceu. Não existe diferença entre biográfico e inventado. Penso que, se escrevo alguma coisa, isso veio de mim e, portanto, é minha vida, meu eu que está sendo retratado. Mas isso não quer dizer que estou fotografando um fato ocorrido em forma de palavras. Ao meu ver, não existe essa linha divisória entre realidade e ficção nas histórias que aqui se encontram. O Daniel Galera escreveu um texto muito interessante no blog dele sobre esse mesmo assunto e a opinião é bem parecida com a minha (clicando no título você acessa esse texto). Talvez ele consiga explicar essa questão melhor do que eu.&lt;br /&gt;Então, se você ainda está se perguntando o que essas histórias tem a ver com a minha vida, respondo concordando com o Galera, dando a resposta mais simples (e, ao mesmo tempo, complexa) e direta (e, também, vaga) possível: tudo e nada.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116580868562269699?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://ranchocarne.org/blog/?p=118' title='TUDO E NADA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116580868562269699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116580868562269699' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116580868562269699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116580868562269699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/12/tudo-e-nada.html' title='TUDO E NADA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116546480445310595</id><published>2006-12-06T20:11:00.000-08:00</published><updated>2006-12-06T20:13:24.466-08:00</updated><title type='text'>NOITE EM CLARO (III)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Saio ainda sem rumo, pensando se não devia ter ficado em casa mesmo, aceitando o fim solitário da minha noite. Decido não pensar mais nisso, pois ainda estou perto de casa e posso voltar atrás. Preciso decidir para onde vou. Pego o celular, ligo pro Marcello. Ele costuma beber alguma coisa dia de terça-feira depois do trabalho num bar que nunca decoro o nome e que ele vive me chamando. Não atende. Merda de noite.&lt;br /&gt;Vejo um boteco que costumava freqüentar quando namorava com a Jéssica. Nos conhecemos lá, mas não foi numa terça-feira. Quem sabe ela não está por lá. Entro, tem umas quatro mesas ocupadas, uns caras jogando sinuca e falando alto. Nada da Jéssica. O cara do bar é o mesmo do tempo que eu costumava vir aqui, o Joca. Nunca soube o nome verdadeiro dele. Talvez fosse Joca mesmo, não sei. Me viu e gritou logo “Jorgim!, Há quanto tempo rapaz!”. Perguntou por onde eu andava que tinha desaparecido. Serviu uma dose de whisky pra mim. Falei que estava trabalhando muito, que andava meio sem tempo, mas a verdade é que até hoje ainda não estava preparado para voltar lá, e muito menos pra encontrar a Jéssica.&lt;br /&gt;Quando eu comecei a namorar com a Jéssica ela tinha só dezenove anos e eu vinte e três. Sempre gostei de mulheres mais novas, acho que tanto pela minha cara de moleque como pela inocência que elas aparentam ter. Há algo de erótico numa menina de dezenove anos num bar tomando um Martini. Foi numa sexta-feira, eu estava terminando a faculdade e fui nesse no boteco do Joca com uns amigos da faculdade. Assim que cheguei meus olhos pararam naquela figura franzina, pequenina, morena, cabelos negros e lisos, sentada no canto do bar com uma feição tímida de quem não quer ser notada. Conversava baixinho com mais duas amigas, mais altas e notáveis que ela. Quando entramos, as duas amigas riram e comentaram alguma coisa entre elas. A Jéssica riu meio sem jeito, tornando a olhar na nossa direção com aqueles olhos puxados que quase escondiam um olhar tão intenso e suave ao mesmo tempo. Não sei se foi coisa da minha cabeça, mas tive a impressão de que olhava pra mim. Apenas pra mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116546480445310595?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116546480445310595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116546480445310595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116546480445310595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116546480445310595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/12/noite-em-claro-iii.html' title='NOITE EM CLARO (III)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116302096004185192</id><published>2006-11-08T13:19:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T13:22:40.063-08:00</updated><title type='text'>Botafoguense sim, e daí?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Às vezes me perguntam por que sou torcedor do Botafogo. Bom, se estiver naqueles momentos em que não quero discorrer sobre nada e muito menos exigir a atenção do meu espectador para divagar sobre as razões mais pessoais e motivos mais filosóficos que me levaram a amar o alvinegro carioca, simplifico a resposta e digo logo ‘Por influência do meu pai’. Mas qualquer torcedor alvinegro que se preze sabe que a resposta vai muito além disso.&lt;br /&gt;É claro que muitos filhos são levados a torcer pelos times dos pais. Ostentam com orgulho a camisa do time do coração desde o tempo em que andar ainda era uma desafio. Não posso negar que ver meu pai concentrado diante da televisão, falando palavrões que nunca apareciam em nenhuma outra ocasião, vibrando e pulando da cama e gritando ‘Fogão! Fogão!’ não me deixaram ao menos curioso sobre esse tal desse ‘fogão’.&lt;br /&gt;Enfim, cresci e tive, como todo bom menino de oito anos brasileiro que quer ter algum assunto no colégio, que escolher um time para torcer. Optei pelo tal do fogão que tanto mexia com meu pai. Comprei camisas, comecei a acompanhar os jogos, comprei o calção, fui ver Botafogo e Flamengo no Castelão, comprei as meias cinzas, fui ao Rio, visitei o Caio Martins. Fiz o pacote completo. Abracei e gritei meu pai na final do Campeonato Brasileiro de 95, naquele controverso jogo contra o Santos, quando Wagner, Donizete, o Pantera, e Túlio Maravilha saíram com o primeiro título brasileiro para o Botafogo. Nos álbuns de figurinhas que colecionei, o primeiro objetivo era completar o Botafogo. Depois, nem importava tanto completar o álbum, meu dever de torcedor alvinegro já estava cumprido.&lt;br /&gt;Hoje confesso que não acompanho tanto os jogos. Muito menos sei a escalação completa – inclusive os reservas, como um dia já soube. Mas não posso negar que ainda sinto amor pelo Botafogo. E é justamente agora, quando a paixão se tornou amor e a razão se sobrepôs ao fogo impulsivo de um namoro novo, que sei e entendo por que sou botafoguense.&lt;br /&gt;Não tem quem não goste do Botafogo. É fácil encontrar quem odeie o Flamengo, o Vasco, o Palmeiras ou o Corinthians. Mas ninguém odeia o Botafogo. Seus torcedores, apesar de não serem muitos, são sempre figuras ilustres que todos admiram, daquelas pessoas que você olha e pensa ‘Só podia ser botafoguense mesmo.’ É assim com Airton Monte, Nelson Rodrigues, Beth Carvalho, Ed Motta, meu pai, e por aí vai. São torcedores apaixonados, que torcem pelo amor ao time, e nada mais. Não há aquela rivalidade acirrada, aquela competitividade sem sentido. Ganhando, perdendo, jogando, devendo, o torcedor botafoguense ama seu time e isso lhe basta.&lt;br /&gt;Até os grandes ídolos do Botafogo são figuras que representam o espírito alvinegro. A começar por Garrincha, um boêmio que não sabia nem fazer pezinhos, mas que para todo torcedor botafoguense, foi o maior jogador da história do futebol. O autêntico gênio, o típico poeta. Nilton Santos, que além de ídolo é um ferrenho torcedor, com seu jeito irreverente e sua inteligência fenomenal, foi o eterno ponta esquerda do Botafogo, onde jogou toda sua vida. Até o misterioso Biriba, vira-latas símbolo da superstição alvinegra que entrou no gramado em 1948 e fez o Botafogo virar um jogo que perdia por três a zero. Mais recentemente Túlio Maravilha, com seu jeito desbocado, moleque e irreverente, fazia a alegria da torcida com suas promessas de gol e seus comentários dignos de um ídolo botafoguense.&lt;br /&gt;Esse é o espírito do Botafogo. Romântico, debochado, irreverente, supersticioso, simpático. Um time cujo mascote, como não poderia deixar de ser, é um moleque barrigudo fazendo xixi, o famoso Manequino. Às vezes ganha, muitas outras perde. Mas ser botafoguense é isso. Fechar os olhos e se deixar conduzir pela estrada dos louros, seguindo um facho de luz da sua estrela solitária.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116302096004185192?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116302096004185192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116302096004185192' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116302096004185192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116302096004185192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/11/botafoguense-sim-e-da.html' title='Botafoguense sim, e daí?'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116215938384696400</id><published>2006-10-29T14:02:00.000-08:00</published><updated>2006-10-29T14:03:03.860-08:00</updated><title type='text'>NOITE EM CLARO (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;A Marina é inteligente, tem uma cabeça boa. Ganha uma grana legal no trabalho dela, é dessas mulheres modernas, auto-suficientes, que dá até medo de chegar pra conversar. Ela sabe falar sobre qualquer coisa, cinema, literatura, banalidades, fofocas. Não falta assunto. Mas o que eu mais gosto na Marina é a sinceridade dela. Chega a ser brutal. Ela fala abertamente de coisas que até eu fico meio sem jeito, e quando ela nota isso, me corta logo e eu entro logo no clima do assunto. Engraçado como ela só tem amigos homens, talvez seja essa cabeça tão aberta que ela tem. Diz que não confia nas mulheres.&lt;br /&gt;Já cheguei a pensar que estava apaixonado por ela, mas descobri que não era isso. Não daria certo. O que sinto pela Marina talvez seja mais admiração do que qualquer coisa. Depois do sexo, muitas vezes conversamos a noite inteira e fico olhando pra ela. Apenas olhando. Ela não gosta muito quando faço isso. Vejo os movimentos dos seus lábios enquanto fala, a força dos seus olhos. Dá pra ver que ela não é de mentir. Então, se ela disse que não pode sair hoje, eu acredito.&lt;br /&gt;Volto a me ater no filme, mas vejo que já está perto do fim. Tem alguma coisa nesses filmes antigos que tenho a impressão que sempre estão perto do fim. Não sei se são os diálogos, ou o ritmo que é sempre mais lento. Ou, talvez, eu sempre pegue esses filmes realmente quando estão acabando. Pego outra cerveja e deito no sofá. Não tenho sono, apesar do cansaço. Penso se devo sair ou não. Não tenho nada do trabalho pra resolver, mas a preguiça começa a dominar meu corpo. Sinto que ele começa a ficar dormente e logo estarei afundado no sofá, naquele limbo entre o real e o sonho, vendo imagens e ouvindo sons indecifráveis que saem do aparelho à minha frente, com a cerveja morna pela metade no chão. Me levanto, lavo o rosto, coloco um roupa, dou o último gole e pego a chave do carro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116215938384696400?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116215938384696400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116215938384696400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116215938384696400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116215938384696400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/noite-em-claro-ii.html' title='NOITE EM CLARO (II)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116182428179001437</id><published>2006-10-25T17:53:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T17:58:01.803-07:00</updated><title type='text'>VERSO - Lucy Donegan</title><content type='html'>&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Quantas memórias e compartimentos&lt;br /&gt;Paridos&lt;br /&gt;Do meu computador&lt;br /&gt;com a minha dor&lt;br /&gt;mente&lt;br /&gt;E músicas, capas, letreiros, a casca&lt;br /&gt;O leito de meus sonhos&lt;br /&gt;A substância&lt;br /&gt;Sustância&lt;br /&gt;Insustentável&lt;br /&gt;Da minha alma&lt;br /&gt;As páginas que escondem seu verso&lt;br /&gt;Reverso&lt;br /&gt;Minhas rés, minhas partidas, curvas&lt;br /&gt;Meus réus&lt;br /&gt;Meus reis&lt;br /&gt;Algum reino Conquistado e Perdido&lt;br /&gt;Minhas declarações&lt;br /&gt;Eu acredito Eu acredito&lt;br /&gt;Eu reedito alguma vida&lt;br /&gt;E sou&lt;br /&gt;E sou só mais uma versão&lt;br /&gt;Minhas palavras confusas&lt;br /&gt;São só palavras&lt;br /&gt;A única verdade&lt;br /&gt;É o tremido de minha pele&lt;br /&gt;O medo dos sonhos&lt;br /&gt;Que sempre entendi, não compreendendo&lt;br /&gt;E algum calor Insaciável.”&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Adoro os jogos de palavras que ela faz. Além das emoções fortes que ela consegue passar de um jeito tão único. Leio seus versos e não só penso 'isso foi escrito pela Lucy' como penso 'isso foi sentido pela Lucy'. A confusão, as palvras-chave, o calor, a pele, as palavras. Pra quem conhece a Lucy, sabe que isso é bem a cara dela. Pra quem não conhece, ficam os versos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116182428179001437?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116182428179001437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116182428179001437' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116182428179001437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116182428179001437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/verso-lucy-donegan.html' title='VERSO - Lucy Donegan'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116113803170277043</id><published>2006-10-17T19:18:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T19:20:31.703-07:00</updated><title type='text'>Até que a chuva parou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;&lt;em&gt;‘Don’t threaten me with love, babe. Let’s just go walking in the rain.’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete trechos de uma história cativante. Personagens reais, escravos e entregues a suas situações reais. Clique no título e acesse o blog do Filthy Mc Nasty e procure as publicações com o título Chuva. Esse blog foi uma recomendação da menina que samba até o chão e sente saudades dos tempos em que se mandava cartas de amor com brasões da família. Acho que temos isso em comum.&lt;br /&gt;Chuva. Esse é o título da história. Mais uma história levada por eventos simples que se sucedem num enredo que esconde muito mais do que aparenta à primeira impressão. Tanta coisa pode ser encontrada nas belas palavras de Filthy McNasty. Sete trechos de uma história que durou muito mais. Acompanhei desde o quinto episódio e mal pude esperar pelos dois últimos. Não queria que tivesse acabado. Podia durar mais. Mas acaba. Faça chuva ou faça sol.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116113803170277043?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filthymac.wunderblogs.com/' title='Até que a chuva parou'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116113803170277043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116113803170277043' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116113803170277043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116113803170277043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/at-que-chuva-parou.html' title='Até que a chuva parou'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116113790245591392</id><published>2006-10-17T19:15:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T19:18:22.466-07:00</updated><title type='text'>SAUDADE - Menina que samba até o chão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;'Você não sente saudade do tempo em que as pessoas escreviam cartas?&lt;br /&gt;E os amantes trocavam mensagens apaixonadas que eram guardadas amarradinhas com uma fita de seda vermelha, e que sempre acabavam na mão de algum vilão que fazia mil e uma chantagens ameaçando os namoradinhos?&lt;br /&gt;Agora, eu estaria escrevendo uma carta pra você e em vez de selo e coisa e tal - eu vou mais pro passado ainda - fecharia com alguma coisa parecida com parafina e estamparia o brasão da minha família (ai, que saudade do tempo em que brasão era coisa nobre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu escrevi isso porque tô sem nada pra fazer. Tinha até que estudar, mas fui no oftamologista e aquele colírio infernal não me deixa ler.'&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116113790245591392?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116113790245591392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116113790245591392' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116113790245591392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116113790245591392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/saudade-menina-que-samba-at-o-cho.html' title='SAUDADE - Menina que samba até o chão'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116095398424516740</id><published>2006-10-15T16:11:00.000-07:00</published><updated>2006-10-15T16:13:04.260-07:00</updated><title type='text'>NOITE EM CLARO - PRÓLOGO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Nunca imaginei o que me esperava nessa noite em que não dormi. Chego em casa, ainda estou no carro, já é dia claro e o sono começa a me deixar dormente, mas continuo no carro. Olho pro meu lado. Ela dorme. Até dormindo ela consegue ser penetrante. Fica ainda mais suave, dormindo com a cabeça encostada no vidro embaçado por sua respiração, boca semi-aberta, braços cruzados para enganar o frio de uma manhã ainda por florescer.&lt;br /&gt;Quando tranquei a porta do escritório e me dirigi ao elevador, lembro ter pensado que estava cansado. Ainda não eram nem seis horas da tarde e não fazia idéia do trânsito, do filme antigo de faroeste e de toda a aventura que me esperava durante a noite que chegava. As lembranças que tinham me deixado e voltaram como uma queda de mal jeito, que passa um tempo doendo mas depois você se acostuma com a dor e ela te dá mais força. As pessoas nas quais não pensava há anos. Os lugares, os cheiros, as bebidas, a piscina.&lt;br /&gt;Desço no elevador até meu carro. Hora do rush, todos saem dos seus trabalhos para voltarem a suas vidas. Não sei se mais algum deles teve uma noite como a minha. Acho difícil. Na hora passaram despercebidas por mim. Queria vê-las novamente, analisar seus rostos, suas expectativas. Provavelmente diriam que tiveram uma típica noite de terça-feira. Penso nos dois projetos em que estou trabalhando. Tento desviar o trabalho da minha cabeça, pensar na minha vida, nos meus planos. Tinha pensado em fazer uma viagem mas nem lembro mais pra onde queria ir. Algum país da América Latina. Uruguai ou Chile. Realmente não lembro.&lt;br /&gt;A cancela parece não funcionar e um rapaz com cara de menina faz o controle da saída dos veículos. Começo a pensar no que vou fazer quando chegar em casa. Provavelmente nada de demais. Tomar uma cerveja, comer alguma coisa, ver um filme e esperar o sono. Ou quem sabe eu possa passar a noite em claro, sair e encontrar velhos conhecidos, abraçar meu passado e deixar que ele me leve pro futuro que eu nem sabia, mas esperava que chegasse. Não penso nisso, mas é o que vai acontecer. Passo pela cancela, o rapaz com cara de menina me deseja boa noite. Ele me lembra alguém. Não consigo identificar quem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116095398424516740?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116095398424516740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116095398424516740' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116095398424516740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116095398424516740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/noite-em-claro-prlogo.html' title='NOITE EM CLARO - PRÓLOGO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116058371749832853</id><published>2006-10-11T09:14:00.000-07:00</published><updated>2006-10-11T09:28:53.133-07:00</updated><title type='text'>Mais um Chuco</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/chuco.0.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/320/chuco.0.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;"Chuco is short for Pachuco, which is a lowriding, zoot suit wearing Chicano from the 40's and 50's. He will be the baddest dresser of the Homies. His shoes will be spitshined, his shirts starched and creased, and his pants razor pleated. Every time we see him he will be completely dressed to kill. When he enters a scene, we hear oooh's and ah's from the viewing audience admiring his clothes. When he walks, we hear a drum sound (cymbals) from the forties, used heavily in the movie Zoot Suit by Luis Valdez. The ghost Pachuco in the movie Zoot Suit (portrayed masterfully by Edward James Olmos) is a perfect example of the style, moves, personality and speech of "Chuco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo de mágico e calhorda sobre esse nome, essa figura. Não sei explicar, mas todas as vezes que encontro alguma referência ao nome Chuco, acabo tendo as mesmas impressões, como se já esperasse, já soubesse do que se trata. Clicando no título você acessa a página onde achei esse Chuco, por indicação do parceiro fiel do Parerga. Digam se essa figura poderia ter outro nome. Acho que não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116058371749832853?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.homies.tv/homies_chuco.htm' title='Mais um Chuco'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116058371749832853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116058371749832853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116058371749832853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116058371749832853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/mais-um-chuco.html' title='Mais um Chuco'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-116039861310978052</id><published>2006-10-09T05:55:00.000-07:00</published><updated>2006-10-09T05:56:53.126-07:00</updated><title type='text'>O DIA EM QUE MORRI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Morri da maneira mais idiota possível. Atropelamento. Não, não fui atropelado. Atropelei. O problema era o que o desgraçado que atropelei tinha nas mãos. Nunca vi ninguém carregando aquilo no meio da rua, ainda mais numa manhã de sábado. Engraçado que eu nunca saio sábado de manhã. Sempre durmo até a hora do almoço. Hoje, porém, saí. E morri.&lt;br /&gt;O telefone tocou umas nove e meia. Era meu tio pedindo que eu levasse seu carro que estava comigo no mecânico. Problema no motor, não sei direito. Não entendo nada de carro. Nem precisava ser de manhã, mas já estava acordado e sabia que o sono não voltaria a ser a mesma coisa. Me levantei, tomei um café com pão carioquinha frio e duro, coloquei uma calça, a camisa que usei na noite anterior, quando saí pensando em acordar só na hora do almoço, e levei o carro do meu tio no mecânico. Mesmo sem saber nada sobre carros.&lt;br /&gt;Não havia muito movimento nas ruas. O céu estava cinza, indicando que choveria mais tarde. Se choveu mesmo, eu não sei. Morri antes que pudesse ver. Estava dirigindo meio desatento, admito, mas a vítima do meu atropelamento podia ter tido mais atenção ao atravessar a rua. Ainda mais com o que ele tinha nas mãos. Ainda não entendi o que ele fazia carregando aquilo em plena luz do dia. Para onde levava? Para quem?&lt;br /&gt;Nunca pensei que morreria assim, de um jeito tão besta. Sempre pensei que morreria bem velho, cheio de netos correndo e gritando ao meu redor. Dormiria feliz, ao lado da minha esposa com quem dividi a cama e a vida por mais de quarenta anos e simplesmente nunca acordaria. Uma morte tranqüila, leve. Quem sabe fosse mesmo num sábado de manhã. Mas não daquele jeito. Não hoje.&lt;br /&gt;Nem precisava estar tão velho e cheio de netos, mas que, pelo menos, fosse uma morte digna, heróica. Pulando de pára-quedas, salvando um bebê de um incêndio, escalando o Everest. Seria legal se eu contraísse uma vírus mortal ajudando crianças famintas no sul da Etiópia. Minha família ficaria triste, mas orgulhosa. Afinal, eu estava em todas as manchetes dos principais jornais nacionais. “Brasileiro morre salvando crianças famintas no sul da Etiópia e vira herói nacional”. Um bloco no Fantástico só pra mim. Uma ONG com meu nome.&lt;br /&gt;Mas não foi assim que eu morri. Acordei num sábado de manhã pra levar o carro do meu tio no mecânico e nunca voltei. Atropelei quem não devia. Não havia mais ninguém na rua carregando o que ele carregava. Não acredito em destino. Acho que essa foi a maneira dele calar a minha boca. E calou. Pra sempre.&lt;br /&gt;O cara que atropelei não morreu. Quebrou uma perna, no máximo. Por quê diabos ele andava com aquilo nas mãos no meio da rua? Nunca terei essa resposta, e isso é o que mais me irrita. Morri e nunca saberei ao certo por quê. Quando lembro da cena, tudo é muito claro na minha cabeça. Menos o que ele tinha nas mãos. Não consigo lembrar direito. Não sei se porque foi tudo tão rápido ou se nunca realmente soube o que era. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-116039861310978052?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/116039861310978052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=116039861310978052' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116039861310978052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/116039861310978052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/o-dia-em-que-morri.html' title='O DIA EM QUE MORRI'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115997786708714182</id><published>2006-10-04T09:02:00.000-07:00</published><updated>2006-10-04T09:04:27.106-07:00</updated><title type='text'>NOITE EM CLARO (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;O percurso de carro do trabalho até minha casa dá para ser feito em vinte minutos. Hoje, demorei quase uma hora e meia. Não sei se foi uma batida ou atropelamento, mas um acidente parou o trânsito, me deixando imerso em pensamentos no carro, tendo como música a buzina dos outros carros, uma vez que meu aparelho de som havia sido roubado, e como paisagem de fundo um amontoado de carros e pessoas cansadas, que chegaram ao fim de mais um dia de correria e só querem chegar logo em casa. Me incluo nessa categoria, estou cansado, posso sentir o cheiro da minha casa, a maciez da minha cama, mas um mar de luzes e buzinas me separa dos vinte minutos necessários para cumprir meu percurso.&lt;br /&gt;Vencido o trajeto, chego em casa. Aperto o botão do controle e a porta da garagem abre os braços para me receber. Estaciono e saio ansioso do carro, sonhando com o silêncio e escuridão da sala, sem ruídos de buzinas ou faróis sinalizando com luz alta. Respiro o ar limpo que envolve o ambiente e vou até a cozinha. Pego uma cerveja, a mais gelada que encontro. Tiro a roupa e sento só de cueca no sofá da sala, tomo um gole da cerveja e ligo a televisão. Passo os canais, deixo num filme antigo de faroeste.&lt;br /&gt;Pego alguma coisa na geladeira, esquento no microondas. Começa o tiroteio na televisão. Resolvo ligar pra Marina, saber se ela não quer vir aqui em casa, ou sair pra comer alguma coisa. Atende na terceira chamada. Não vai poder sair hoje, tem que terminar umas coisas do trabalho e acordar cedo pra uma apresentação no dia seguinte. A Marina trabalha numa revista de moda fazendo não sei o quê. Nos conhecemos há uns quatro meses e temos uma relação bem aberta. Sem cobranças. Somos amigos, acima de tudo. Só que, às vezes, fazemos sexo. Uma vez a gente até conversou sobre isso, ela disse que somos duas pessoas que não devem nada a ninguém, que nos damos bem e temos tesão um no outro. Disse que não queria estragar isso tendo um relacionamento sério comigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115997786708714182?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115997786708714182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115997786708714182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115997786708714182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115997786708714182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/noite-em-claro-i.html' title='NOITE EM CLARO (I)'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115984030628357273</id><published>2006-10-02T18:50:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T18:51:46.300-07:00</updated><title type='text'>ENTREGA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não sabia ao certo o que sentia por ela. Era linda, loira, olhos claros, mais alta que eu, Acho que talvez fosse até estranho para quem visse de fora. O que diabos ela estava fazendo com aquele cara?&lt;br /&gt;Voltávamos da casa de um amigo. Já passava das três da madrugada, mas ela disse que não queria ir direto para casa. Eu sabia o que aquilo significava, mas não tinha grana pra levá-la pra um motel. Terminamos indo pro estacionamento do shopping, acompanhados de mais um cinco carros estacionados em frente ao supermercado 24hrs.&lt;br /&gt;Nos beijamos, tirei a sua blusa, ela tirou a minha. Quando já não dava pra continuar cada um sentado no seu lugar, separados pela inconveniência da marcha, fomos para o banco de trás. Ela disse que achava que estava começando a gostar demais de mim. A beijei, não sabia o que responder. Queria ser sincero, queria retribuir tudo que ela sentia e ser o homem que ela merecia. Mas não era. Nunca fui e nem nunca entendi o que me impediu de me apaixonar por ela. Era carinhosa, linda, atenciosa, gostava de mim apesar do meu jeito distante. Não é que eu não gostasse dela. Sempre tive muito carinho por ela e ainda hoje lembro dela como um dos meus melhores relacionamentos. Mas nunca consegui amá-la.&lt;br /&gt;Abriu o botão da minha calça. Disse que me desejava. Ela era bem melhor que eu. Me dava tudo que eu precisava, não me cobrava muito. Levantei sua saia e fui ao seu encontro. Não havia muito espaço e os movimentos eram restritos, mas estava acostumado a me mover no banco de trás do meu carro.&lt;br /&gt;O clima esquentou. Ela me olhava com ternura e entrega. Sentia que era minha e sabia que não era seu. Olhava pra ela e a dominava, via que ela gostava, estava no controle e isso me fazia bem. Havia, no entanto, uma tristeza em seus olhos. Sentia falta da minha entrega, do meu retorno. E isso era algo que não mudaria, por mais que tentasse.&lt;br /&gt;O segurança do shopping bateu no vidro embaçado do meu carro. Nós não podíamos continuar com aquela pouca vergonha naquele lugar. Suado, com as calças na mão e ainda meio desnorteado, tentei justificar com palavras balbuciadas e desconexas, mas ele nem me ouviu e mandou mais uma vez que fossemos atrás de outro local para continuarmos o que estávamos fazendo.&lt;br /&gt;Nos vestimos e fui deixá-la em casa. O clima se fora. Antes de descer do carro, ela me beijou e encarou por um tempo. Senti que esperava, numa última tentativa desesperada, que eu dissesse algo, que desse algum sinal de vida de um amor que não existia. Permaneci calado. Ela sorriu falsamente, decepcionada e triste com o fim do que tínhamos, e desceu do carro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115984030628357273?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115984030628357273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115984030628357273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115984030628357273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115984030628357273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/10/entrega.html' title='ENTREGA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115948508757750357</id><published>2006-09-28T16:09:00.000-07:00</published><updated>2006-09-28T16:11:27.576-07:00</updated><title type='text'>POEMA NA MESA DE BAR</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Mais uma dose na mesa do bar&lt;br /&gt;O torpor que acompanha sempre calado&lt;br /&gt;Ainda me pergunto se ela voltará&lt;br /&gt;Ou pagarei a conta sem ninguém ao meu lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que assim consiga entender&lt;br /&gt;O motivo pelo qual insisto outra vez&lt;br /&gt;Nesses amores de hoje sem porquê&lt;br /&gt;Mais uma conta paga no fim do mês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais alguém que escuta o que digo&lt;br /&gt;Não vejo quem é ou onde me espera&lt;br /&gt;Para encararmos juntos a vida em perigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, registro para quem me encontrar&lt;br /&gt;Talvez amanhã ou numa próxima era&lt;br /&gt;Palavras de alguém sem contas para pagar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115948508757750357?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115948508757750357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115948508757750357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115948508757750357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115948508757750357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/09/poema-na-mesa-de-bar.html' title='POEMA NA MESA DE BAR'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115941072662901390</id><published>2006-09-27T19:31:00.000-07:00</published><updated>2006-09-27T19:32:06.630-07:00</updated><title type='text'>AR - Lucy Donegan</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;“Bem longe da civilização&lt;br /&gt;Algum dia eu vou&lt;br /&gt;Fazer Arte&lt;br /&gt;E viver de Ar&lt;br /&gt;Fugir dos pecados e Capitais&lt;br /&gt;Fugir de qualquer tipo de condenação&lt;br /&gt;A minha superfície Vai se encontrar&lt;br /&gt;Com uma montanha e mergulhar&lt;br /&gt;Num mar de Ar&lt;br /&gt;A-mar – é (somente)&lt;br /&gt;Se deixar levar” &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115941072662901390?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115941072662901390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115941072662901390' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115941072662901390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115941072662901390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/09/ar-lucy-donegan.html' title='AR - Lucy Donegan'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115941028030771220</id><published>2006-09-27T19:23:00.000-07:00</published><updated>2006-09-27T19:24:40.320-07:00</updated><title type='text'>VIAGEM NO TEMPO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Acordamos à uma meia da madrugada. Tínhamos dormido demais. Era nossa última noite em Ouro Preto e não podíamos passá-la dentro do quarto, fugindo do frio e das possibilidades que nos aguardavam lá fora. Estávamos eu e o Lauro, um amigo meu que sei que posso contar para viagens. A pousada em que estávamos hospedados era temática, seus funcionários vestiam-se com roupas do século XVIII. Isso sempre me divertia. Tinha a ver com todo o clima da cidade, aquele aspecto antigo, uma viagem no tempo.&lt;br /&gt;Passamos três dias lá e a cidade já havia me conquistado. Comentei que queria morar seis meses lá. As ladeiras, as ruas de pedra, a arquitetura barroca das igrejas, tudo parecia o cenário ideal pra escrever, pra pensar, pra viver. Acostumado com uma cidade plana como Fortaleza, as visuais dos morros cobertos por casinhas de um outro século, como bolos deliciosos com as mais diversas coberturas, com locais estratégicos de onde se vislumbra toda a cidade, surgindo como quadros escondidos atrás de paredes que de repente aparecem diante de seus olhos, mais parecia um recorte no tempo, um hiato em minha vida até então.&lt;br /&gt;Chegamos no bar já passava das duas. Encontramos uns amigos que tínhamos conhecido na noite anterior, na festa da universidade de lá. Bebemos até o céu tomar uma tonalidade azul clara, conversando sobre aquele momento maravilhoso, naquela cidade maravilhosa. Gole após gole o frio acalmava, as pedras perdiam o equilíbrio e Ouro Preto ficava cada vez mais bela.&lt;br /&gt;Indo atrás de pegar um táxi pra voltar pra pousada, descendo a última ladeira, exausto de tanto sobe e desce, com o céu agindo com assistente de palco com a iluminação necessária, formou-se o cenário da cidade que me dizia adeus. Podia ver suas montanhas me abraçando, suas subidas e descidas deslizando sob mim, fazendo cócegas na sola dos meus pés. Parei um pouco e sentei na calçada gelada. O Lauro seguiu direto pro táxi, me deixando a sós com aquela que sabia que não veria por um bom tempo.&lt;br /&gt;Vislumbrei os instantes finais da minha última noite na cidade que me conquistara. Lembrei dela, e quis que estivesse comigo naquele momento. Voltaria um dia com ela, prometi pra mim mesmo. Quem sabe até ela viesse morar seis meses aqui comigo? Tentei ligar pra ela, mas não consegui. Me levantei, senti o peso combinado da embriaguez e do sono. Cheguei no táxi e vi que o Lauro dormia no banco de trás. O sol colocava seus primeiros sinais de vida sobre a praça. Chegando na pousada, fomos recebidos por um homem de uns cinqüenta anos, vestido com roupas do século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115941028030771220?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115941028030771220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115941028030771220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115941028030771220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115941028030771220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/09/viagem-no-tempo.html' title='VIAGEM NO TEMPO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115895852298957916</id><published>2006-09-22T13:54:00.000-07:00</published><updated>2006-09-22T13:55:23.006-07:00</updated><title type='text'>NO ENCANTO DA PAISAGEM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;O reflexo suave da lua&lt;br /&gt;Que me tirava todo o ar&lt;br /&gt;Silhueta montanhosa toda nua&lt;br /&gt;Planalto que chama a escalar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo as belas curvas deslizarem&lt;br /&gt;Aguçam todos os meus sentidos&lt;br /&gt;Minhas mãos, não consigo com que parem&lt;br /&gt;Cada curva, um poema a ser lido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachoeira que deságua na paisagem&lt;br /&gt;Um vale entre montanhas e a flora&lt;br /&gt;Não sei se vejo verdade ou miragem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã grita as luzes que chegaram&lt;br /&gt;No encanto vejo que perdi a hora&lt;br /&gt;Novo dia, as montanhas despertaram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115895852298957916?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115895852298957916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115895852298957916' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115895852298957916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115895852298957916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/09/no-encanto-da-paisagem.html' title='NO ENCANTO DA PAISAGEM'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115880192828271899</id><published>2006-09-20T18:15:00.000-07:00</published><updated>2006-09-20T18:36:16.440-07:00</updated><title type='text'>EXTENSÃO - Lucy Donegan</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;“De diversas formas me edifiquei&lt;br /&gt;Diversa&lt;br /&gt;E busquei algum tipo de paz e ritmo&lt;br /&gt;Os caminhos de pedra&lt;br /&gt;E o flutuar das águas&lt;br /&gt;E cores&lt;br /&gt;De alguma forma Me edifiquei&lt;br /&gt;E contrastes&lt;br /&gt;Com trastes&lt;br /&gt;Eu rodo E busco O quê já encontrei&lt;br /&gt;Mas só me vêm novidades&lt;br /&gt;Minh'alma se assusta E engrandece&lt;br /&gt;E meu corpo&lt;br /&gt;Meu corpo treme Esse eterno desabrochar&lt;br /&gt;É que o mundo tem as portas abertas&lt;br /&gt;E minhas pernas querem andar&lt;br /&gt;Para que meu olhar&lt;br /&gt;Se permita&lt;br /&gt;Para que meu amor&lt;br /&gt;Se extenda&lt;br /&gt;Para que meu corpo&lt;br /&gt;Se extenda E seja livre.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Palavras da amiga poeta desenhista parceira de projetos, Lucy Donegan. Fica minha admiração.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#993399;"&gt;* O formato do texto foi alterado por limitações do site. Interessados, tenho o original.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#993399;"&gt;BB&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115880192828271899?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115880192828271899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115880192828271899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115880192828271899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115880192828271899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/09/extenso-lucy-donegan.html' title='EXTENSÃO - Lucy Donegan'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115879670067186963</id><published>2006-09-20T16:46:00.000-07:00</published><updated>2006-09-20T16:58:20.760-07:00</updated><title type='text'>EM ALTO MAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Onda que quebra forte sobre mim&lt;br /&gt;Num mar cego, em fúria e sem dó&lt;br /&gt;Enquanto me afogo percebo assim&lt;br /&gt;Que nesse oceano me encontro só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco uma ilha, um pedaço de terra&lt;br /&gt;Já sem fôlego, perdendo o ar&lt;br /&gt;Náufrago perdido, sem rumo que erra&lt;br /&gt;Um corpo que bóia sem mais nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à ilha na sombra me deito&lt;br /&gt;Fugindo do sol que tenta cegar&lt;br /&gt;Sentindo ainda um aperto no peito&lt;br /&gt;Sofro sem lágrimas, ainda sem ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terra respiro por um tempo qualquer&lt;br /&gt;Mas logo percebo para onde me vou&lt;br /&gt;Sinto o frio na ponta do pé&lt;br /&gt;Dessa onda de saudade, desse mar de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Afinal, o que é a saudade senão uma onda nesse oceano infinito chamado amor? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115879670067186963?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115879670067186963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115879670067186963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115879670067186963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115879670067186963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/09/em-alto-mar.html' title='EM ALTO MAR'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115819652538473374</id><published>2006-09-13T17:58:00.000-07:00</published><updated>2006-09-13T18:15:25.480-07:00</updated><title type='text'>De volta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Enfim, voltei. Depois de curtir um pouco de Minas e Brasília, cheguei e uma viagem pra Jeri me apareceu do nada. Como não conhecia, não resisti e embarquei mais uma vez, com direito a ônibus quebrado no meio do nada e caminhonete atolada. Pelo menos surgirão mais aventuras para o Chuco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Só digo uma coisa: Ouro Preto não existe. Só pode ser fruto da minha imaginação. É tudo maravilhoso lá, tudo muito bem conservado, uma verdadeira viagem no tempo. Recomendo fortemente pra quem tiver a oportunidade. Perdi uma grande chance em Brasília porque descobri que, enquanto estava lá, o Daniel Galera (escritor que admiro e até já recomendei por aqui) também estava, participando da feira do livro, eu acho. Teria sido massa trocar umas idéias com ele. Mas ficou pra próxima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Bom, para aqueles que aguardam ansiosamente mais histórias, não fiquem tristes. Já tenho duas encaminhadas e cheguei até a pensar num projeto maior, que vamos ver se rola. As idéias continuam fluindo, a inspiração ainda existe. A vontade de escrever é uma coisa louca mesmo, né? Mario Vargas Llosa disse que não é o escritor que escolhe as histórias, mas as histórias que escolhem o escritor... acho que concordo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Enfim, já estou viajando demais.. não desistam de mim, ainda virão mais histórias!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Cheiro a todos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;BB/Chuco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115819652538473374?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115819652538473374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115819652538473374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115819652538473374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115819652538473374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/09/de-volta.html' title='De volta'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115635333914130110</id><published>2006-08-23T10:13:00.000-07:00</published><updated>2006-08-23T10:15:39.156-07:00</updated><title type='text'>Em partida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;‘Talvez abuso um pouco das reminiscências osculares; mas a saudade é isto mesmo; é o passar e repassar das memórias antigas.’ – Machado de Assis, &lt;em&gt;Dom Casmurro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou-me indo em busca de mais aventuras em Minas Gerais e Brasília. Acabou que Fortaleza é pequena demais para tamanho espírito aventureiro. Fica esse trecho desse livro recomendado pelo parceiro do Parerga, fica a saudade, ficam as memórias antigas.&lt;br /&gt;Espero que essa viagem traga bons frutos, boas histórias. Quando voltar, veremos.&lt;br /&gt;Fiquei sabendo que vai ter um festival de Gastronomia em Ouro Preto e tomara que lote! No mais vou conhecer cidades históricas e sair nas noites pra explorar o local. Depois sigo pra Brasília, ver a cidade de Lúcio Costa e as obras de Niemeyer. Espero que sejam tão bonitas quanto nas fotos. E, também, curtir as noites. Em seguida, volto pra vocês!&lt;br /&gt;Aproveitem esse tempo sem atualizações para ler outras coisas e fuçar bem muito no orkut dos outros (mas não esqueçam de desativar aquele rastreador!).&lt;br /&gt;Abraços e beijos a todos que ficam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#993399;"&gt;BB/Chuco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115635333914130110?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115635333914130110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115635333914130110' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115635333914130110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115635333914130110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/em-partida.html' title='Em partida'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115584642627730015</id><published>2006-08-17T13:25:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T13:27:06.316-07:00</updated><title type='text'>TAINÁ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Ela nunca foi muito de contar seus problemas para os outros. Mais retraída, preferia ajudar, escutar e dar conselhos do que pedir algum. Andava meio insegura com relação a muitas coisas. Estava terminando a faculdade de Psicologia, ainda sem ter total certeza se era aquilo que queria. Tinha tantos planos, tantos sonhos que ainda não realizara. Lembrou do livro que queria escrever. Já tinha até o nome da personagem principal. Tainá. Era uma modelo que morava na Tailândia, e que, lá, conheceu e se apaixonou por um francês que a chamou para morar com ele na França.&lt;br /&gt;Via nessa personagem um pouco de si, ou pelo menos do que queria para si. Viajava nessa história e já tinha até feito algumas anotações, escrito alguns trechos. Os atropelos da vida cada vez mais corrida, no entanto, acabaram com seu tempo e com seu livro que, agora, não passava de um devaneio de uma época jovem e sonhadora que voltava algumas noites enquanto esperava o sono chegar.&lt;br /&gt;Queria conhecer o Japão, a cultura oriental a fascinava. Essas frustrações e outras mais vieram todas de uma vez nessa tarde chuvosa que passou em casa, doente, em frente ao computador. Enquanto navegava na Internet, um site em particular a marcou bastante.&lt;br /&gt;Uma escritora que gostava muito mantinha um blog e ela passou umas três horas lendo todos seus os textos. Algo a tocava a cada palavra que lia, pois via naquela mulher, a personagem de seu novo livro. O livro que não abandonaria, e que seria um grande sucesso de vendas.&lt;br /&gt;Via, ali, nas fotos de viagens e festivais que a escritora participara, a vida que queria para si. Imaginou-se naquele meio, conversando com outros escritores, e, realmente, realizando alguma coisa. Era isso que mais a perturbava. O fato de sentir que os dias passavam e não realizava nada concreto. Escreveu um conto nesse dia. Pintou um quadro, o que não fazia a mais de dois anos. Ainda levava jeito.&lt;br /&gt;Tantas coisas, tantos talentos que, às vezes, se esquecesse e ficam pra trás. Mas é isso que dá o verdadeiro prazer, o verdadeiro valor à história de uma vida. Ficou feliz ao perceber que ainda restava algo dentro dela que podia admirar. Lembrou da jovem sonhadora que sonhava em escrever um livro e morar alguns anos na praia, pintando. Sentiu sua presença, sentiu seu coração acelerado. Sentiu que estava viva e que não precisava invejar sua escritora favorita. Era capaz de ter sua vida e ser feliz com ela.&lt;br /&gt;Mandou um e-mail para a escritora agradecendo a inspiração e a luz que tinha dado a ela. Contou o dia que tivera e mandou também o conto que escrevera. Não esperava resposta. Não se importava com a vida que não levava. Era hora de deixar de escrever sobre personagens fictícias e fazer sua própria história. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115584642627730015?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115584642627730015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115584642627730015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115584642627730015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115584642627730015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/tain.html' title='TAINÁ'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115583864636042879</id><published>2006-08-17T10:59:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T11:17:26.470-07:00</updated><title type='text'>Frase do dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;‘Acho que sou melhor inventando jogos do que jogando.’ – Lars Von Trier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava assistindo os extras do DVD ‘Dançando no Escuro’, do diretor dinamarquês Lars Von Trier, quando ele falou essa frase. Achei fantástica. Me identifiquei na hora. Ontem mesmo estava tentando explicar pra duas amiga minhas porque escolhi Arquitetura e porque jamais faria Direito. Fiquei embolando palavras, falando sobre uma veia artística, menos pragmática. Enfim, falei muito e disse pouco. Mas acho que agora talvez elas entendam o que eu quis dizer, apesar de terem dito que tinham entendido já, talvez para eu parar de viajar e desistir de me explicar. Falando nesse filme, eu recomendo. Quer dizer, é meio estilo Dogville, do mesmo diretor. Não é fácil assistir, pode chegar a ficar monótono, mas conseguindo passar por isso, vale a pena. Eu tinha um grande preconceito com a Björk, mas nesse filme ela me surpreendeu. Não só atua no papel principal extraordinariamente bem (ganhou até prêmio de melhor atriz em Cannes), como compôs e cantou a trilha sonora do filme lindamente. O filme tem uma inclinação pra musical, então ela canta algumas vezes no decorrer do filme mesmo. Impressionante a performance dela, me surpreendeu. Björk calou minha boca. Como eu tenho uma amiga que adora ela, e que eu sempre disse pra ela que não gostava, quero dedicar essa postagem a essa pessoa. Nem sei se ela vai ler, faz um tempo que não a vejo ou falo com ela. Mas, se ler, eu admito, a Björk, nesse filme, é o cara! E dedicar, também, pras duas amigas, que nem sei se conhecem esse site, mas que me viram não conseguir explicar o que eu queria ontem e, mesmo assim, disseram que tinham entendido. Valeu pelo apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro para todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115583864636042879?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115583864636042879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115583864636042879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115583864636042879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115583864636042879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/frase-do-dia.html' title='Frase do dia'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115583758357255510</id><published>2006-08-17T10:57:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T10:59:43.583-07:00</updated><title type='text'>Devaneios do Chuco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Estava dando uma olhada nas anotações do Chuco e achei uns devaneios filosóficos que achei bem interessante. Aqui vão alguns.&lt;br /&gt;‘Existem três certezas na vida: a morte, os impostos e as pistoleiras.’&lt;br /&gt;‘Quem não joga verde é porque é daltônico.’&lt;br /&gt;‘Tá na chuva, procure uma mulher de branco.’&lt;br /&gt;‘Se você pensa que cachaça é água, você nunca bebeu Pitu.’&lt;br /&gt;‘Dizem que, dentro de alguns anos, vai haver guerra por água. Eu imagino a guerra pela cerveja.’ ‘Se uma fruta não presta, você come outra. As mulheres dizem que homem não presta, e ainda vem com reclamação.’&lt;br /&gt;‘Se picanha fizesse mal, eu só comia a gordura.’&lt;br /&gt;‘Uma vez na roda, gire!’&lt;br /&gt;‘Felicidade é ter uma irmã gostosa e descobrir que ela é adotada.’&lt;br /&gt;Esse Chuco... Aguardem mais! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115583758357255510?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115583758357255510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115583758357255510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115583758357255510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115583758357255510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/devaneios-do-chuco.html' title='Devaneios do Chuco'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115559934385594039</id><published>2006-08-14T16:47:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:49:03.870-07:00</updated><title type='text'>PÔR-DO-SOL NO JACARÉ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Andava mal há algum tempo. Sua ex que fora estudar fora havia voltado para as férias e, numa noite de bebedeira, acabaram ficando juntos. Tudo voltou à tona e ele, que pensava que aquela história já pertencia ao passado, estava novamente apaixonado por ela. Acabaram as férias e ela voltou para sua nova vida, longe dele. Durante muito tempo ficou pensando em como proceder, pois não queria perder sua vida de curtição que chegava no seu auge, mas, ao mesmo tempo, não queria perdê-la. Pensou em chamá-la pra voltar, e até mesmo, em ir ao seu encontro.&lt;br /&gt;Um dia, porém, descobriu que ela arranjara um namorado. Tinha seguido em frente, continuado sua nova via. Aquilo abalou-o demais e precisava espairecer, pensar um pouco em sua vida, quase não tinha tempo para pensar, estava sempre muito ocupado com a faculdade, trabalho e bebedeiras nos fins de semana. Resolveu fazer uma viagem. Estava mais angustiado que nunca e precisava fazer algo diferente. Foi de carro com três amigos para um encontro de estudantes de arquitetura em João Pessoa. Aventura, pessoas novas, novos ambientes. Talvez estivesse precisando mesmo de novos ares. Procurou curtir cada momento da viagem.&lt;br /&gt;Viu o pôr-do-sol na praia fluvial do Jacaré ao som do Bolero de Ravel, sentado num píer, com os pés dentro da água. Mergulhou e o frio lavou sua alma. Sentiu o peso que escorria junto com as gotas enquanto se segurava pra não ser levado pela correnteza. Saiu, o frio lhe doía, mas era uma dor boa. A dor da vitória, como se tivesse saído de uma luta, ensangüentado e dolorido, porém vitorioso e triunfante. Havia vencido seus medos, vivido o momento. Não queria perder nada. Sabia que a vida estava passando e podia não entender o que necessitava, nem sequer o que lhe traria a verdadeira felicidade. Mas queria viver o que aparecesse em sua vida, queria sentir as emoções, as sensações, tudo que cruzasse seu caminho. Não importava o destino, mas o caminho e as escolhas feitas para se alcançar seus objetivos.&lt;br /&gt;O vento frio contrastava com aquele sol imenso que se punha atrás das montanhas, imersas nas águas do rio que refletiam o espetáculo com um toque final de magia e beleza. E, naquele momento, estava feliz. Entendeu o que precisava naquele instante. Queria viajar, conhecer novas pessoas, novos lugares, e, em cada um deles, aproveitar cada oportunidade que aparecesse. O mundo era grande demais e ele queria ver até onde conseguia ir. Sair da sua realidade e ir pra João Pessoa de carro com seus amigos parecia ter tido a finalidade de levá-lo àquele pôr-do-sol, àquele momento. E era só o começo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115559934385594039?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115559934385594039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115559934385594039' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115559934385594039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115559934385594039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/pr-do-sol-no-jacar.html' title='PÔR-DO-SOL NO JACARÉ'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115523438094806016</id><published>2006-08-10T11:25:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:26:20.950-07:00</updated><title type='text'>ESTAR COM VOCÊ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Estar com você é não querer saber o que há lá fora&lt;br /&gt;É te esperar, e cada minuto parecer uma hora&lt;br /&gt;E passar o dia inteiro, só olhando pro telefone&lt;br /&gt;Esperando que você ligue e diga o meu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tentar esquecer a briga da noite passada&lt;br /&gt;E não conseguir dormir&lt;br /&gt;É lembrar de você assim do nada&lt;br /&gt;E não conseguir parar de rir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem nada melhor do que quando você&lt;br /&gt;Me liga assim de repente, só pra falar da gente&lt;br /&gt;E diz pra mim que está tudo bem&lt;br /&gt;E que eu sou alguém que te faz feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar com você é deixar todo o meu orgulho de lado&lt;br /&gt;E saber admitir toda vez que eu estou errado&lt;br /&gt;É não querer desligar mesmo sem ter nada pra te dizer&lt;br /&gt;É não agüentar mais pra cantar essa música que eu fiz pra você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tentar esquecer a briga da noite passada&lt;br /&gt;E não conseguir dormir&lt;br /&gt;É lembrar de você assim do nada&lt;br /&gt;E não conseguir parar de rir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem nada melhor do que quando você&lt;br /&gt;Me liga assim de repente, só pra falar da gente&lt;br /&gt;E diz pra mim que está tudo bem&lt;br /&gt;E que eu sou alguém que te faz feliz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115523438094806016?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115523438094806016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115523438094806016' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115523438094806016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115523438094806016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/estar-com-voc.html' title='ESTAR COM VOCÊ'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115523385672803613</id><published>2006-08-10T11:11:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:28:07.076-07:00</updated><title type='text'>Fortaleza dos Sonhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Rolou uma exposição chamada Fortaleza dos Sonhos, onde arquitetos e estudantes fizeram propostas para a Fortaleza de seus sonhos. Eu participei com mais três amigos lá da faculdade. Os trabalhos estão expostos lá na Praça do Ferreira até não sei quando.. Clicando no título você ver mais coisas sobre isso. Enfim, fiz uma pequena poesia que tem a ver com nossa proposta. É essa aqui de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha querida Fortaleza,&lt;br /&gt;Sei que atrás de tantos muros&lt;br /&gt;Escondes tamanha beleza&lt;br /&gt;Belos quadros em quartos escuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o Centro até o litoral&lt;br /&gt;Toda sua história de vida&lt;br /&gt;Não te quero fazer nenhum mal&lt;br /&gt;Só viver minha Fortaleza querida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa vontade só tende a crescer&lt;br /&gt;Esperando, um dia, livre caminhar&lt;br /&gt;Nessa cidade que quero viver&lt;br /&gt;Nessa cidade em que insisto em sonhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115523385672803613?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.semam.fortaleza.ce.gov.br/not_sonhos.html' title='Fortaleza dos Sonhos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115523385672803613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115523385672803613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115523385672803613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115523385672803613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/fortaleza-dos-sonhos.html' title='Fortaleza dos Sonhos'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115500696917494494</id><published>2006-08-07T20:12:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:22:27.230-07:00</updated><title type='text'>Dicas, apenas dicas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Hoje serei sintético. Sem perder a cor, claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Filme: SubUrbia - Richard Linklater&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Música: Steady, as she goes - Raconteurs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Livro: Banquete com os deuses - Luís Fernando Veríssimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Valeu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115500696917494494?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115500696917494494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115500696917494494' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115500696917494494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115500696917494494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/dicas-apenas-dicas.html' title='Dicas, apenas dicas'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115480118983378473</id><published>2006-08-05T11:05:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:23:16.243-07:00</updated><title type='text'>ONDE VOCÊ SE METEU?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde você se meteu? Se foi e não mais voltou, parece que faz tanto tempo, nem lembro mais. Queria entender, te ouvir, saber o que eu fiz para que você fosse embora assim. Sinto tanto sua falta, seu sorriso, suas brincadeiras, suas danças que me faziam esquecer todos meus problemas e apenas sorrir. Só você conseguia isso. Tanta falta, parece uma eternidade que você se foi, por favor, volte.&lt;br /&gt;Quando me dou por mim estou pensando em você, perdido nas lembranças, afundado em memórias, sem ar. É muito ruim tentar entender o que aconteceu, tentar explicar pra mim mesmo porque você não está aqui do meu lado, me abraçando, me beijando, me dando vida. Agora não tenho nada, passo os dias, vendo a chuva cair, os carros passarem. Sempre chove, sempre há carros nas ruas. O movimento da vida passa por mim, aqui, sentado, parado, imerso em pensamentos sobre você. Uma coisa é certa, você não sabe o que tem até perder. E as segundas chances não aparecem.&lt;br /&gt;Tem dias que eu me sinto um nada, muito só, esses são os dias mais longos. Penso em desistir. Olho o telefone, espero que você ligue, olho o correio, nenhuma carta. Sento em casa, espero que você volte. Tanta falta, onde você se meteu? Os lugares que íamos juntos, nosso restaurante favorito, nosso lugar no cinema que ninguém mais ocupava, os filmes que nos fizeram partilhar das mesmas lágrimas. Tudo isso parece tão longe agora, assim como você. E pensar que um dia fomos um só, mesmo corpo, mesmo espírito.&lt;br /&gt;Me sinto inútil, sem poder fazer nada pra te trazer de volta. Se era tão forte, porque se partiu, porque não acha forças pra se refazer? Será que morreu? Não voltará nunca mais. É triste pensar assim, o amanhã não parece mais claro, continua nublado, a vida passa em câmera lenta. Parece uma eternidade esse tempo que você se foi.&lt;br /&gt;Eu te odiei por me deixar, por ir embora sem me levar. Não quis saber seus motivos, não quis que você fosse feliz. Te desejei toda dor do mundo, toda minha dor. Quis nunca mais te ver, ouvir sua voz, sentir seu cheiro. Me senti um idiota. Agora quero tudo de novo, você, sua voz, seu cheiro. Está em todo lugar que eu vou, me persegue. Mas não consigo te encontrar. Onde você se meteu? Se foi e não mais voltou. Onde você está, meu amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Baseado na música ‘Where’d you go?’, Fort Minor. Recomendo reler ouvindo essa música, talvez dê pra sentir as palavras melhor. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115480118983378473?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115480118983378473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115480118983378473' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115480118983378473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115480118983378473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/onde-voc-se-meteu.html' title='ONDE VOCÊ SE METEU?'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115479919560313989</id><published>2006-08-05T10:31:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:23:57.596-07:00</updated><title type='text'>MEUS CINCO CONTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Tinha que terminar de escrever uma série de cinco contos que tinha prometido pra um amigo meu que trabalhava no jornal até sexta-feira. Já era quarta e já anoitecia e eu ainda não tinha escrito nenhum completo. Muitas idéias, anotações que nem eu entendia direito quando ia reler porque a maioria tinha sido escrita de madrugada, naqueles momentos iluminados que insistem em só aparecer nas horas mais inoportunas.&lt;br /&gt;Estava trabalhando junto com o Iuri, outro amigo meu que não é escritor (acho não tenho nenhum amigo escritor, são todos uns chatos prepotentes), mas que trabalha comigo lá no escritório. Ele faz uns trabalhos aí de arquitetura, daí de vez em quando tem que virar a noite e a gente fica trabalhando junto, tomando café e falando merda até algum dos dois abrir. É divertido e eu acho que eu me ajuda a escrever melhor, até porque acho que é a noite que as melhores idéias me vêm à cabeça.&lt;br /&gt;Enfim, nessa madrugada aí a gente tava sem saco nenhum de ficar trabalhando até tarde. Decidimos dar uma saída pra voltar mais tarde e terminar de trabalhar. Fomos eu, ele, a Jéssica, que é namorada dele, e a Luciana, outra amiga nossa. Passamos na casa de uma ex-namorada minha que agora morava fora, mas que tava passando as férias aqui. Ela ia embora no outro dia de manhã e eu queria me despedir dela. Acho que ainda gosto dela. Esses grandes amores nunca desaparecem totalmente. Se desaparecem, é porque não foram tão grandes assim. Tinha pensado até em chamar ela pra voltar a morar aqui, comigo. Não sabia se ela ia aceitar ou me dar um tapa na cara. Estava acostumado já com tapas na cara, não fazia mal. Depois de passar um tempo na casa dela, nos despedimos, eu a chamei pra voltar a morar aqui e ela disse que ia pensar. Escapei desse tapa.&lt;br /&gt;Quando a gente saiu de lá já era mais de meia-noite. Sabia que não ia mais produzir nada aquela noite, então fomos procurar algum lugar pra beber. Tava tudo fechado, um absurdo. Paramos num supermercado e compramos uns vinhos estranhos pra beber na casa da Jéssica. Chegamos lá e descobrimos que os vinhos estranhos eram, na verdade, catuaba. Bebemos mesmo assim. Nem é tão ruim assim, é só estranho, daqueles que você sente a ressaca do outro dia enquanto bebe.&lt;br /&gt;Ficamos lá conversando, jogando todos os jogos de beber que existem. Acabamos a maldita catuaba uma quatro e quinze da madrugada, o céu já começava a ficar azul escuro. Todos muito bêbados, a Jéssica quase não conseguiu subir pro apartamento dela, o Iuri teve que leva-la nos braços. Eu agora tinha certeza que não produziria mais nada essa noite. Deixamos a Luciana em casa e voltamos pro escritório. Decidimos dormir pra acordar cedinho no dia seguinte e terminar nossas coisas. Me encostei num sofá e o Iuri no outro e caímos no sono. Acordei umas sete, morto de ressaca. Queria que alguém cortasse minha cabeça. E estava enjoado, também. Maldita catuaba. O Iuri não conseguiu acordar. Fui ao banheiro, vomitei roxo, igualzinho ao que eu tinha bebido no dia anterior. Voltei pro computador. Já tinha meus cinco contos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115479919560313989?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115479919560313989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115479919560313989' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115479919560313989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115479919560313989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/meus-cinco-contos.html' title='MEUS CINCO CONTOS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115464435101209194</id><published>2006-08-03T15:31:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:24:21.630-07:00</updated><title type='text'>UM DIA PRODUTIVO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Mal chegara em casa já se sentia cansado. Só a idéia dos trabalhos que tinha que fazer e dos textos que tinha que ler já o deixava exausto. Precisava arranjar algo para ocupar seu tempo, porque, assim, adiava suas obrigações já a muito atrasadas e não ficava com peso na consciência por ter passado a tarde dormindo ou assistindo televisão.&lt;br /&gt;Decidiu arrumar seu quarto. A mãe nem acreditou quando passou e viu o menino juntando os infinitos papeis e caixas sem utilidade. Já havia sido motivo de inúmeras brigas entre os dois, aquele quarto. A arrumação teria tomado sua tarde inteira, se não fosse tão trabalhosa. Por mais que tentasse trazer alguma ordem para o cômodo, parecia uma tarefa impossível. Desistiu e começou a pensar em algo mais a fazer enquanto preparava um lanche, tão merecido depois de uma tarde tão cansativa.&lt;br /&gt;Lembrou da melhor amiga que agora morava fora e sempre cobrava as novidades. Escreveu uma longa carta, cheia de detalhes, três páginas completas e muito bem escritas. Pensou em cada palavra. E ainda passou a limpo, afinal era sua melhor amiga e merecia uma carta bem feita. Viu que o sol começava a se por. Estava quase conseguindo, bastavam mais algumas tarefas rápidas e terminaria aquele dia tão produtivo. Há muito não desenhava, não tinha mais tanto tempo livre. Mas sempre pensou em retomar, pois era algo que o dava prazer, e achava um crime abandonar algo tão prazeroso. Desenhou de tudo. Fez caricaturas, paisagens, e até pintou, o que sempre achou um pouco chato, mas que, hoje, foi maravilhoso. Como era bom pintar.&lt;br /&gt;Anoiteceu e cansou dos desenhos. Não conseguia pensar em mais nada para fazer. Não acreditava que teria que fazer suas obrigações acadêmicas depois de um dia de tanta luta. Já se abaixava para pegar sua mochila quando sua mãe o chamou para jantar. Sorriu, afinal isso lhe dava mais tempo para pensar no que fazer agora. Jantou bem devagar, logo ele, que costumava devorar a comida. A mãe estranhou, estava agindo tão bem naquele dia.&lt;br /&gt;Estava orgulhosa. Perguntou se ele não queria alugar um filme para assistirem juntos, a tanto tempo não faziam isso. E como passar tempo com a família é uma das coisas mais importantes da vida, ele alugou dois filmes. Um romance, ele, que sempre odiou romances, e uma aventura que já tinha visto. A mãe adorou os filmes. Assistiram, comeram pipoca, riram, e terminaram os filmes já tarde da noite, abraçados e bocejando. Ao sair, sua mãe agradeceu pelos filmes, e por ser um filho tão bom. Ele, então, foi dormir, feliz, orgulhoso e exausto, depois de um dia tão produtivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115464435101209194?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115464435101209194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115464435101209194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115464435101209194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115464435101209194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/08/um-dia-produtivo.html' title='UM DIA PRODUTIVO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115419770324748329</id><published>2006-07-29T11:27:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:24:47.156-07:00</updated><title type='text'>AS ALIANÇAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;- Como assim você não vai usar aliança?&lt;br /&gt;- Ah, num sei. Nunca gostei muito dessas coisas...&lt;br /&gt;- Essas coisas? Mas isso é um símbolo do nosso amor, da nossa união!&lt;br /&gt;- Usar um circulo de ouro no dedo não demonstra amor por ninguém. Pense bem, querida, qual é a diferença de usar ou não uma simples aliança?&lt;br /&gt;- Qual é a diferença? Mostra sua fidelidade, sua devoção à pessoa amada, é uma expressão de amor.&lt;br /&gt;- Não acho.&lt;br /&gt;- Quer dizer que você não me ama o suficiente para fazer esse gesto por mim? É isso?&lt;br /&gt;- Não, amorzinho, é claro que eu te amo. É só que...&lt;br /&gt;- Mas o que adianta se você não me prova isso? Me diga a verdade, você não quer mostrar para as outras que está preso, não é isso?&lt;br /&gt;- Não é nada disso! Como é que você me acusa disso? Sabe que sempre fui fiel...&lt;br /&gt;- Isso é o que você diz.&lt;br /&gt;- E fica falando aí que eu não faço um gesto para demonstrar meu amor. E você, não deixaria de querer que eu usasse aliança e entenderia minha vontade para demonstrar seu amor por mim?&lt;br /&gt;- Não se faça de vitima, odeio quando você faz isso.&lt;br /&gt;- Se faz de vitima? Eu?&lt;br /&gt;- É. Olha, se você está tendo duvidas sobre a gente, é melhor dizer logo. Não ouse ficar comigo por pena!&lt;br /&gt;- Por pena? Mas, amor, eu te amo! Você sabe disso, não estou entendendo essa conversa. Eu nunca tive dúvidas sobre a gente.&lt;br /&gt;- Nunca? Você ao menos já parou para pensar sobre isso ou está dizendo só pra acabar com a discussão?&lt;br /&gt;- Não, é claro que eu já pensei...&lt;br /&gt;- Você já pensou se tinha duvidas sobre a gente?! Eu sabia que você estava escondendo alguma coisa...&lt;br /&gt;- Escondendo alguma coisa? Como assim, você quer dizer que nunca pensou sobre a gente?&lt;br /&gt;- Já, claro que pensei. Mas nunca tive dúvidas, como você.&lt;br /&gt;- Querida, eu não tive dúvidas, só pensei sobre a gente, como você disse.&lt;br /&gt;- Mentira.&lt;br /&gt;- Tá me chamando de mentiroso?&lt;br /&gt;- Tô. Você não me ama mais, eu já entendi, ao menos seja homem e diga não minha frente!&lt;br /&gt;- Amorzinho, olhe... não chore, não precisa. Eu te amo e quero passar a vida com você. Não tenho duvidas sobre isso e, se uma aliança no meu dedo é o que eu preciso fazer para você acreditar em mim, então está certo. Usaremos alianças o resto de nossas vidas.&lt;br /&gt;- Tá bom, amor. Eu acredito em você. Obrigada pela aliança, significa muito para mim.&lt;br /&gt;- É o mínimo que eu posso fazer.&lt;br /&gt;- Mas tem uma coisa. Eu não vou usar uma.&lt;br /&gt;- Uma o que?&lt;br /&gt;- Uma aliança.&lt;br /&gt;- Como assim? Por que?&lt;br /&gt;- Ah, sei lá. Nunca acreditei muito nessas coisas... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115419770324748329?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115419770324748329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115419770324748329' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115419770324748329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115419770324748329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/as-alianas.html' title='AS ALIANÇAS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115419757735921789</id><published>2006-07-29T11:25:00.000-07:00</published><updated>2006-08-10T11:25:15.186-07:00</updated><title type='text'>A VOZ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Andavam meio perdidos, soltos nesse mundo tão intenso e cheio de complicações. Cada um à sua maneira, iam levando, ainda que não soubessem que o que realmente precisavam era um do outro. Difícil perceber essas coisas, às vezes. Já existem tantas obrigações, faculdade, estágios, pressões de uma vida adulta que abre as portas e não pode esperar. Sobrava pouco tempo para pensarem sobre o que precisavam para tomar rumo novamente, para preencher o que quer que estivesse vazio dentro deles. Talvez os relacionamentos longos que tinham passado tivessem alguma culpa, mas seria simplificar a situação justificar desse jeito.&lt;br /&gt;Quando juntos não havia tempo ruim, sempre sorrindo, piadas, abraços, elogios, declarações. O mais engraçado era reclamarem entre si da dificuldade de encontrar alguém. Todos percebiam isso, menos eles. Alguns amigos até tentavam falar alguma coisa, perguntar se nunca tinha rolado nada, mas a resposta era sempre a mesma. Eram apenas amigos. E não queriam estragar isso. Em parte, estavam certos. É difícil acreditar em uma relação. Parece sempre que a amizade é mais segura, mais tranqüila. Namoros são cheios de brigas, choros, discussões. Talvez por isso se negassem a enxergar que eram feitos um para o outro.&lt;br /&gt;Trocavam confidências, conversavam sobre música, cinema, faculdade, futuro. Nada deixava de ser interessante quando estavam juntos. E foram se acomodando com isso. Aceitando que, inconscientemente, abriam mão do maior valor da sua relação. Claro que não seria perfeito, haveria brigas, lágrimas, mas seriam felizes juntos. Os risos, os momentos que teriam, se completando sem nenhum limite, nenhuma barreira que os impedisse de se tornarem um só.&lt;br /&gt;Talvez, no fundo de suas mentes, nas palavras daquela voz que só aparece no fim da noite, minutos antes de se dormir, soubessem que perdiam tempo. Tempo que não voltaria e que não teriam uma segunda chance de aproveitar. Mas acabavam dormindo, e a voz de suas consciências se calava, e também adormecia. O que era uma pena. Só vendo os dois para entender a tristeza que é saber que deixavam sua história morrer sem nem mesmo ter começado.&lt;br /&gt;Hoje, continuam perdidos, soltos no mundo, trocando confidências, declarações, elogios. Continuam formando um casal perfeito. Só eles que não enxergam isso. Se acomodaram, ainda reclamam de não encontrarem alguém que valha a pena. Toda noite, aquela voz no fundo de suas mentes tenta lembrá-los da verdade, mas acabam esquecendo e vão dormir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115419757735921789?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115419757735921789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115419757735921789' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115419757735921789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115419757735921789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/voz.html' title='A VOZ'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115368430283621547</id><published>2006-07-23T12:51:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:50:29.096-07:00</updated><title type='text'>MELHOR AMIGA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Éramos cinco na casa da Mariana. Era domingo à noite, a gente tinha compra uns vinhos e tava comentando a festa da galera da medicina que tinha rolado no sábado e que tinha sido uma loucura, com bebida liberada e umas bandas bem legais. Fico imaginando se essa galera da medicina é louca desse jeito porque estuda demais pra passar e fica querendo compensar o tempo perdido. Sei que no final da noite só restamos eu e a Mariana conversando na beira da piscina da casa dela. Uma casa enorme, com essa piscina nos fundos e uns campos ao lado, formando um espaço gigante onde rolavam muitas das nossas festas. Ela é bem bonita, cabelos ondulados bem longos, sorriso marcante e um corpo escultural. A gente já tinha ficado algumas vezes, mas a amizade acabou prevalecendo e atrapalhando nosso caso.&lt;br /&gt;Começamos a conversar sobre relacionamentos, sexo, amizade, uma conversa bem aberta, não só pela nossa amizade, mas também pelos copos de vinho que continuávamos a entornar. Fiquei com um puta tesão nela por causa dessa conversa, mas quando tava pensando em dar um beijo nela, ela me perguntou se eu não queria transar. No começo eu não acreditei e levei na brincadeira, mas ela chegou mais perto de mim e repetiu a pergunta me olhando de um jeito que eu não sabia o que fazer. Não que eu não tivesse afim, já tinha pensado nisso várias vezes, mas eu tinha medo de que ela acabasse se apaixonando, essas coisas de mulher. Tentei explicar isso pra ela, mas ela respondeu, já lambendo meu pescoço e subindo a mão pela minha coxa que ela só queria sexo e nada mais. Sem compromisso, eu não precisava ligar no dia seguinte e não tinha problema se eu ficasse com outras garotas. Ela só queria transar comigo. Achei muito estranho, mas tava numa situação que não dava nem pra pensar duas vezes. Ela já tinha tirado a blusa e continuava lambendo meu pescoço, orelha, tudo. Foi muito bom, os peitos dela eram perfeitos, grandes e duros, daqueles que apontam pra cima, bunda sensacional. Eu tinha realizado o sonho de todo homem. Tinha arranjado uma amiga linda e gostosa que queria fazer sexo comigo sem compromisso nenhum.&lt;br /&gt;Isso se tornou um tanto freqüente, sempre depois de sair à noite com a galera a gente dava um jeito de se encontrar e mandar ver, mas procurando manter em segredo. De vez em quando eu ainda falava pra ela que aquilo era só o que eu tinha pra oferecer, que ela não se apegasse ou esperasse mais nada de mim, mas ela sempre ria, me dava um beijo e respondia que ela tinha de mim tudo que ela queria. E eu também. Funcionava perfeitamente pra mim, continuava levando minha vida, ficando com outras, saindo com meus amigos, sem cobrança nenhuma. A gente ficou nessas uns três ou quatro meses, e era cada vez melhor e mais freqüente.&lt;br /&gt;Daí um dia ela arranjou um namorado. Como não tinha acontecido ainda no nosso novo relacionamento, perguntei pra ela se a gente ia continuar, pois não sabia o que esperar. Ela disse que não, mas que tinha sido maravilhoso, que eu era sensacional na cama, mas que agora tava gostando do cara e não precisava mais de mim nesse sentido. Fiquei muito confuso na hora, sem saber o que dizer, pedi até um beijo, mas ela negou, disse que só ia dificultar as coisas. Fiquei na merda. Não sabia direito por quê. Saí e entrei no primeiro bar que encontrei. Fiquei bebendo um tempão sozinho, conversando com o barman. Quando saí de lá, já sabia qual era meu problema. Estava apaixonado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115368430283621547?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115368430283621547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115368430283621547' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115368430283621547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115368430283621547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/melhor-amiga.html' title='MELHOR AMIGA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115368416542244124</id><published>2006-07-23T12:47:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:51:06.430-07:00</updated><title type='text'>NÃO SEJA NADA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Tem todo tipo de gente no mundo. Tem aqueles que se dizem católicos, católicos não praticantes, outros são agnósticos, ateus, adoradores do Satanás. Alguns vão além e inventam sua própria religião. Tem a galera da esquerda, da direita, da esquerda conservadora, da direita liberal. Tem os que juram que são muito machos, já outros são a favor da liberdade sexual, outros estão indecisos. Tem os politicamente corretos, os anarquistas, os socialistas, os seguidores do Che Guevara que só conhecem dele o rosto na camisa. Tem os playboys, os alternativos, a galera cult, os ecléticos. Os felizes, os tristes, os normais, os depressivos, os tranqüilos. Surfistas, skatistas, patinadores, jogadores. Os que não fazem nada, os que fazem tudo. Os que queriam não fazer nada, os que queriam fazer tudo.&lt;br /&gt;Mas todos eles têm uma coisa em comum. Perdem tempo com esses títulos, essas rotulações. Querem ser muita coisa, mas acabam limitados por tantos ismos. Socialismo, liberalismo, bissexualismo, anarquismo, catolicismo. Tolhidos por suas próprias decisões. Dizer que é alguma coisa, que pertence a algum grupo, não passa de uma tentativa de se entrosar, de se afirmar nesse mundo tão cheio de inseguranças. Não existe contradição maior. Por isso que existem tantos grupos, tantas classificações. São formas de adaptar um ismo à sua maneira. Acho que pra ser alguma coisa, esses esforços pra seguir algum grupo, ter algum título, alguma marca que possa imprimir numa camisa, num adesivo, são o caminho mais errado.&lt;br /&gt;Não seja nada, faça o que te dá prazer, vá atrás de alguma coisa útil pra fazer, pra realizar, cumpra suas obrigações. Vá atrás de alguém pra transar, pra amar, pra cultivar uma amizade. Se não encontrar, trace um objetivo, procure realizar alguma coisa. Se não conseguir, porra, vá atrás de qualquer coisa pra fazer! Se quiser, claro. Com certeza deve ter alguma coisa nesse mundo que te faça feliz. Ou pelo menos que não te faça infeliz. Talvez não ser nada seja a melhor maneira de realmente ser alguma coisa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115368416542244124?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115368416542244124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115368416542244124' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115368416542244124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115368416542244124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/no-seja-nada.html' title='NÃO SEJA NADA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115354046924746227</id><published>2006-07-21T20:51:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:51:30.540-07:00</updated><title type='text'>Eis que surge</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;'Eis que surge aquele que ninguém nunca viu, aquele que não tem sobrenome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Eis que surge aquele que encara a vida como uma aventura, cheia de emoção e humor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Eis que surge Chuco, o Aventureiro!'&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115354046924746227?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115354046924746227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115354046924746227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115354046924746227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115354046924746227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/eis-que-surge.html' title='Eis que surge'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115319098620355792</id><published>2006-07-17T19:48:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:52:04.256-07:00</updated><title type='text'>DEPOIS DE TANTOS ANOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Não sabia ao certo se devia contar, afinal se tratava de seu melhor amigo. Cresceram juntos, jogando bola, tocando na banda que iria revolucionar o mundo da música, passando noites jogando vídeo game e assistindo o canal adulto que quase não tinha imagem. Eu acho que vi um peito, e a noite já teria valido a pena. Eram mais velhos agora, já não jogavam mais todo dia, a banda era só um hobby, assim como o vídeo game, e o canal adulto já não era mais tão necessário.&lt;br /&gt;Mas continuavam tão amigos quanto sempre foram. Sabiam tudo um do outro. Não tinha como haver segredos entre eles, pois se conheciam bem demais para isso. E foi justamente por isso que o mais velho, que havia nascido apenas três meses antes do outro, mas que sempre se vangloriou pela suposta maior experiência de vida e usava isso como desculpa para tirar vantagem em tudo, estranhou quando o mais novo não quis lhe contar o que o perturbava. Sabia que havia algo, não tinha como esconder. Mas caçula não sabia achar as palavras certas.&lt;br /&gt;Não era uma besteira qualquer, era algo importante que tinha para contar. Encarou o amigo, sem muita coragem. Viu seus olhos de preocupação e tudo que eles escondiam, as lembranças, os anos acumulados de confiança e fidelidade. Conhecia cada expressão do amigo. Não resistiu. Sugeriu que dessem uma volta. Foram andar na praia. Já escurecia e não havia quase ninguém por perto, apenas uma mulher passeando com seu imenso cachorro e dois jovens jogando frescobol na beira do mar. Como jogavam mal, comentaram, numa tentativa infeliz de quebrar o gelo entre eles. O sol já havia se posto, sobrando apenas o céu laranja, escondido atrás de nuvens cinza escuro que anunciavam uma possível chuva mais tarde, refletindo na água e formando o cenário perfeito do clímax da cena que ia se realizando.&lt;br /&gt;A primeira frase é sempre a mais difícil, assim como em qualquer texto. Sabia que quando começasse a falar, sairia tudo e logo teria tirado aquele peso dos ombros. Já carregava esse tormento há mais de uma semana e tinha certeza que não agüentaria mais uma hora sem falar a verdade para o amigo mais velho. Mas simplesmente não sabia como começar. Não conseguia. Foi quando o outro colocou a mão no seu ombro, com aquele ar superior de irmão mais velho que tanto gostava de aparentar, e falou que ele podia dizer qualquer coisa que quisesse. Como você pode ainda não saber disso, depois de tantos anos. E essa ultima parte da frase ecoou na cabeça do caçula. Depois de tantos anos. Havia algo mágico nessas palavras. Não sabia ao certo, mas não eram apenas palavras. Tinham um significado imenso, não só pelo tempo que representava, mas pelo que havia dentro daquele tempo. Era como se toda a história daquela amizade coubesse dentro dessa frase. Depois de tantos anos. Realmente, muitos anos. E não lembrava de ter havido situação parecida em todo esse tempo.&lt;br /&gt;Pararam e ficaram encarando o mar sem dar uma palavra. Dizem que amigos são aqueles que ficam sós sem falar nada e não ficam constrangidos. E assim ficaram até que o céu escureceu por completo e a imensidão negra tomou conta do cenário. E foi justamente quando o último vestígio de luz desapareceu no horizonte, quando a mulher com seu cachorro imenso foi embora, junto com os jovens e suas raquetes de frescobol, que o mais novo começou a falar. A primeira frase surgiu naturalmente, sem que ele percebesse. Apenas saiu de sua boca como um animal enjaulado que não agüentava mais ficar preso. Olhou para os pés, bateu o excesso de areia que incomodava entre os dedos, virou-se para o amigo e começou a falar. Depois de tantos anos, foi o que disse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para o amigo, desde a quarta série&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115319098620355792?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115319098620355792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115319098620355792' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115319098620355792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115319098620355792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/depois-de-tantos-anos.html' title='DEPOIS DE TANTOS ANOS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115310705147820214</id><published>2006-07-16T20:30:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:52:27.930-07:00</updated><title type='text'>PAPO DE AMIGO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Dois amigos ao telefone.&lt;br /&gt;- E aí, Pedrão, vamos sair para onde hoje?&lt;br /&gt;- Cara, acho que não vou sair pra balada.&lt;br /&gt;- Como assim? Hoje é sexta-feira, bicho! Ouvi dizer que ia rolar uma festa muito massa no sítio de um primo meu. Festa à fantasia, bebida liberada, muita mulher.&lt;br /&gt;- Aniversário dele?&lt;br /&gt;- Não, não. Parece que ele ganhou uma grana aí do seguro-desemprego e resolveu comemorar. Vamos nessa?&lt;br /&gt;- Acho que não vai dar. Já tinha marcado de sair com a Joyce.&lt;br /&gt;- Joyce? Quem é essa? É aquela que tu agarrou no sábado?&lt;br /&gt;- Essa mesma. Uma morena, alta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;- Sei, sei. Uma gostosa.&lt;br /&gt;- É verdade. Conhecia ela há um tempão, já tinha até tentado agarrar. Consegui desenrolar no sábado. Foi bom pra caralho, ela beija super bem, faz umas caras, uns gemidos. Fiquei afimzão dela.&lt;br /&gt;- Ó o cara, já está apaixonado. Comeu já?&lt;br /&gt;- Que nada. Quero ver se eu consigo hoje. A gente vai sair pro cinema, daí depois vou ver se carrego ela pra um motel qualquer. Sabe de algum barato? Estou totalmente liso e já vou gastar uma grana no cinema.&lt;br /&gt;- O Sunshine tava com umas promoções pra universitário. Um dia desses fui lá com a Marina. Bicho, vou te falar uma coisa. Aquela mulher é louca. Saí da porra do motel todo arranhado.&lt;br /&gt;- Sério? Ela tem a maior cara de santinha.&lt;br /&gt;- Que nada. Ei, sabe quem já comeu essa Joyce? O Marquito.&lt;br /&gt;- O Marquito? Aquele teu amigo da faculdade que mora longe pra caralho?&lt;br /&gt;- Esse mesmo.&lt;br /&gt;- Porra. Que merda! Ele namorou com ela?&lt;br /&gt;- Nada! Parece que foi logo na primeira vez que eles saíram. Se eu fosse tu nem perdia tempo com esse cinema aí...&lt;br /&gt;- Sério? Vou ligar pra ela agora mesmo. É hoje que me dou bem...&lt;br /&gt;- Beleza. Falou, então, Pedrão. Vou ver se arranjo alguém pra ir pra essa festa à fantasia comigo. Vai perder, viu cara...&lt;br /&gt;- Eu sei, fiquei até afim de ir depois que tu falou aí. Mas não rola, já tinha prometido pra Joyce, e pelo jeito vai valer a pena.&lt;br /&gt;- Você é quem sabe. Boa sorte, então.&lt;br /&gt;- Valeu. Falou, Ricardo.&lt;br /&gt;Desligaram. O Pedrão foi ligar pra Joyce pra saber se ela queria mesmo ir pro cinema ou se preferia ir pra algum lugar mais reservado, onde pudessem ficar a sós. Enquanto isso, o Ricardo ligava pro Marquito, o amigo dele da faculdade que morava longe pra caralho e que nem sequer conhecia a Joyce, pra contar a história que tinha inventado pra enganar o Pedrão e pra chamar ele pra ir pra uma festa à fantasia no sítio de um primo dele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115310705147820214?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115310705147820214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115310705147820214' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115310705147820214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115310705147820214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/papo-de-amigo.html' title='PAPO DE AMIGO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115310488686279130</id><published>2006-07-16T19:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:53:14.830-07:00</updated><title type='text'>ENTRE ELES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;DELE PRA ELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa já atrasado pro aniversário do amigo. Nem teve tempo de tomar banho, lavou o rosto, escovou rapidamente os dentes, passou perfume e saiu apressado. Ainda tinha na cabeça a conversa no bar com a galera da faculdade, inclusive com ela. Ela, que há muito vinha sendo sua perdição, e, ao mesmo tempo, sua salvação. Sabia que devia desistir, já tinha decidido isso algumas vezes, mas era como parar de fumar. Sempre há espaço pra um último cigarrinho.&lt;br /&gt;No caminho, ligou pra ela, ainda meio alto das cervejas que tomaram no barzinho depois da aula. Ela atendeu, também com a voz meio confusa pela embriaguez. Gostou de vê-la mais solta, bebendo, falando de assuntos mais sérios, impondo sua opinião e mostrando que, atrás daquela bela fachada tímida e reclusa, existia uma mulher. Uma mulher com desejos, gostos, opiniões. Não lembrava a última vez que havia permitido uma intimidade como aquela. Quando se tornaram íntimos e ela o conquistou pela primeira vez, conhecera uma prévia dessa mulher, ainda insegura e confusa. Mas agora que conhecia esse seu lado, se apaixonara ainda mais.&lt;br /&gt;Era difícil não ir atrás dela, não notá-la. Não conseguia simplesmente desistir. Ligou e comentou tudo isso com ela. Não era a primeira vez que fazia isso, bebia e ligava pra ela. A diferença era que dessa vez ela estava mais aberta para ele, e sabia disso. Os dois sabiam.&lt;br /&gt;– Gostei de te ver hoje mais solta, conversando com a gente.&lt;br /&gt;– É? Eu também gostei de hoje.&lt;br /&gt;– Espero te ver mais vezes desse jeito. Parecia mais solta, mais feliz.&lt;br /&gt;– Foi legal mesmo. Pode deixar que vou aparecer mais.&lt;br /&gt;Falaram mais um pouco sobre qualquer coisa e desligaram. Assim que desligou ele se arrependeu logo de ter ligado, como sempre acontecia. Sentia-se estúpido. Já cansara dessa história. Para sua surpresa, no entanto, ela o ligou de volta.&lt;br /&gt;– Ah, não é nada, vi seu número e deu vontade de ligar.&lt;br /&gt;E com essas poucas palavras ela fez seu dia, pois nem sabia, mas acabava de dar a maior prova de seu amor impossível. Sorrindo, foi ao aniversário do amigo, pensando nela e na ligação que ela retornara, só porque vira seu número e tivera vontade de ligar de volta. Pensou no amor impossível que, apesar de tudo, existia entre eles. Ligou pra ela mais uma vez. Queria estar com ela, sentir seu cheiro, abraçá-la, beijá-la. Conversaram mais um pouco, havia muito barulho no aniversário. Desligaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELA PRA ELE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de beber com a galera da faculdade, se divertia com as conversas regadas à cerveja depois da aula. Andava mais com eles ultimamente, se soltava mais. Não sabia ao certo porque, talvez por causa dele. Era boa a sua companhia, estar com ele, rir das piadas bobas que sabia que ele fazia só pra impressioná-la. Talvez sóbria não estivesse pensando tanto nessas coisas, e principalmente nele.&lt;br /&gt;Não sabia definir seu sentimento, nem tinha como. Aceitara o fato de que ele era alguém especial, diferente. Sua perdição, e, ao mesmo tempo, sua salvação. Devia muito a ele. Era mais solta, mais alegre quando estavam juntos. Não que não fosse feliz ou divertida com os outros, mas era diferente. Sabia disso. Os dois sabiam disso.&lt;br /&gt;Estava deitada, esperando o quarto parar de girar um pouco quando tocou o telefone. Atendeu sabendo e esperando que fosse ele. Mesmo que custasse muito a admitir, queria ouvir sua voz. Conversaram sobre o bar, ele disse que gostara de tê-la visto se soltar mais, falar mais. A assustava esse espaço e essa intimidade que permitira. Conversaram sobre assuntos que nunca haviam falado. Gostou de expor suas opiniões, seus sentimentos. Sentiu-se viva, o coração acelerou, sentiu-se madura. Sentiu-se mulher. Não só por ele, mas por ela mesma e pelas decisões que vinha tomando.&lt;br /&gt;Conversaram pouco, pois ele estava de saída pra um aniversário. Sentiu sua falta. Queria mais tempo ouvindo sua voz. Olhou o celular, viu o número da chamada recebida. Encarou o número por uns cinco minutos até decidir ligar para ele. Ligou. Não sabia ao certo o que dizer, então resolveu ser sincera, porém sem se expor demais.&lt;br /&gt;– Ah, não é nada, vi seu número e deu vontade de ligar.&lt;br /&gt;Sentiu a felicidade na sua voz. Se arrependera um pouco, mas estava feliz por ter ligado. Mesmo que evitasse tocar no assunto, queria, do seu jeito discreto, dar uma prova do amor que sentia por ele. Não queria iludi-lo, pois sabia ser um amor impossível, mas queria que ele soubesse que, mesmo sem saber, a conquistara para sempre. O que tinham era especial, único. Ambos sabiam disso.&lt;br /&gt;Depois de desligar, ficou pensativa, um pouco arrependida, mas ainda queria ouvir sua voz. Torcia pra que ele ligasse. Nem sabia o quanto queria isso até que o telefone tocou. Seu coração acelerou, queria vê-lo, queria estar com ele, queria que ele a abraçasse, que a beijasse, que a fizesse rir. Falaram um pouco, havia muito barulho no aniversário. Desligaram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115310488686279130?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115310488686279130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115310488686279130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115310488686279130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115310488686279130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/entre-eles_16.html' title='ENTRE ELES'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115275515432880622</id><published>2006-07-12T18:34:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:54:14.566-07:00</updated><title type='text'>MAIS UM CASO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Um dia desses estava lembrando dos meus casos que não deram em nada. Engraçado que esses são os que eu lembro mais claramente, talvez pela rapidez, ou pela falta de importância mesmo, não sei. Lembrei da Ana, que eu conheci num forró. Nem gosto de forró. Acho que era o terceiro que eu ia na vida. Ela era conhecida de uma amiga minha que tinha me carregado pra essa festa aí. Lembro até a banda que tava tocando. Forró Pecado. Essas bandas de forró acabam todas tendo nomes mais ou menos parecidos mesmo. Enfim, a gente começou a conversar, eu e a Ana, justamente porque ela também não gostava de forró. Sabia só dançar, e mal.&lt;br /&gt;Conversamos um pouco sobre outros estilos de música, ela tinha até um gosto razoável, andava nos mesmos cantos que eu. Estranho nunca ter encontrado ela. Era baixinha, morena, olhos claros, carinha angelical de menina, tudo do jeito que eu gosto. No começo nem tinha notado essas coisas, mas no decorrer da noite até que achei ela bem interessante. Não peguei o telefone nem nada, mas acabei encontrando ela mais uma vez, em outro forró. Eu juro que não gosto, mas a mesma amiga da outra vez me obrigou a ir de novo. Engraçado essas coisas, duas pessoas que andam nos mesmos lugares, freqüentam os mesmos shows, nunca se encontram e se batem duas vezes num lugar totalmente inesperado. Sei que no final a gente ficou. Tava muito bêbado, só assim agüentava tanto forró, mas lembro que foi até legal. Ela meio que exitou um pouco no começo, mas dava pra notar que tava afim.&lt;br /&gt;Boa hora que ela apareceu, porque eu tava enrolado com outra menina aí das antigas, mas que tava viajando. Era dessas que tem família no interior e passa as férias numa cidade que ninguém conhece direito, só escutou falar. Então pra não ficar só na expectativa eu ia me distraindo com a Ana. Levei pro cinema, paguei a entrada dela e tudo. Acho que me sentia um pouco mal por estar usando ela com estepe. Até curtia ficar com ela e tudo, mas não ia dar em nada, dava pra ver. Com o tempo ela foi perdendo a graça. Já tava até fugindo das ligações dela. Pensava que tava no controle.&lt;br /&gt;Mas aí a puta dormiu com meu vizinho. Logo com meu vizinho, no apartamento ao lado do meu. Aquele filho da puta, passava o dia aqui em casa jogando jogos de corrida e de luta no meu vídeo game. Foi numa noite dessas aí, despedida de um amigo nosso que ia morar fora por uns tempos, fazer mestrado, eu acho. Fui dormir mais cedo, tava embriagado, tinha passado o dia tomando vinho vagabundo com meu vizinho, o mesmo que comeu a Ana. Acordei no outro dia morto de ressaca e uns amigos que dormiram aqui em casa vieram me dizer do ocorrido. Fiquei puto. Não porque gostava dela, mas porque meu vizinho, que vivia aqui em casa, tinha comido ela. E eu não. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115275515432880622?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115275515432880622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115275515432880622' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115275515432880622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115275515432880622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/mais-um-caso.html' title='MAIS UM CASO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115211425564235507</id><published>2006-07-05T08:42:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:55:04.006-07:00</updated><title type='text'>BANHO DE BICA ÀS TRÊS DA MADRUGADA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Tava no Dragão do Mar, em frente ao Hey Ho Rock Bar, onde fui para a grande maioria dos melhores shows de rock da minha vida, escutando a mais nova banda de hardcore do cenário local que tocava lá dentro para frenéticas garotinhas de quinze anos vestidas de preto e com piercings em todos os locais possíveis. Segurava uma long neck pela metade, enquanto conversava com a menina lá da faculdade que eu estava ficando e nem lembrava o nome. Precisava perguntar pra alguém o nome dela que a conversa ia fluindo e já não dava mais pra fingir que não era necessário saber o nome dela.&lt;br /&gt;Saí com o pretexto de resolver minha carona de volta e perguntei o nome dela pro Iuri, que também faz faculdade comigo e é muito melhor com nomes do que eu. Luana. Sabia que começava com L. Voltei lá para perto dela, em frente a uma barraquinha de bebidas. Já cheguei chamando pelo nome, enquanto ela pedia uma tequila. Fiquei mais um tempo com ela, mas já tava com sono e queria ir embora. Não tinha sido nada demais, ela era até bonitinha, mas, provavelmente, seria mais um fica que não daria em nada. Ficaria de marcar outra saída, nunca o faria e ainda encontraria com ela diariamente na faculdade, como já acontecera tantas outras vezes.&lt;br /&gt;Minha noite estava acabando, comprei outra cerveja e fui chamar o Iuri e o Lelo pra ir comer alguma coisa antes de ir para casa dormir. No meio do caminho começou a chover muito forte, como vinha acontecendo há uns dois meses. Já estava meio bêbado e queria alguma intensidade na minha noite. Acho que por isso fui atrás da Luana. Mas como não rolou com ela, resolvi aceitar a chuva numa última tentativa de alcançar uma boa recordação. O Lelo ainda me acompanhou. Ficamos os dois conversando e chutando água um no outro embaixo do toró que assolava a cidade, sob o olhar curioso das outras pessoas que se espremiam embaixo das barraquinhas de bebida ou das marquises dos edifícios.&lt;br /&gt;Quando a chuva diminuiu, a brincadeira perdeu mais a graça e fomos os três, eu, o Lelo e o Iuri, menos molhado que nós, em direção ao carro. Havia sido uma diversão, uma volta nostálgica aos tempos de infância e de banhos de chuva, mas ainda não tinha marcado minha noite. A dois quarteirões do carro, porém, avistamos uma bica que descia forte de uma das casinhas coloridas da arquitetura eclética que marca a paisagem daquela parte da cidade. Sem nem precisarmos dizer nada, corremos eu e o Lelo em direção à bica, disputando o fio de água que caía sobre nossas cabeças com certa violência.&lt;br /&gt;Enfim, conseguia meu momento marcante. Havia tomado banho de bica no Dragão do Mar, em plena madrugada de sexta-feira. Poucos podem contar uma história dessas. Ensopados e ainda um pouco embriagados, entramos no carro, que ficou com um cheiro horrível de encardido por mais de uma semana, e saímos do Dragão do Mar, com suas ruas inundadas e sua paisagem marcada por dois loucos que tomaram banho de bica às três da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para o amigo Jedi, pela falta de noção.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115211425564235507?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115211425564235507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115211425564235507' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115211425564235507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115211425564235507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/banho-de-bica-s-trs-da-madrugada.html' title='BANHO DE BICA ÀS TRÊS DA MADRUGADA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115211083497080313</id><published>2006-07-05T07:46:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:55:34.466-07:00</updated><title type='text'>CONVERSA DE FIM DE NOITE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Estava tomando umas cervejas com um amigo quando o celular dele tocou. Fim de noite já, sem expectativas de nenhuma história que valesse ser contada no outro dia, bar quase fechando, habitado só pelos mais conhecidos freqüentadores e seus burrinhos já nas últimas doses. Número desconhecido e a cobrar. Ele não atendeu. Curioso, entediado com um dia tão comum e levemente bêbado, perguntei o número pra ver se constava na minha agenda. Não estava, mas resolvi ligar só para ver se era voz de homem ou de mulher. Era uma voz feminina, rouca de sono, e extremamente sexy. Não pude desligar e comecei a puxar assunto. Ele pediu pra falar com ela, perguntou onde morava, o que fazia da vida, por que tinha ligado pra ele. Ela desconversou, disse que ele que tinha ligado, o número dele estava lá gravado. Peguei o telefone de volta e continuei minha conversa.&lt;br /&gt;No começo foi apenas engraçado, mas o assunto foi se alongando e ficando mais interessante. Queria saber mais sobre ela, sempre escutei essas histórias de pessoas que recebem ligações de mulheres safadas, mas nunca tinha passado pela situação. Perguntei se ela já estava dormindo quando eu liguei e ela respondeu que não, que estava se arrumando para ir dormir, o que pareceu estranho para mim que tenho o costume de apenas tirar a roupa e, quando consigo vencer a preguiça, escovar os dentes antes de dormir. Quis saber mais sobre esse ritual de preparo que ela passava antes de dormir.&lt;br /&gt;Ela disse que havia tomado banho, passado perfume e colocou a camisola de seda. Foi nesse momento em que tomei um gole considerável da minha cerveja e me ajeitei na cadeira para escutar melhor essa conversa que tomava um rumo tão inesperado por mim. Fale mais sobre essa camisola de seda, pedi com uma voz inocentemente sacana. Ela descreveu, em detalhes, a camisola de seda, curtinha, branca, com a parte de cima transparente. A essa altura já tinha pedido mais uma cerveja. Perguntei se ela usava algo além da camisola, para finalizar a já quase acabada imagem da deusa que se formava na minha cabeça. Ela respondeu que sim, que usava também uma calcinha de lacinhos branca, para combinar com a camisola. Com medo de estragar o final perfeito de uma longa e prazerosa conversa, disse que ligaria depois para marcar um encontro ou algo assim, mesmo sabendo que não o faria, pois nossa história acabara ali. Desejei boa noite e desliguei, excitadíssimo com aquilo tudo e nem um pouco preocupado com a altíssima conta de telefone que me esperava no fim do mês. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115211083497080313?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115211083497080313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115211083497080313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115211083497080313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115211083497080313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/conversa-de-fim-de-noite.html' title='CONVERSA DE FIM DE NOITE'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115210294366034990</id><published>2006-07-05T05:34:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:56:29.156-07:00</updated><title type='text'>O POETA E A SAUDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Resolveu que sua próxima poesia seria sobre saudade. Sentado em frente à tela do computador, numa manhã quente de quarta-feira, esperava a inspiração que daria o empurrão inicial em seus versos. Lembrou do amigo que passara seis meses longe da namorada, dos momentos de angústia e melancolia confessados em conversas longas que, pensava, o motivaram a escolher esse tema para escrever. Procurou nas lembranças desses últimos meses as palavras, os gestos, os atos do amigo em busca da total compreensão dessa tal de saudade. Tentou colocar-se em seu lugar, imaginar o que sentira. Queria sentir saudade.&lt;br /&gt;Sempre achou que não era de sentir saudade. Não lembrava uma única vez em que pudesse dizer que sentiu muita saudade de alguém. Sentia falta em determinados momentos de algumas pessoas, mas não era saudade. Se considerava um tanto frio nesse aspecto, o que o angustiava, pois sua alma de poeta devia ser sensível a esse tipo de sentimento. Muitos amigos tinham ido morar fora, familiares haviam partido dessa vida, mas não adiantava. Não conseguia abrir a boca para falar sinceramente que sentia saudade de nenhum deles.&lt;br /&gt;Em meio a esses devaneios sobre sua personalidade e frieza de caráter quanto a esse sentimento tão único, começou, meio que sem perceber, a escrever sua poesia. Escreveu vários versos, viajando a cerca da saudade. Comparou-a à dor do parto, com a chegada do filho sendo o reencontro e até fazendo um jogo de palavras com ‘parto’ e ‘partida’. Mencionou as tribos primitivas que não entendiam o sentido da palavra por não serem apegadas ao mundo material e como elas, no fundo, deviam ter outra forma de expressar esse sentimento de falta.&lt;br /&gt;Ao acabar, releu sete vezes, orgulhoso de uma de suas melhores poesias. Era estranho ter conseguido se expressar tão maravilhosamente bem acerca de um sentimento que desconhecia. Isso o levou a refletir um pouco mais, pois sentia que havia algo mais por trás daquelas palavras que escrevera tão bem em tão pouco tempo. Algo maior o motivara e incentivara a descrever de maneira tão bela como sentir falta de alguém pode ser uma das provas mais fortes e verdadeiras de dedicação e afeto.&lt;br /&gt;Analisando bem seus pensamentos, o que fazia bastante após terminar seus textos para entendê-los bem e não se surpreender com análise de outras pessoas acerca de sua personalidade, percebeu, surpreso, de onde vinha tal inspiração. Não era do amigo, que, a seu entender, o havia apenas inspirado a sentir saudade. Isso devia a ele, realmente, pois as estrofes de uma suas melhores poesias tinham saído de um lugar de dentro dele que nem sabia que existia, que o amigo que passou seis meses longe da namorada o ajudou a construir. Um lugar que agora não deixaria mais de existir. Um lugar para ela, que agora estava longe, e que, sem nem mesmo saber, era motivo de sua primeira saudade, e de uma de suas melhores poesias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115210294366034990?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115210294366034990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115210294366034990' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115210294366034990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115210294366034990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/07/o-poeta-e-saudade.html' title='O POETA E A SAUDADE'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115152824564250532</id><published>2006-06-28T13:55:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T16:57:17.150-07:00</updated><title type='text'>DAQUELES DIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Era um daqueles dias em que Deus parece estar de bom humor. Não dormira bem por causa do maldito vizinho que insistia em fazer exercício de madrugada porque não tinha tempo durante o dia. Será que o desgraçado não dormia nunca? Quando, enfim, conseguiu dar uma cochilada, já surgiam os primeiros raios solares que entravam pela janela de seu quarto e iam direto para sua cama. Tentou, em vão, cobrir o rosto com o travesseiro, mas só conseguiu uma alergia ao maldito mofo da maldita fronha velha.&lt;br /&gt;Quando já havia aceitado o fato de que não ia dormir, acabou conseguindo pregar um pouco os olhos, mas só o suficiente para não escutar o despertador e acordar atrasado para ir ao trabalho. Na pressa, é óbvio que feriu a gengiva escovando os dentes, escorregou durante o banho, machucando as costas, e feriu o pescoço fazendo a barba. O leite estava estragado e o pão cheio de fungos.&lt;br /&gt;Ainda sem perder a postura, resolveu sair logo para o trabalho para evitar maiores danos dentro de casa. Ao chegar à porta, porém, notou que as chaves não se encontravam penduradas em seu lugar habitual. Sabendo que, pela bagunça em que se encontrava sua casa, perderia pelo menos o resto da manhã inteira para encontrar essas malditas chaves, saiu mesmo assim, deixando a porta destrancada. Ao colocar o pé fora de casa, como que dando o grand finalle à sua piadinha de mau gosto, o Senhor lá de cima mandou uma chuva daquelas de alagar piscina vazia.&lt;br /&gt;Ainda tentando manter a calma, esperou, já ensopado, o maldito ônibus que demorava mais que o de costume. Depois de três motoristas que passaram direto, ignorando seu sinal e banhando de lama o que restava de sua dignidade, conseguiu, finalmente, subir no seu ônibus rumo ao trabalho que tanto odiava. Sentou atrás, onde não havia ninguém, porque, convenhamos, não estava num bom dia para conversas. O mesmo não se podia dizer da senhora que, dentre os dez assentos vazios, escolheu o ao seu lado para sentar. Era daquela fanáticas religiosas que parecem entrar no ônibus só para converter alguém e não sossegam enquanto não cumprem sua missão divina. Ele, hoje, mais ateu do que nunca, se conteve a escutar e concordar com o sermão da senhora até seu local de descida.&lt;br /&gt;Desceu do ônibus rangendo os dentes, mas respirou fundo e pensou que o pior já havia passado. Afinal, agora, estaria dentro do escritório que tanto odiava, com as pessoas que tanto odiava, mas estaria protegido da chuva e das velhinhas fanáticas que andam por aí. Caminhou ainda três quarteirões debaixo daquela que, mais tarde, seria anunciada como a maior chuva dos últimos vinte anos, para chegar ao seu local de trabalho. Estranhamente, a porta estava trancada. Como não tinha celular, foi em busca de um telefone público. O que encontrou estava ocupado por um cidadão com cara de poucos amigos que segurava uma lista com cerca de cinco telefones. Após quase uma hora de espera, conseguiu ligar para seu chefe para saber onde estavam todos.&lt;br /&gt;- Mas ninguém te avisou? Hoje a empresa faz dez anos. Estão todos dispensados. Ainda bem que você ligou antes de sair de casa, hein? Ainda mais com essa chuva...&lt;br /&gt;Nem chegou a ouvir a ultima frase. Disparou, agora, sim, gritando de raiva e praguejando contra tudo e contra todos por quem passava, correndo rumo à sua casa vazia do assalto que ocorrera durante a tarde, quando três ladrões, acidentalmente, erraram o local do assalto e deram de cara com uma porta destrancada.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115152824564250532?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115152824564250532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115152824564250532' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115152824564250532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115152824564250532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/daqueles-dias.html' title='DAQUELES DIAS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115128275087194218</id><published>2006-06-25T17:23:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T17:01:40.660-07:00</updated><title type='text'>Poisé garotada...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Poise garotada... fazia tempo que não escrevia aqui, só colocando esses devaneios meus que os faço ler (ou não), então resolvi dar o ar da graça com algumas novas dicas que o grande Chuco me deu. Por sinal, ele deu uma viajada, não se sabe pra onde, sem data de volta. Foi atualizar as aventuras del Chuco (entenderam aí o trocadilho, né?)...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Ando escutando muito uma banda chamada The All-American Rejects. Se você não tem preconceito com músicas melódicas com guitarras, piano, vocal com afinadas de voz a la Cris Martin, orquestra, bateria e letras emotivas, vá atrás. As músicas são muito bem trabalhadas, com letras muito boas, melodias melhores ainda (reparem no piano e nos instrumentos de corda da orquestra de fundo em algumas músicas que dão muita qualidade às melodias) e o vocalista é muito bom. Algumas músicas merecem destaque, como 'Swing Swing', 'The Last Song', 'It Ends Tonight' e 'Straightjacket Feeling', mas quase todas são muito boas. Escute 'Move Along' e grite o refrão esmurrando a parede que toda sua raiva que é muito bom, eu recomendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;E leiam 'Mãos de Cavalo' do jovem autor Daniel Galera. Vi algumas recomendações desse livro e fui atrás. Agora estou aqui recomendando, vale a pena. Clicando no título você entra no site do autor e pode acessar o blog dele e baixar o primeiro livro dele, um livro de contos chamado 'Dentes Guardados', em versão PDF. Vão por mim, vale a pena. Se não forem por mim, vão pelo Chuco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993399;"&gt;Enfim, acho que por hoje é só moçada. Boa copa pra vocês.. será que passamos de Gana? Hoje teve quebra-pau no jogo de Portugal com Holanda, vocês viram? Inclusive acho que vi o Chuco na arquibancada.. mas pode ter sido só impressão. Mas digam aí se não seria típico do Chuco ir pra Copa do Mundo e não dizer pra ninguém?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115128275087194218?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ranchocarne.org/' title='Poisé garotada...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115128275087194218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115128275087194218' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115128275087194218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115128275087194218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/pois-garotada.html' title='Poisé garotada...'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115112028497344586</id><published>2006-06-23T20:31:00.000-07:00</published><updated>2006-06-23T20:42:41.720-07:00</updated><title type='text'>AS FOTOS, OS PRESENTES E AS CARTAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;As fotos, os presentes, as cartas, tudo o lembrava daquele tempo que não voltaria mais. Não sabia ao certo se era mais feliz então, mas sabia que sentia saudades. As surpresas, as expectativas, o simples fato de ter mais um dia ao lado dela era suficiente. Percebeu, então, que chorava. Não chorava desesperadamente, gritando e esperneando, mas chorava. Não sabia ao certo o motivo das lágrimas, afinal já fazia um bom tempo que não a via e já deveria estar acostumado com sua ausência.&lt;br /&gt;Lembrou das brigas, das discussões, enfim, buscou todas as lembranças ruins daquela época de sua vida para tentar evitar o choro. Mas acabava por lembrar que, depois de cada briga, cada discussão, vinha a reconciliação. E como era bom quando faziam as pazes, aquele sentimento de que tudo voltou ao seu lugar, abraçados, jurando nunca mais brigar por uma besteira daquelas outra vez. E continuou a chorar.&lt;br /&gt;Eram felizes juntos. Completavam-se. Ele, calmo, paciente, sempre de bom humor, sempre muito atencioso. Ela, mais nervosa, impulsiva, nem sempre paciente ou de bom humor. Mas se amavam, e só era isso que importava. Não lembrava ao certo o motivo da separação, tentou entender porque não estavam mais juntos. Mas não importava. Naquele momento só importavam as lágrimas que insistiam em descer de seus olhos. Queria entendê-las. Queria saber porque resolveram aparecer, do nada, depois de tanto tempo escondidas.&lt;br /&gt;Lembrou do seu cheiro. Como adorava afundar o rosto em seus cabelos e sentir aquele cheiro maravilhoso e inconfundível. Lembrou da sua voz, das vezes que cantou para ele músicas que ele sempre detestou e que, de repente, se tornavam suas favoritas. Que bela voz ela tinha. Lembrou de uma vez no começo do namoro, quando ainda eram estranhos um para o outro, que a fez rir por dez minutos. Como se sentiu bem. Sentiu que a havia conquistado, afinal ela não era de fácil de rir daquele jeito. E foi justamente depois desses dez minutos, quando se calaram abraçados em silêncio, que percebeu que estava apaixonado. E sabia que era recíproco. Sabia por causa daqueles dez minutos. E nunca mais duvidou, por um minuto sequer, que a amava. E que sempre a amaria. Sempre.&lt;br /&gt;Voltou a olhar para as fotos, para os presentes, para as cartas. Chorava menos agora. Porque sabia o motivo das lágrimas. Havia finalmente entendido porque chorava. Sentia sua falta. E ainda a amava. Ela, com seu cheiro inconfundível, sua bela voz, rindo sem parar por dez minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para você, por tudo.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115112028497344586?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115112028497344586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115112028497344586' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115112028497344586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115112028497344586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/as-fotos-os-presentes-e-as-cartas.html' title='AS FOTOS, OS PRESENTES E AS CARTAS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115077267465485238</id><published>2006-06-19T20:00:00.000-07:00</published><updated>2006-06-19T20:04:34.666-07:00</updated><title type='text'>AS ÚLTIMAS PALAVRAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Relendo a carta que acaba de escrever, percebe, surpreso, como conseguiu sintetizar tudo que sentia e que queria que ela soubesse em algumas palavras distribuídas em 2 folhas de papel tamanho A4. Há muito queria colocar para fora essas emoções que tanto o sufocavam, mas que não achavam forma ou definição para poder sair de sua boca e se espalharem livres pelo ar. Sempre soube o que deveria fazer, seja pelos conselhos dos amigos, ou pela voz de sua própria consciência. Mas insistia em ignorá-los. Não agüentava mais sofrer por ela, mas sentia que se desistisse seria fraco. E aquilo acabaria com ele.&lt;br /&gt;Sabia que a situação não era apenas mais uma conquista, como tantas outras. Era algo bem mais profundo, que envolvia seu passado, seus desejos, sua própria personalidade. Fazia parte da grande busca do auto-conhecimento que tanto perturbava sua mente. Precisava completar seu objetivo e provar para si mesmo que era capaz de tudo e estava pronto para o mundo. Sabia que, com ela, teria certeza de sua força.&lt;br /&gt;O que mais o angustiava era o quão perto tinha chegado da conquista. Lembrava dos dias em que achava por certo que havia ganho o coração dela e chegava a fazer planos, deitado em sua cama, perdido em pensamentos que fazem a realidade parecer o lugar errado. Talvez fosse esse seu erro, ter achado que alcançaria seu desejo. Mas era assim, sempre com ansioso, teimoso, querendo e conseguindo tudo que queria. Quando coloca ago na cabeça, não tem como fazê-lo voltar atrás. Por isso se surpreendia com sua decisão e como conseguiu escrever aquela carta. Finalmente, depois de tanto lutar por ela, seja com palavras, gestos ou qualquer oportunidade de agradá-la, havia desistido. Estava tudo lá na carta. Sabia que ao ler, se apaixonaria por ele. Mas seria tarde demais. Tudo o que foi já não era. O encanto estava perdido e, por mais difícil que fosse aquela decisão, sabia que fazia a coisa certa.&lt;br /&gt;O que mais lhe custa a aceitar é aquele maldito pensamento que desde o primeiro momento em que receou não tê-la perturba sua mente, o fato de que nessa única vida, nesse único momento de sua vida, não terá o único coração que deseja. Sentado, no silêncio mortal de uma madrugada de terça-feira, reler pela terceira vez a carta, escutando a música que tanto a lembra, e se dá por satisfeito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115077267465485238?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115077267465485238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115077267465485238' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115077267465485238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115077267465485238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/as-ltimas-palavras.html' title='AS ÚLTIMAS PALAVRAS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-115046830251108483</id><published>2006-06-16T07:30:00.000-07:00</published><updated>2006-06-16T07:31:42.523-07:00</updated><title type='text'>NA SIMPLICIDADE DE UM RADINHO DE PILHA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Enquanto tentava sintonizar o antigo radinho de pilha Suzuki, lhe veio todas as lembranças que há muito estavam guardadas. Era como se cada estação fosse uma fase, um momento particular de sua vida, unidos por outros os quais não lembrava, não necessariamente por não terem tido importância, apenas não lembrava, que vinham em forma de um chiado agudo e perturbador, que mais parecia aquelas transmissões de sinais extraterrestres.&lt;br /&gt;Percebeu o quanto já tinha vivido, tudo que já havia aprendido nesses anos, momentos que valem a pena parar aquele botão que você gira e que não parece nunca parar no lugar certo para permitir um bom som do seu radinho. Você rola um pouco mais, e lá vem a interferência, uma música de forró adaptada de um clássico da Whitney Houston dos anos 80. Volta um pouco mais e surge, como que vinda do além, aquela voz que parece ser sempre igual de um cara recitando poemas de amor dos mais clichês possíveis. Mas é assim com as lembranças também, você nunca consegue realmente lembrar das coisas perfeitamente, tal e qual elas realmente aconteceram. Mas, independente disso, você sabe qual é a música e sabe o que ela significa para você. E é a isso que se resume tudo, várias músicas de diferentes estilos com diferentes significados, mas que, apesar dessa diversidade, são todas do mesmo radinho.&lt;br /&gt;E essa foi a surpresa que teve enquanto tentava sintonizar alguma música que conseguisse ouvir. Percebeu que, na verdade, só existe um momento que vale a pena pelo qual devemos lutar para conseguir sintonizar o melhor sinal que for possível e tentar aproveitar ao máximo enquanto dure. Só o agora existe, independente da música, das interferências, de qualquer coisa. E, enquanto houver música tocando no radinho, elas devem ser escutadas, curtidas, vividas, até. Afinal, um dia a pilha acaba, e nem pagode vai tocar mais no seu radinho. E isso o assustou, pois percebeu quantas músicas passaram despercebidas, quantas melodias haviam sido esquecidas.&lt;br /&gt;Engraçado, pensou, quando tocam duas músicas muito boas em estações diferentes e você tem que optar por uma delas, mas sempre acaba achando mil razões pelas quais devia ter escutado a outra música que, convenhamos, nunca mais tinha tocado e é um verdadeiro clássico. Imagina como teria sido se tivesse tomado outro caminho, e ao invés de ter escutado aquela música que você nem curte tanto tivesse vasculhado um pouco mais e encontrado a música que era de vocês dois.&lt;br /&gt;Ainda segurando o radinho, tomado por um sentimento que misturava nostalgia e uma vontade desesperada de aproveitar a vida, parou numa música qualquer, pois naquele momento não importava tanto a música, e apenas olhou para ela, sentada ao seu lado, linda, olhando para o radinho e rindo da voz grave do cara que recitava os mais clichês poemas de amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-115046830251108483?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/115046830251108483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=115046830251108483' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115046830251108483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/115046830251108483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/na-simplicidade-de-um-radinho-de-pilha.html' title='NA SIMPLICIDADE DE UM RADINHO DE PILHA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114973180093595588</id><published>2006-06-07T18:55:00.000-07:00</published><updated>2006-06-07T18:56:40.946-07:00</updated><title type='text'>MUSA DE CADA DIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Era assim todos os dias. Acordava já na ânsia de encontrá-la no trabalho. Arrumava-se bastante apressado e praticamente engolia o café-da-manhã de tão ansioso. Desde que ela começara a trabalhar lá que nunca mais se atrasara ou tivera problemas em acordar. Procurava chegar um pouco mais cedo do que o seu expediente só para vê-la chegando, perfumada, ainda com cara de sono, sempre levando um copo grande de café da cafeteria da esquina. Trocavam ‘bom dia’ e lhe faltava o ar.&lt;br /&gt;Durante a manhã era raro encontrá-la, apesar de que acontecesse algumas vezes. Esses eram os dias bons. Lembrava do dia em que ela perguntou-lhe se sabia onde encontrar o Sr. Mendes. Foi pego de surpresa e acabou gaguejando mais do que respondendo a pergunta, mas delirou de felicidade, afinal, de todos os que estavam por perto, ela o escolhera para ajudá-la. Não sentiu-se apenas notado, mas teve a sensação de que ela precisara dele e ele lhe fora útil, como se, com aquela informação, pudesse provar como poderia cuidar dela pelo resto de suas vidas. Ela poderia viver tranqüila, pois ele sempre saberia onde encontrar o Sr. Mendes.&lt;br /&gt;Algumas vezes, no horário do almoço, sentavam perto e, até mesmo, conversavam. A conversa por vezes se estendia até além do horário e ele desejava nunca ter que sair dali. Era quando sentia que se aproximavam mais. Não era sempre que isso acontecia, mas, quando acontecia, suas tardes eram sempre mais iluminadas e menos produtivas. Ria à toa sem parar e apreciava cada momento, refazendo mentalmente toda a conversa que tiveram.&lt;br /&gt;A hora da saída era a mais imprevisível, pois nem sempre a encontrava, o que o fazia pensar que devia ter aproveitado mais o horário do almoço. Mas quando se encontravam no final do expediente, ele sempre lhe oferecia carona, o que acabava por ser um momento de grande tensão e o deixava muito nervoso, pois além de temer que ela negasse, também temia que ela aceitasse, pois sabia que implicava em ficar a sós no carro com ela e, por mais que ficasse maravilhado com a situação, também morria de medo de falar alguma besteira ou não ter assunto suficiente.&lt;br /&gt;Nas festas da empresa sempre temia que ela levasse algum acompanhante ou que seus colegas acabassem por conquistá-la, afinal tinha certeza que não era o único a notar sua beleza única e indescritível. Quando organizavam amigo secreto, sempre dava um jeito de trocar com alguém para dar o presente a ela. Achava que todos já haviam notado seu interesse na garota, mas tentava não pensar nisso. Até mesmo sua amiga e confidente que servia o cafezinho de fim de tarde já havia comentado sobre sua visível paixão. Enrubescia quando alguém comentava, mas ficava contente com a idéia de que ela já devia saber de sua admiração platônica e continuava sendo simpática e aceitando suas caronas.&lt;br /&gt;E assim passava sua semana, até chegar a sexta-feira, quando, triste e cabisbaixo, voltava para casa sabendo que passaria dois dias sem ver sua musa de cada dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114973180093595588?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114973180093595588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114973180093595588' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114973180093595588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114973180093595588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/musa-de-cada-dia.html' title='MUSA DE CADA DIA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114954283083633112</id><published>2006-06-05T14:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-05T14:27:10.846-07:00</updated><title type='text'>A LIGAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Já passava das onze quando acordou assustado. Era o grande dia, o dia da ligação que tanto esperara. Tomou quatro xícaras de café para ver se o tempo passava mais rápido, o que não adiantou muito, pois a ansiedade o fez beber as quatro xícaras em menos de cinco minutos. Precisava arranjar alguma coisa para fazer, caso contrário passaria o dia inteiro encarando o maldito telefone que insistia em não tocar. Decidiu tentar ler, afinal sempre relaxava com uma boa leitura. Mas não dessa vez. Não conseguia ler uma linha sequer. Estava tenso demais para realizar essa tarefa tão complicada.&lt;br /&gt;Deu duas horas e nada. Já não agüentava mais andar de um lado para o outro da casa com o telefone sem fio na mão. Toque, maldito! Foi então que surgiu a preocupação: e se o telefone tiver quebrado? Sem sinal? Ligou o aparelho e colocou rapidamente no ouvido para ouvir o barulhinho que fazia. Se fosse um tuuuu contínuo, então estava bem. Mas se fosse um tu tu tu intercalado, então estaria com sérios problemas. Para sua tranqüilidade (ou desespero) o barulhinho foi contínuo. Já passava das cinco, com o sol já quase se pondo naquele domingo que parecia que não ia acabar quando resolveu ligar do seu celular para testar se o telefone estava realmente funcionando. Não é possível, já vai dar seis horas! Ligou. Chamou. Desligou rapidamente. Mas e se nesse exato momento a ligação tão esperada tivesse acontecido e tivesse dado ocupado? Suou frio ao pensar isso. Bom, agora não tem mais jeito, pensou. Esperou. Nada de tocar o maldito telefone.&lt;br /&gt;Olhou no relógio, eram oito e trinta e sete. Detestava horas com números quebrados, mas no momento aquele era o menor de seus problemas. Sentiu o estomago roncar e percebeu que só havia tomado algumas xícaras de café e comido uma Cream Cracker o dia inteiro. Precisava comer alguma coisa. E foi justo quando se dirigia para a cozinha que o bendito telefone tocou. O susto foi tão grande que quase deixou o aparelho cair e estragou todo um dia de espera. Esperou tocar a segunda vez. Pigarreou para não faltar voz. Durante a terceira chamada, atendeu com o ‘alô’ que treinou o dia inteiro. Não, não é da Naja Turismo. Não, não sei informar o telefone da maldita Naja Turismo. Não, eu não faço passeios turísticos, gritou. Desligou. Perdeu a fome.&lt;br /&gt;Voltou pro quarto e deitou-se na cama. Não agüentava mais a espera. Os ombros doíam, os olhos ardiam, as mãos tremiam. Estava exausto de tanto esperar a maldita ligação. Perdeu as forças e permaneceu deitado, fitando aquele aparelho que insistia em não cooperar. Ficou assim até umas três e treze da manha (como odiava horas com números quebrados) quando olhou para o relógio pouco antes de, finalmente, conseguir dormir. Sonhou a noite inteira com vários telefones tocando. Um barulho ensurdecedor. Mas no sonho não conseguia atender a nenhum deles. Foi quando um dos telefones pareceu tocar mais alto que todos os outros. Foi se aproximando e percebeu que não estava sonhando. Havia acordado e o bendito telefone estava realmente tocando. Sorriu melancolicamente. Pigarreou. Atendeu. Não, não é da Naja Turismo. E desligou o maldito telefone. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114954283083633112?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114954283083633112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114954283083633112' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114954283083633112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114954283083633112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/ligao.html' title='A LIGAÇÃO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114920772734822542</id><published>2006-06-01T17:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-01T17:22:07.356-07:00</updated><title type='text'>LOGO ALI, ATRÁS DA PORTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Foi enquanto ia na banca da esquina, distraído pela barulheira dos carros, que teve um momento de lucidez. Sem razão aparente, sem música nem nada que o fizesse esperar um momento como aquele. Simplesmente surgiu em seus pensamentos. É engraçado como essas coisas não têm hora para chegar. É como a inspiração de um artista. No meio da noite, no momento de maior sono, surge a grande idéia! E não há como ignorar essas coisas, elas não avisam que vêm, mas, quando chegam, não te deixam mais em paz. E foi justamente isso que aconteceu com o pobre rapaz que só queria comprar seu jornal.&lt;br /&gt;Parou no meio da rua, atordoado, meio sem equilíbrio, e, por um momento, pensou que fosse desmaiar. Mas não, apenas via claramente o que tinha que fazer.Tinha que ir, sabia disso. Receava, todavia, o que o aguardava. Havia muita coisa em jogo. Sentia a importância do momento, suas mãos suavam, seu coração acelerado. Estava tenso, ansioso, não sabia direito descrever o que sentia. Mas gostava, porque, mesmo que em vão, a aventura valia a pena. Era bom ter algo para almejar, um objetivo. Era real, verdadeiro. Melhor do que apenas ir levando, esperando que o caminho o pegasse pela mão e abrisse suas portas. Compreendia, agora claramente, sua inquietação passada. Nem havia percebido que algo o perturbava, mas agora entendia. E não pretendia deixar isso para lá, nem podia esperar. Não tinha tempo a perder. Cada momento a mais era um a menos para descobrir seu destino. E não queria, nem conseguia, esperar. Não mais.&lt;br /&gt;Correu como nunca. Correu rumo a um quarto fechado, onde dentro havia tudo que queria. Logo ali, atrás da porta, sabia que encontraria toda a sua felicidade, sua paz de espírito. A chave, porém, não estava em suas mãos. Bateu na porta com toda sua força, mas o esforço foi em vão. Não houve reposta. Mas não queria desistir. Até poderia, mas não queria. Sabia o que devia fazer, sabia que aquela porta estava trancada. Pensou em derrubá-la, mas não era assim que queria alcançar o outro lado. Queria entrar, queria a chave. Mas não a tinha. A porta continuou fechada. Sentou-se encostado na porta, com a cabeça entre as pernas, e esperou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114920772734822542?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114920772734822542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114920772734822542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114920772734822542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114920772734822542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/06/logo-ali-atrs-da-porta.html' title='LOGO ALI, ATRÁS DA PORTA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114909559443651408</id><published>2006-05-31T09:57:00.000-07:00</published><updated>2006-06-05T14:28:27.706-07:00</updated><title type='text'>O ARCO-ÍRIS ENCANTADO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;E foi justo enquanto estava imerso no oceano dos sonhos, na inocência pura de uma criança, que lembrou do velho amigo Tux. Havia muitas histórias a serem lembradas. Momentos que um dia compartilharam e que, agora, não passavam de memórias. Sentia muito sua falta, nunca encontrara outro como ele. Eram amigos de verdade, disso não havia dúvida. Mas no sonho reviveu aquele dia mágico em que viram o arco-íris encantado.&lt;br /&gt;Ainda dormia, protegido do frio e da provável tempestade que viria, quando ouviu o chamado do amigo. Venha rápido, dizia, você tem que ver isso. Sem entender direito o que acontecia, ainda embriagado de sono, seguiu-o, pois sabia que, enquanto não o atendesse, não teria paz. Ele era assim, quando tinha algo em mente, não havia como mudar sua vontade. Mas dessa vez, realmente, seu amigo encontrara algo maravilhoso. Maravilhoso e inesperado. Atrás de densas nuvens, perdido na imensidão cinza de um céu que promete chuva. Ninguém contaria com um arco-íris num dia como aquele. Ainda mais um arco-íris daqueles, definido, com cores fortes, brilhante, perfeito.&lt;br /&gt;Tinham que encontrar seu começo e conhecer seus segredos. Quem sabe houvesse um duende por lá para guiá-los pelo fantástico mundo ainda inexplorado. Correram, sentia o cansaço, o coração acelerado, lembrava de tudo perfeitamente. Atravessaram campos, subiram colinas, nadaram por rios, até que, enfim, encontraram o começo do arco-íris encantado. Era exatamente como imaginavam. Até o duende os aguardava. Não sabiam ainda o que estava por vir, pois nunca tinham encontrado uma maravilha daquelas antes. Seguiram a pequena criatura rumo ao desconhecido, sem medo, pois estavam juntos e sabiam que podiam sempre contar com o outro. Era simples assim.&lt;br /&gt;Foram e viram algo que jamais imaginariam que pudesse existir. Estavam sem forças para falar, era indescritível o que sentiam naquele mundo completamente novo que se abria a eles. Foram tomados por admiração em todos os sentidos. Os cheiros, os gostos, as texturas, os formatos. Tudo era indescritível e maravilhoso. Era como estar no mundo dos sonhos. Sorriram um para o outro. Não sabiam o que dizer, mas entendiam. Entendiam a beleza de tudo aquilo, assim como entendiam, também, que aquele não era seu lugar. Tinham que ir embora, voltar para suas vidas. Não queriam ir, mas sabiam que era necessário. Se ao menos pudessem falar, contar para alguém o que viram, o que sentiram, mas era impossível.&lt;br /&gt;Já de volta, ainda tentaram falar sobre o que viram, mas só o que os outros ouviam era latidos ao vento. Cachorros mais loucos, pensavam. Depois de um tempo desistiram de tentar explicar o mundo maravilhoso do arco-íris encantado. Voltaram à suas vidas de cão, abanando o rabo e brincando com bolinhas coloridas. Mas nunca esqueceram aquele dia. Charles, então, acordou daquele sonho tão real. Estava feliz, pois há muito não sentia a antiga companhia do amigo. Mesmo em sonho, valia a pena. Queria compartilhar isso com alguém. Mas só o que todos ouviam era latidos. Cachorro mais louco, pensavam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114909559443651408?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114909559443651408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114909559443651408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114909559443651408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114909559443651408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/o-arco-ris-encantado.html' title='O ARCO-ÍRIS ENCANTADO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114860720757527892</id><published>2006-05-25T18:22:00.000-07:00</published><updated>2006-05-25T18:34:51.950-07:00</updated><title type='text'>AFINAL, MEU AMOR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/clave-sol.3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/200/clave-sol.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Meu amor, não sinto falta do seu sorriso, dos seus lábios levemente arqueados, sem querer entregar sua felicidade. Aqueles mesmos lábios que, juntos, formam a mais bela das bocas, que eu encarava por horas e horas, perdido na imensidão de sua beleza, e que me imploravam por um beijo, um carinho qualquer. Seu cheiro inigualável, sempre na medida certa, um perfume indescritível, porém inconfundível. Lembro-me de senti-lo exalando de seus cabelos lisos e negros, refletindo tudo que eu sinto por você. Toda a admiração, o respeito, a alegria, toda a esperança.&lt;br /&gt;Suas suaves mãos, meu amor, também não me fazem falta. Essas mãos que me consolavam, me seguravam quando mais precisava, me davam carinho e me faziam sorrir. Segurar suas mãos era como sentir, por alguns momentos, o que eu sempre buscara, mesmo sem saber. Era paz, tranqüilidade. Nenhuma dessas coisas me faz falta, nem mesmo seu senso humor, o único capaz de me tirar do sério, de me trazer para uma série de sorrisos sem fim. Certa vez, lembro de pensar que seria incapaz de sorrir novamente, mas você me provou o contrário, me trouxe de volta. São essas coisas que só a sua companhia me proporciona. Estar ao seu lado e sentir, numa tempestade de sentimentos de afeto e compreensão, como é bom te ter por perto.&lt;br /&gt;Acordar e logo te procurar, pois, se a luz do dia ainda permite que meus olhos te vejam, nada mais importa. Lembro da sua cara de sono, seu cabelo desgrenhado. Lembro, ainda, de ir dormir e te dar boa noite. Ficar olhando sua silhueta à luz da lua, esperando cair no sono para, então, sonhar com você. Nada disso me faz falta, minha linda, afinal, ainda te vejo.&lt;br /&gt;Me faz falta aquele olhar intenso que antecede o beijo, aquele momento único em que nossos rostos ficavam tão próximos que se tornavam um só. Afundar nos seus cabelos, embriagado com seu perfume, entorpecido com seu odor. Seus lábios inigualáveis junto aos meus, consolidando tudo que não consigo descrever em simples palavras. Cada beijo que durava uma eternidade, sempre perfeito, completo. O gosto suave da sua boca, que, carinhosamente, abraçava a minha e a chamava de meu amor. Sinto muita falta, minha querida, de caminhar de mãos dadas com você, sentindo o calor que existia entre nós e que nos impedia de nos soltarmos, como uma cola que encaixa duas metades que se completam para nunca mais se separarem.&lt;br /&gt;Rir longas horas junto de você, apenas porque, quando estávamos juntos, tudo fazia sentido. Quantos bons momentos! Te ter como companheira, como cúmplice de algo que só nós entediamos e sabíamos que existia. Você, minha metade, minha companhia, meu amor. Só você.&lt;br /&gt;Acordar e te ter nos braços, sentir sua respiração ofegante no meu rosto e imaginar se sou eu nos seus sonhos. Como faz falta ir dormir com você, agradecido por mais um dia ao seu lado, mais um dia sentindo seu perfume, beijando sua boca, segurando suas mãos. Olhar você ao meu lado, sua silhueta perfeita, esperando adormecer com você para, então, sonhar com nós dois. Tudo isso me faz falta, meu amor, afinal, nunca te tive. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114860720757527892?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114860720757527892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114860720757527892' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114860720757527892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114860720757527892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/afinal-meu-amor.html' title='AFINAL, MEU AMOR'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114851401012164655</id><published>2006-05-24T16:32:00.000-07:00</published><updated>2006-05-24T16:40:10.130-07:00</updated><title type='text'>ANTES QUE A MÚSICA ACABE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/clave-sol.0.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/200/clave-sol.0.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Não sabia de quem a filha puxara aquele jeito tão moleque. Parecia estar sempre pulando, brincando, dançando. Sorria vendo a cena. A menina cantava e dançava em cima do sofá da sala. Nem se incomodava com o fato de sua leitura ter se tornado impossível. Queria apreciar aquele momento. Sua linda filha, cantando e dançando sem parar, em cima do sofá, impedindo sua leitura.&lt;br /&gt;Enquanto olhava a performance da filha, surgiu uma música conhecida. Não lembrava ao certo de onde conhecia aquela melodia, mas sabia que a conhecia. De repente, se viu sendo levado para outro lugar, doze anos antes, voltando para casa no seu Corcel branco, acompanhado do primeiro amor. Assim como sua filha, sorriam e brincavam. Ela, com os mesmos cabelos loiros e olhar sapeca que via há poucos minutos em cima do sofá. Cantando a mesma música.&lt;br /&gt;Não era apenas uma lembrança, estava revivendo aquele momento. Sentia o cheiro inconfundível daquele amor eterno que acabou. Quantas recordações. Sabia que havia acontecido algo especial, mas não lembrava. Haviam feito amor pela primeira vez, era isso. E havia sido perfeito. Ela acariciou seus cabelos e disse que o amava. Estavam felizes.&lt;br /&gt;Parou e ela desceu do carro. Era a música deles que tocava. Subiu no capô e cantou. Cantava apaixonada a melodia que nunca esqueceriam. Como se parecia com sua filha. O mesmo jeito, as mesmas danças. A mesma música. Quantos sonhos tinha, então. Quantas viagens planejava. Queria comprar uma moto e viajar pela América Latina. Queria escalar o Everest. Queria tanta coisa, tinha tantos sonhos.&lt;br /&gt;E como a amava. Ela, deitada no capô do seu Corcel branco, olhando as estrelas e cantando baixinho os últimos versos da música que tocava na rádio. O que aconteceria quando a música acabasse? Será que voltaria para sua casa, sua mulher e sua filha? Não sabia ao certo. E não se importava, pois, naquele momento estava feliz. O futuro ainda era um sonho, e não uma ameaça. Estava sempre sorrindo, brincando, cantando. Foi de mim que ela puxou esse jeito tão moleque. Sorriu. Percebeu que já tocava outra música na rádio, e que sua filha continuava cantando e dançando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114851401012164655?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114851401012164655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114851401012164655' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114851401012164655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114851401012164655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/antes-que-msica-acabe.html' title='ANTES QUE A MÚSICA ACABE'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114835396412755522</id><published>2006-05-22T20:00:00.000-07:00</published><updated>2006-05-22T20:12:44.136-07:00</updated><title type='text'>ELE E ELA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/couple.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/200/couple.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Há tempos não via uma garota que o encantasse tanto. Era linda, uma visão. Uma figura sublime que se destacava no meio da multidão. Como não a havia visto antes? Afinal, se estava na mesma festa que ele, deviam ter amigos em comum. Lembraria se já a tivesse visto. Era impossível não lembrar. Não, dela não esqueceria.&lt;br /&gt;O notou assim que chegou na festa. Ar confiante, estilo próprio e seguro, com certeza se destacava entre os outros. Lembrava um pouco seu ex. Mas isso não era uma comparação que queria fazer no momento. Será que ele me notou? Trocaram olhares, ela mal podia acreditar. Precisava de uma companhia, há muito que estava só. Mas ele devia estar acompanhado. Ou não. Resolveu esperar mais para ver se seriam apresentados.&lt;br /&gt;Será que alguém os apresentaria? Ela parecia ficar mais linda a cada olhar que lançava furtivamente em sua direção. Não queria que ela notasse que não conseguia parar de encará-la. Mas era inevitável. Como era linda! Tenho que ir até ela antes que alguém o faça.&lt;br /&gt;Será que devo ir até ele? Não pareceria desespero? Notou que ele a olhava. Ficou meio sem jeito, nervosa, mas não deixou transparecer. Tinha que manter a postura, ser um pouco difícil. Olhou-o propositalmente com desdém. Viu que falava com uma conhecida sua. Sentiu um frio na barriga. Ela os apresentaria. Tinha que apresentar. Não queria ir lá, mas temia perder sua chance. Não, devo esperar mais.&lt;br /&gt;Mal podia acreditar que a conhecia. Será que poderia apresentá-los? Ela é comprometida? Combinou tudo. Iriam dar uma volta e no caminho seriam apresentados. Estava nervoso. Logo ele, sempre tão seguro. O que havia de tão especial nessa garota? Não conseguia decifrar, mas havia algo a mais nela. Era a hora da verdade. Saíram. Agora não tinha mais volta. Vou gaguejar, sei que vou. Nunca foi assim, sempre foi tão fácil. Estava chegando perto. Podia sentir seu cheiro.&lt;br /&gt;Sentiu seu cheiro. Era cheiroso, como imaginava. Parecia ser do tipo cheiroso. O frio na barriga foi aumentando, assim como sua indiferença. Tinha que ser difícil. Olhou discretamente. Estavam chegando. Será que ela vai nos apresentar? E se estiverem juntos? Não havia pensado nisso. Seria muito frustrante. Foram em sua direção. Respirava com dificuldade. Há tempos não ficava assim por um rapaz. O que havia de tão especial nele? Não sabia. Estão chegando. Será que vão passar direto? Pararam. Ela os apresentou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114835396412755522?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114835396412755522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114835396412755522' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114835396412755522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114835396412755522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/ele-e-ela.html' title='ELE E ELA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114747356152131135</id><published>2006-05-12T15:12:00.000-07:00</published><updated>2006-05-12T15:39:21.530-07:00</updated><title type='text'>Falando em arquitetura...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Uêba! Mais uma postagem! E eu achando que não ia durar 2 dias essa parada aqui... Quem sabe eu complete 1 mês, já pensou? Faremos uma festa, eu e o Chuco, e vocês todos estão convidados. Falando nisso, o Chuco continua insistindo que viu dois duendes atravessando a rua anteontem. Eu acho difícil, mas, por outro lado, o Chuco não é de mentir, então não se sabe...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#993399;"&gt;Essa história de blog é uma coisa muito interessante, né? Você coloca qualquer coisa e as pessoas acabam se interessando. Por mais que você curta uma coisa muito idiota e ponha no blog só se de sacanagem acaba que alguém também gosta... ô mundo louco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#993399;"&gt;Vou dar 2 super dicas hoje. A primeira é musical. A banda é Motion City Soundtrack. Muito boa, vale a pena. Destaque para a música Everything's Allright. A produção é do Mark Hoppus, que era, ou é, nunca se sabe, baixista do Blin 182. Então se você curte Blink, ou se odeia, ou se acha normal, ou se é daqueles chatos que não tem opinião sobre nada, dê uma conferida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A segunda dica é para a galera que curte arquitetura. Vai ter um filme sobre o arquiteto Frank Gehry, que projetou aquele papel amassado que é o Museu de Bilbao&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;(não gosto mesmo não), que, apesar de tudo, é um arquiteto importante e tem lá seus méritos. Não entrarei em detalhes sobre meu gosto arquitetônico, mas simplesmente não consigo entender aquele edifício. Enfim, fica a dica aí. Cultura a mais é sempre bom. Afinal, arte e cultura não é só pintura, escultura, cinema, música.. arquitetura também! Filme do Jim Morrison todo mundo vai, né? Mas de um arquitetozinho qualquer aí... Bom, clicando no título você pode acessar o site oficial do filme, que é bem interessante, tem uns croquis bem a la Oscar Niemeyer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Acho que por hoje é só crianças, vocês estão livres pra se dedicar ao msn agora...&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114747356152131135?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.sonyclassics.com/sketchesoffrankgehry/' title='Falando em arquitetura...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114747356152131135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114747356152131135' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114747356152131135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114747356152131135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/falando-em-arquitetura.html' title='Falando em arquitetura...'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114739384869483342</id><published>2006-05-11T17:09:00.000-07:00</published><updated>2006-05-11T17:30:48.700-07:00</updated><title type='text'>AQUELE BRILHO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/Olho.jpg.3.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/200/Olho.jpg.3.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Há tempos anseava por uma viagem daquelas. Nem lembrava da última vez que havia feito uma viagem assim. Amigos, lugares novos, pessoas novas. No caminho, ainda no ônibus, ficou com uma garota. Simpática, ela. Bonita, também. Conversaram a noite inteira sobre tudo, livros, filmes, histórias do passado. Mas não era ainda o que buscava. Na verdade, nem sabia que buscava algo.&lt;br /&gt;Queria curtir, ter novas experiências, sair da mesmice. Continuou um tempo com a garota, mas faltava algo. Foi quando a conheceu. Ela, tímida, longe de querer chamar atenção, desajeitada de um jeito meigo e charmoso. Conversaram até o nascer do sol, mas nem viram o tempo passar. Ele, deixando claro suas intenções, ela, por sua vez, calada, ainda tímida. Mas havia algo de diferente. Um brilho no olhar, no sorriso. Estava feliz, e foi nesse brilho que ele se agarrou com todas as forças e prometeu não soltar até que fosse sua. Ela já era de alguém, dizia. Ele, no entanto, sabia que havia esperança, ela mesmo havia dito. Não podia deixá-la escapar. Não dessa vez. Depois de tanto tempo vazio, finalmente sentia algo. Algo novo, algo real. E era correspondido, sabia que era.&lt;br /&gt;Continuaram juntos o resto da viagem. Visitaram a cidade, foram a festas, viram o nascer do sol. Sempre juntos. Ele falando, ela menos tímida, aceitando o que ele tinha para oferecer. Ela também queria sair da mesmice. E encontrara nele algo novo, diferente. Não sabia ao certo o que fazer, afinal, já era de alguém. Não sabia o que aconteceria quando voltasse, qual história seria sua, qual caminho escolheria. Queria continuar sempre viajando, talvez, assim, não tivesse que escolher. Ele sabia de tudo isso, e entendia. Entendia porque o que sentia era real. Era o momento certo para eles e sabiam disso. Um era exatamente o que o outro precisava. Naquele mundo, naquele realidade que criaram juntos, eram felizes. E poderiam continuar assim para sempre.&lt;br /&gt;Mas o tempo passou e a viagem acabou. Na volta, dormiram de mãos dadas, rostos colados no balançar do ônibus. Estavam caindo do céu, e sabiam disso. Ele, já decidido a encarar seu destino, ela, já disposta a escolher. E foram assim, calados, aceitando o fim da realidade que criaram juntos. Ela ainda prometeu que conversariam, mas ele sabia o que o esperava. Ainda tentou, numa ultima tentativa, já quase sem forças, mas foi em vão. Assim, a historia que construíram juntos tiveram que destruir sozinhos, separados pela nova realidade que os cercava. E foi assim que ele, dessa vez calado, tímido, soltou o brilho que agarrara com tanta força, e o perdeu para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114739384869483342?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114739384869483342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114739384869483342' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114739384869483342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114739384869483342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/aquele-brilho.html' title='AQUELE BRILHO'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114739238570581902</id><published>2006-05-11T17:02:00.000-07:00</published><updated>2006-05-11T17:06:25.713-07:00</updated><title type='text'>Era hoje...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Era hoje e eu esqueci! Nem o Chuco lembrou.. acho que todo mundo esqueceu. Mas ainda lembrei a tempo. Hoje é o aniversário de alguém especial, e quero deixar essa pequena homenagem. Parabéns!! O Chuco mandou um super cheiro! E perguntou se não vai ter festa.. esse Chuco...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114739238570581902?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114739238570581902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114739238570581902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114739238570581902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114739238570581902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/era-hoje.html' title='Era hoje...'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114731741991241774</id><published>2006-05-10T20:13:00.000-07:00</published><updated>2006-05-10T20:20:02.390-07:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA DA FLOR NAS MONTANHAS DO PARERGA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/1146933181_f.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/200/1146933181_f.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Tudo começou quando alguém, não se sabe quem, depositou aquela pequena sementinha em um ponto qualquer das longínquas Montanhas do Parerga. Talvez ninguém tenha realmente depositado a tal semente, talvez ela simplesmente tenha aparecido por lá. Não havia muitas expectativas ou esperanças para a pobre sementinha. Como iria florescer numa região tão distante, tão isolada do resto do mundo, sem ninguém para cuidar dela, para orientá-la, para ensiná-la a sobreviver nesse mundo? Mas a sementinha lutou, e conseguiu, com muito esforço e suor, brotar nos campos da montanha.&lt;br /&gt;Pensando que o pior já havia passado, surpreendeu-se ao perceber que, mais difícil que nascer, era sobreviver. Depois de começada essa nova vida, várias novas responsabilidades caíram nas mãos daquela flor vermelha e tímida, que um dia foi uma sementinha. Tinha que respirar, se alimentar, manter seu espaço conquistado na Terra. E não era nada fácil. No começo pensou em desistir, em aceitar que não tinha forças para se manter viva. Mas a vista das Montanhas do Parerga era tão linda, que resolveu continuar lutando. Afinal, havia tanta coisa maravilhosa por aí que, talvez, valesse até a pena lutar por tudo isso.&lt;br /&gt;Como havia florescido quase que no topo da montanha, podia ver muitas coisas lá de cima. Certa vez, vira um pássaro chamado Amor, que todos pensavam já estar extinto. Outra vez, vira, também, um peixe dourado que todos queriam ter em seus aquários, mas que era muito caro. Não que não visse coisas ruins também, mas como estas só apareciam à noite, aprendeu que era melhor enxergar no claro e aproveitar as melhores vistas.&lt;br /&gt;E dessa forma ia levando sua vidinha, no alto das Montanhas do Parerga, admirando o mundo à sua volta. A entristecia um pouco o fato de que todas aquelas maravilhas estavam fora o seu alcance, afinal, estava plantada nos campos da montanha. Mas isso não a desanimava, pois continuava a sonhar, imaginando que voava rumo ao desconhecido, para junto de todas as belezas que a cercavam. E foi durante um desses seus sonhos que acordou assustada, se sentindo, de alguma maneira que conseguia identificar, diferente. Ainda com a visão meio turva, percebeu que se transformara numa águia, e que, agora, podia voar para onde quisesse. Assustada, sem saber o que fazer, consultou suas tão conhecidas Montanhas do Parerga.&lt;br /&gt;Estas, sorrindo como sempre, mandaram que a bela águia, que um dia foi uma semente, voasse. Apenas voasse, sem medo, pois já não precisava do seu solo para sobreviver. E foi assim que, ainda um pouco receosa, a águia, que um dia foi uma semente, mas que, também, um dia já foi uma flor, saiu voando para conhecer todas as belezas do mundo, numa cena digna de filme, que tinha como plano de fundo as Montanhas do Parerga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pelo apoio constante. Entonces és.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114731741991241774?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114731741991241774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114731741991241774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114731741991241774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114731741991241774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/histria-da-flor-nas-montanhas-do.html' title='A HISTÓRIA DA FLOR NAS MONTANHAS DO PARERGA'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114722678300872647</id><published>2006-05-09T18:56:00.000-07:00</published><updated>2006-05-09T19:06:23.016-07:00</updated><title type='text'>O FOTÓGRAFO E OS CAVALOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/cavalin.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/200/cavalin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Correu para buscar sua máquina. Era a alma de artista e o espírito de fotógrafo que o chamavam. Sem falar nada, sem dar nenhuma explicação. Simples assim, levantou-se e foi em busca do momento perfeito. Éramos cinco no momento. Os outros dormiam. Seguimos nosso amigo fotógrafo, sem perguntas, sem conversa, apenas o seguimos, torcendo e ansiando pelo que nos esperava.&lt;br /&gt;O que ele havia visto de tão maravilhoso e inspirador que passara despercebido por nós? Talvez fosse justamente essa nossa ignorância, essa nossa expectativa pelo desconhecido, que nos levava nessa aventura. Descemos as escadas rapidamente, o frio da serra entrando em nossos corpos, a ansiedade remoendo nossos espíritos. Ele não parava, nosso amigo fotógrafo. Nós, tampouco. Mesmo sem perceber, havíamos feito um pacto em silêncio e ninguém se atreveria de quebrá-lo. Nós, os espectadores, ele, o artista. Continuava andando, sem parecer sentir frio ou cansaço, em silêncio, preparado para a luta, armado apenas com máquina, sua alma de artista e seu espírito de fotógrafo.&lt;br /&gt;Então, subitamente, parou. Surpresos, paramos todos e encaramos a fonte da inspiração tão repentina. Nos entreolhamos, sorrindo, sem precisar dizer uma palavra, mas entendendo exatamente o que o outro estava dizendo. O motivo da nossa aventura eram três cavalos. Não eram enormes cavalos brancos desses que só se ver na televisão. Eram cavalos bonitos, mas normais, de tamanho médio e pêlos castanhos. E era essa a grande beleza do momento, sua simplicidade.&lt;br /&gt;Nosso amigo fotógrafo começou, então, a se preparar para o grande momento pelo qual todos esperávamos. Aquela fotografia era só o que nos importava. Não fazia mais frio, ninguém estava mais cansado. Só o que interessava era terminar nossa aventura. O sacrifício final que acabaria em menos de um segundo, mas que duraria para sempre. Quando lembro dos nossos rostos, vejo que aquilo ficou na memória de todos nós. Cinco amigos e três cavalos. Esse era o cenário do nosso espetáculo. Era chegado o grande momento. O fotógrafo e a câmera já estavam posicionados, a espera do momento perfeito. A platéia aguardava ansiosa. Os cavalos, indiferentes ao que acontecia, mas parecendo entender a importância do momento, continuavam esbanjando sua maravilhosa simplicidade.&lt;br /&gt;Foi quando ouvimos um clic. Pronto. Ficamos um tempo parados, incertos se havia mesmo terminado o espetáculo, como a platéia insegura que aguarda a primeira palma. Mas a aventura acabara. Voltamos, já não mais em silêncio, mas conversando alto e rindo, orgulhosos por nos mantermos fiéis ao pacto feito antes em silêncio. Éramos cinco amigos e havia três cavalos. Nunca esqueci disso. E a foto nem ficou tão boa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#993399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#993399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#993399;"&gt;&lt;em&gt;Para o grande amigo e fotógrafo Jedi.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114722678300872647?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114722678300872647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114722678300872647' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114722678300872647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114722678300872647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/o-fotgrafo-e-os-cavalos.html' title='O FOTÓGRAFO E OS CAVALOS'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114713685888212791</id><published>2006-05-08T17:58:00.000-07:00</published><updated>2006-05-08T18:07:38.890-07:00</updated><title type='text'>JOVEM E IRRESPONSÁVEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/1600/vinho.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/867/2912/200/vinho.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Já há algumas semanas que pretendia parar de beber. Os pais reclamavam cada vez mais dos porres dos finais de semana que, segundo eles, estavam ficando cada vez mais freqüentes. Não só por eles vinha pensando nisso, sua própria consciência o alertava do problema. Mas seria mesmo um problema? Todos seus amigos bebiam. Divertia-se mais quando bebia. Não era alcoólatra, não dependia da bebida. Estava na faculdade, vivendo a vida louca de universitário que tanto ouvira falar quando mais novo. Conhecia gente muito mais louca e irresponsável que ele, desses que sai de casa na quinta e chega segunda de manhã só para trocar de roupa e comer alguma coisa.&lt;br /&gt;O pior era sempre o dia seguinte. Os comentários, as amnésias, as fotos que tirava. Não era bem vergonha que sentia. Tampouco arrependimento, pois sabia que divertia a todos com suas loucuras. Era apenas uma reflexão. Afinal, não se tratava apenas da bebida. Estava crescendo, tinha que assumir algumas responsabilidades. Ainda não trabalhava e começava a se sentir como um peso dentro de casa. Não era como antes, que era um moleque que gastava tudo que tinha com as maiores besteiras que encontrasse. Agora era quase um adulto, tinha que pensar no futuro, se preparar para a vida real, começar a fazer planos. Ou, pelo menos, era isso que lhe diziam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Mas não se sentia mais velho. Não se sentia responsável e toda essa conversa sempre lhe dava dor de cabeça. Sabia de suas obrigações, e as cumpria, como sempre fez. Mas ainda não era adulto. Nem queria ser. Gostava de sair, falar besteira, ficar com muitas garotas, enfim, gostava de ser jovem. Não importava sua idade exata. Às vezes até a esquecia. Sabia como se sentia e o que lhe dava prazer. E ir contra isso seria mentir para si mesmo. Estava consciente das mudanças que ocorreriam em sua vida daqui para frente, assumiria tudo que tivesse que encarar, mas não deixaria de ser aquele moleque que faltava aula para ir passar mais tempo com a namoradinha do colégio.&lt;br /&gt;Não queria ter que pentear os cabelos, gostava deles desarrumados mesmo, apesar das constantes brigas com a mãe. Não queria ter que usar calças sempre, pois vivia em um país tropical, e usar calças nesse calor seria simplesmente estúpido. E, acima de tudo, não queria, nunca, ter que usar sapatos, o que considerava a pior e mais desconfortável invenção do homem. Estaria errado de pensar assim? Seria tão ruim querer manter viva dentro de si a criança que ama desenho animado e acredita em duendes? Pensando bem, não se arrependia do porre que tomara semana passada. Afinal, era jovem, e nessa vida tão corrida e cheia de responsabilidades e obrigações, só se é jovem e irresponsável uma vez. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114713685888212791?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114713685888212791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114713685888212791' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114713685888212791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114713685888212791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/jovem-e-irresponsvel.html' title='JOVEM E IRRESPONSÁVEL'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114693540803672664</id><published>2006-05-06T09:48:00.000-07:00</published><updated>2006-05-06T10:20:47.396-07:00</updated><title type='text'>Mais um dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Mais um dia de postagem do grande Chuco! Tá começando a ficar uma rotina essa parada aqui... Enfim, nada de especial para contar pra vocês hoje, só agradecer os comentários, é uma sensação louca essa de comentarem no seu blog, como se fosse um recado que deixam na sua secretária eletrônica, sabe? Tipo, você chega em casa, sem esperar nada, olha sem esperanças pro seu telefone e lá está a luzinha de recado piscando! Sempre bom...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Mas, deixando de lado essas besteiras que não interessam a ninguém, vou deixar uma super dica de filme pra vocês. 'Beijos e Tiros' (Kiss Kiss, Bang Bang), estrelado por Val Kilmer e Robert Downey Jr. (clique no título e acesse o site oficial do filme). O filme é uma mescla de policial, com aventura e comédia. Muito bom. Destaque para a atuação de Robert Downey Jr. e para o absurdo de mulher que é Michelle Monaghan, que faz a mocinha da história. Vale a pena conferir, é bem divertido e, mais uma vez, essa atriz aí é um espetáculo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Ah, e escutem Kaiser Chiefs! Se você ainda não escutou, por favor vá atrás de escutar! Kaiser Chiefs - Modern Way, essa é minha super dica de música hoje. Façam isso pelo Chuco... Ele tá bem, por sinal. Andou meio doente esses dias, mas pediu pra eu avisar que já tá pronto pra curtir loucamente as noites mais uma vez. Esse Chuco...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Por hoje é isso. Agora podem ir ver o filme que recomendei, ou ouvir a música do Kaiser Chiefs, ou não fazer nada disso e continuar procurando blogs sem sentido por aí, como essa aqui... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Cheiro do Chuco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114693540803672664?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://kisskiss-bangbang.warnerbros.com' title='Mais um dia'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114693540803672664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114693540803672664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114693540803672664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114693540803672664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/mais-um-dia.html' title='Mais um dia'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114687295765049686</id><published>2006-05-05T16:41:00.000-07:00</published><updated>2006-05-05T16:49:17.653-07:00</updated><title type='text'>NÃO, NÃO É</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1g3.com/hc/uploaded_images/bye-bye-piglet-sm-702640.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1g3.com/hc/uploaded_images/bye-bye-piglet-sm-702640.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#993399;"&gt;Quero que você entenda. Isso não é um adeus, uma simples despedida. Isso é um eu não te agüento. Não te suporto mais. É aqui que nossa estrada acaba, chegando ao oceano que um dia foi nosso destino, mas que agora nos separa. Cada um para o seu lado, seguindo sozinho seu próprio caminho.&lt;br /&gt;Esse mar que nos separa agora me sufoca, está ao meu redor, para onde quer que eu me vire. É impossível respirar aqui, cercado de tantas lembranças, tantas pessoas, tantos sentimentos que um dia fizeram nossa história e que nos optamos por ignorar. Simplesmente virar a página desse capítulo sobre nós dois. Vários rostos que temos que pensar, considerar, ponderar. Pessoas tão importantes que escolhemos ignorar.&lt;br /&gt;Saio pondo essa raiva para fora sem pensar, amaldiçoando meus inimigos, gritando com quem amo. É difícil simplesmente cortar nossos pulsos e acabar com algo tão bonito. Matar aquilo que, um dia, foi o que houve de mais real em nossas vidas. E é isso que acontece. A gente fica cego de tanta luz, mas essa luz, eventualmente, vai apagando, só deixando um restinho de claridade suficiente para nos guiar rumo ao nosso fim, passando por tudo aquilo e por todos aqueles que destruímos. Eles são as paredes do nosso corredor escuro, nos amparam quando perdemos a força no caminho, dormentes de tanto desespero.&lt;br /&gt;Eu ainda escuto você chorando, suas lágrimas, que conheço tão bem, agora descem diferentes. Não são as que consegui arrancar de você junto daquele sorriso que apenas eu conheço. Eu também choro, choro por menos atenção, menos pressão. Mas eu sinto como se estivesse de mãos atadas, caminhando rumo ao fim, e não há nada que eu possa fazer para evitar esse buraco tão profundo para onde caminho.&lt;br /&gt;Ainda escuto você falando, mas falar é muito fácil. Também queria falar, mas sei que não devo. Há sangue na minha boca de tanto me esforçar para não falar. Não vale a pena, não adianta. Suas desculpas, seus pedidos, de nada valem agora. Você não vai encontrar o que procura. Alguém para te apoiar, para te ajudar. Alguém que acredite em você. É melhor desistir.&lt;br /&gt;Enquanto isso, aqui estou, em um quarto qualquer, vazio com essa necessidade incontrolável de pôr essa raiva para fora sem pensar, amaldiçoando meus amigos, gritando com quem mais amo. Aquilo de mais belo morreu. A luz que um dia nos cegou, agora apagou. Chegamos ao fim do nosso caminho e não me resta te pedir mais nada, só para que entenda. Entenda que isso não é um adeus, uma simples despedida. Isso é um eu não te agüento. Não te suporto mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Baseado na música ‘No, it isn’t’, da banda Plus 44&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114687295765049686?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114687295765049686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114687295765049686' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114687295765049686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114687295765049686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/no-no.html' title='NÃO, NÃO É'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27610417.post-114687230892315872</id><published>2006-05-05T16:28:00.000-07:00</published><updated>2006-05-05T16:38:28.930-07:00</updated><title type='text'>Primeira postagem do Chuco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Uêba... primeira postagem das aventuras do fantástico Chuco! Se você está se perguntando quem é Chuco, ou por quê Chuco, pode desistir. Aceite o Chuco, é o melhor que você faz, vá por mim. Enfim, histórias sem sentido, dicas de livros, sites de sacanagem, filmes, todas essas besteiras de quem não tem nada melhor para fazer serão encontradas por aqui. Se você ainda não fechou essa página e foi bisbilhotar o orkut dos outros, seja bem-vindo e aproveite a magia desse grande aventureiro maluco que não sabe sua nacionalidade e acredita em duendes chamado Chuco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27610417-114687230892315872?l=lasaventurasdelchuco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/feeds/114687230892315872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27610417&amp;postID=114687230892315872' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114687230892315872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27610417/posts/default/114687230892315872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lasaventurasdelchuco.blogspot.com/2006/05/primeira-postagem-do-chuco.html' title='Primeira postagem do Chuco'/><author><name>Las Aventuras del Chuco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11724191255126598756</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_TIikz7C2Cog/SO-7KCEcvHI/AAAAAAAAAAM/kutGUnjPTyY/S220/DSC00773.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
